terça-feira, 11 de agosto de 2015

A Função dos Memoriais



Infonet > Blog Luíz A. Barreto > 20/12/2004.

A Função dos Memoriais.
Por Luíz Antônio Barreto.

O Tribunal de Justiça e a Assembléia Legislativa do Estado tomaram para si o encargo da recuperação de dois edifícios do século XIX, que funcionaram como espaços de poder, no curso da história sergipana. As atitudes exemplares dos presidentes Pascoal Nabuco e Antonio Passos, representando o Judiciário e o Legislativo, merecem todos os destaques e elogios, porque são singulares e valem mais intenções e decretos protetores, que desde 1937 tombam e “tombam” o patrimônio artístico e cultural do Brasil.

A política governamental de proteção aos bens históricos privilegiou, nos últimos 67 anos, os conventos, templos, casas senhoriais das fazendas de gado, dos engenhos de açúcar, das fazendas de café, os sobrados e outros monumentos que, juntamente com as peças de ouro e prata, as alfaias, o mobiliário das casas, parte dele importado, os equipamentos de montaria, os arreios, principalmente quando de prata e de origem senhorial, e mais algumas coisas. O mais ficou de fora, a começar pelas senzalas, pelas vilas operárias, pelas casas toscas de varas e de paredes feitas a sopapo, cobertas de palha, passando por tudo o que é do povo, incluindo as vestimentas do vaqueiro, couraça para enfrentar a vegetação quando na busca de reses desgarradas.

Quando se fala em patrimônio histórico, artístico e cultural afloram, imediatamente, São Cristóvão, Laranjeiras, um pouco de Estância, principalmente a avenida Capitão Salomão, com seus sobrados de fachadas azulejadas, pouquíssimo de Lagarto e de Propriá, quase nada das outras cidades sergipanas. Aracaju, que desde 1855 é cidade e capital, e que detém uma arquitetura eclética muito harmoniosa, não tem merecido as mesmas atenções que São Cristóvão e Laranjeiras. Vem aí o ‘Monumenta’, esforço de reforma, que ao que parece passará ao largo da capital, ainda que no próximo ano haja a festa dos 150 anos da cidade de Inácio Barbosa.

O prédio da Assembléia, por exemplo, é dos primeiros da nova capital e serviu até 1987 de sede do Poder Legislativo da Província, entre 1855 e 1889, e do Estado, de 1989 a 1987. Seus salões abrigaram várias repartições públicas, inclusive o Tribunal de Relação, por ela criado, no bojo da Constituição de 18 de maio de 1892. Trata-se de um prédio de dois pavimentos, dotado de mezanino, onde ficavam as galerias que reuniam os assistentes das sessões, muitas vezes reformado, de forma a ser preservado internamente e modificado externamente, seguindo as reformas feitas no prédio do Palácio Olímpio Campos, que fica na mesma praça.

Recebendo o nome de Palácio Fausto Cardoso, homenagem prestada ao mártir da revolução de agosto de 1906, o prédio da Assembléia foi restaurado, agora, para abrigar a Escola do Legislativo Deputado João de Seixas Dória, e o Memorial do Poder Legislativo, que leva o nome da deputada Quintina Diniz. O fato, já por si só merecedor de todos os aplausos, da reforma do prédio foi enriquecido com dois equipamentos essenciais e duas homenagens extraordinárias. A Escola do Poder Legislativo tem a função pedagógica de orientar, através de cursos, seminários, debates, a classe política e administrativa do Estado, incorporando entre eles os servidores públicos. O Memorial do Poder Legislativo, com sua exposição que conta a história de 170 anos da Assembléia, e com o reforço da biblioteca e do arquivo também instalados no prédio, vai estar encarregado de levantar fatos, nomes e datas que circularam na construção cotidiana da vida social.

As homenagens são capítulo especial, pois reúnem dois ilustres sergipanos. Seixas Dória, um dos maiores, talvez mesmo o maior tribuno que Sergipe já ouviu falar, destacado parlamentar nas duas primeiras Assembléias, depois da redemocratização de 1945, duas vezes deputado federal, brilhante e aplaudido defensor das teses nacionalistas e da riqueza nacional, governador do Estado, integrado na luta pelas reformas de base e por isto deposto e preso, com direitos políticos suspensos por 10 anos, até voltar à Câmara Federal, para encerrar uma carreira singular de político. Quintina Diniz, professora, diretora do afamado Colégio Nossa Senhora Santana, líder feminista, foi a primeira mulher eleita para a Assembléia de Sergipe, cumprindo função Constituinte, em 1935.

O prédio do Tribunal de Relação foi iniciado pelo presidente José Calasans, ainda em 1892, sendo inaugurado pelo presidente Oliveira Valadão. Vistoso, com um subsolo, um pavimento térreo de duas grandes salas, e um pavimento no 1º andar, também com duas grandes salas. Ali o Poder Judiciário funcionou por 35 anos seguidos, até mudar-se para o prédio que o presidente Manoel Dantas concluiu, na mesma praça Olímpio Campos, que antes era destinado a ser o Grupo Escolar General Siqueira, cuja primeira construção foi dada para servir de Quartel da Polícia, à rua de Itabaiana.

Reformado amplamente, o prédio agora tem nome: Palácio Silvio Romero, homenagem igualmente significativa, que dispensa justificação. Seu Memorial, com uma Exposição que ocupa todas as salas, inclusive as do rés-do-chão, conta a história de 112 anos do Poder Judiciário e com seu funcionamento terá a oportunidade de reunir documentos, formatar uma base de dados, oferecendo aos pesquisadores, estudantes e interessados, através dos modernos meios de consulta: DVD, CD, e outros suportes, que formarão um Centro de Pesquisas, todas as possibilidades de consulta.

O desembargador Pascoal Nabuco apresentou o prédio reformado e o Memorial aos desembargadores do Colégio de Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil e colheu a impressão positiva dos visitantes, alguns dos quais prometendo transformar o Memorial do Poder Judiciário do Estado de Sergipe num modelo nos seus Estados. No dia 20 de dezembro o Memorial e com ele a reforma do prédio serão entregues ao uso público, como já ocorreu, no último dia 13, com o Memorial do Poder Legislativo. Aracaju ganha um múltiplo presente, materializado nas reformas dos dois prédios do século XIX, na Escola do Legislativo, e nos Memoriais dos dois poderes. Os Memoriais, que não museus, mas reúnem materiais de interesse museal, que não é arquivo, mas expõe documentos, que não é biblioteca, mas trabalha com livros, são equipamentos múltiplos, capazes de atender, de forma ampla, a quem quer aprender com a história, que é a ciência dos homens.

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br/luisantoniobarreto

Fonte "Pesquise - Pesquisa de Sergipe/InfoNet". Contatos, dúvidas ou sugestões de temas: institutotobiasbarreto@infonet.com.br.

Postagem originária da página do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 7 de agosto de 2015.

Itajupeba, no município de Itaporanga D'Ajuda

Itajupeba, no município de Itaporanga D'Ajuda/SE.
Lápides dos restos mortais dos primeiros donos, pós-jesuítas.
Foto: Sílvio Oliveira.
Reproduzida do site: infonet.com.br/silviooliveira

Postagem originária da página do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 3 de agosto de 2015.

Obra de Edidelson Silva

Barco Tototó no Rio Sergipe, município de Aracaju/SE.
Obra de Edidelson Silva.
Imagem reproduzida do Facebook/Edidelson Silva.

Postagem originária da página do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 2 de agosto de 2015.

Memória da Cidade de Estância

Destacando o Jornal "O Razão" (1922).
Imagem: acervo de Carlos Augusto Gomes Barreto.
Reproduzida do Facebook/Carlos Augusto Gomes Barreto.

Postagem originária da página do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 31 de julho de 2015.

Memória da Cidade de Estância




Antiga propaganda da Empresa Industrial Estanciana, Fábrica Senhor do Bomfim, que à época, pertencia ao Grupo Ribeiro, Leite, Vieira & Cia. Posteriormente passou a pertencer ao Grupo Constâncio Vieira e atualmente tem como único proprietário o empresário e conterrâneo, Roberto Constâncio Vieira Filho, mais conhecido como Robertinho.

Foto e Legenda: Carlos Augusto Gomes Barreto.
Reproduzidas do Facebook/Carlos Augusto Gomes Barreto.

Postagem originária da página do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 31 de julho de 2015.

Memorias da Cidade de Estância

Interior de antigo cinema da cidade de Estância/SE
Foto: Carlos Augusto Gomes Barreto.
Reproduzidas do Facebook/Carlos Augusto Gomes Barreto.

Postagem originária da página do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 31 de julho de 2015.

Memórias da Cidade de Estância

Bailes de gala no saudoso Cruzeiro Esporte Clube.
Foto e Legenda: Carlos Augusto Gomes Barreto.
Reproduzidas do Facebook/Carlos Augusto Gomes Barreto.

Postagem originária da página do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 31 de julho de 2015.

Memórias de Estância


Comemoração do centenário da Lyra Carlos Gomes. Amigos "experientes", identifiquem as pessoas presentes. Vislumbrei na foto as seguintes pessoas: Raymundo Silveira Souza e sua esposa D. Zizi, Pedro Barreto Siqueira, Valdir Menezes, Jacob Visgueira, Celso Alves de Aquino e sua sua D. Ana Aquino, Arivaldo Carvalho Costa e Sua esposa, D. Anita, Pascoal Nabuco e sua esposa Maria Izabel Nabuco d ´Ávila, Sr. Uhebe, Carlito Sobral, Alizi Cardozo Costa e sua esposa, D. Cordélia Nascimento Costa.

Foto e Legenda: Carlos Augusto Gomes Barreto.
Reproduzidas do Facebook/Carlos Augusto Gomes Barreto.

Postagem originária da página do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 31 de julho de 2015.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Augusto Cabral e o Bar e Restaurante 315

Augusto Cabral.
Foto: acervo Eduardo Cabral.

Publicado originalmente no Facebook/Amaral Cavalcante.

Da série "De Bar em Bar".

O 315
ou
O revertério de Betty Davis.

Para mim, ainda inocentinho nas malandragens, o que Hilton Lopes estava dizendo era papo de João Sem Braço, viagem do coroa, pura empulhação!
- Esse bar 315 tem três níveis. Malandro deve se segurar nos dois de cima que o de baixo é có-có...

E Hilton falava cocoré-bico-de-pato enquanto magistrava a divisão de uma preciosa liamba vinda de Paulo Afonso, pesada numa balança “Felizola” que trazia no bagageiro da velha Rural Wyllys apelidada, por ele mesmo, de Maria das Gamelas:

- Um pra mim, um pra vocês, outro pra eu. No Aribé é assim que se conta. E aperte logo a coisa esse menino, que eu não sou boneco pra ficar de cara!

Depois, cabeça feita e coração ardente, era no bar 315, na malafamada Praça da Rodoviária Velha, onde íamos curtir a lombra.

O 315 era uma babel de poesia e gargalhadas.

Matávamos a larica com o talharim a bolonhesa - baratinho e substancioso - que o cozinheiro Betty Davis preparava tão bem... quando estava de bom humor. Quando não, atacado pelo erotismo que fluía no salão ele subia nos saltos e vinha arrasar entre as mesas, escumadeira em riste, a outra mão fazendo “asa de bule”:

- Quem é a boa aqui? Meninos, eu sou a Malvada!

Naquela noite estariam suspensos os privilégios! Nada de ovo estrelado escondido debaixo do macarrão e nada de golinho de Dreher no parapeito da cozinha, para os namorados. Ela estava de bode, a Malvada.

O bar de Augusto era uma academia de letras embaraçadas. Todo poeta marginal tinha guarida lá, todo artista se exibia. Liam-se capítulos inteiros de Bertold Bechet, cantadas de Pasolini, poemas de Torquato Neto. Também quem não tinha nada a ver se chegava e era servido à antropofagia reinante entre os frequentadores. Gente de toda a espécie, advindos de todas as camadas sociais.
No bar 315 conviviam as meninas da noite e as madames prafentex da sociedade, os bêbados perdidos em busca de uma última zenebra e os mais lídimos intelectuais da província, poetas desgarrados, pintores sem mercado, jornalistas cansados, esmoleres e putas.

Num canto, uma radiola estereofônica controlada a punho de ferro pelo gosto do dono repetia dez vezes Belchior, Ednardo, mansidões do mano Caetano, foêns Betânicos e Raul Seixas, sempre.

Era um lugar da pesada! Tanto que foi lá onde lancei o meu primeiro livro de poesias, “O Instante Amarelo”. O barato do lançamento foi o balé apresentado por Pata Preta - um avantajado negão que sonhava um dia dançar o Lago dos Cisnes – dançando sobre o balcão, pisoteando quatro quilos de uvas enormes e cinqüenta dálias brancas que o dono, Augusto, meu brother, pagou pra mim.

Mas o que disse Hilton Lopes, no começo desta crônica? Que o Bar 315, estabelecido num galpão térreo, tinha três níveis. Saquei depois suas razões: no primeiro nível, por cima dos sonhos psicodélicos de uma geração, a bandeirice amenizada por uma engenhoca descolada pelo proprietário para disfarçar o olho avermelhado da freguesia - um mata mosquito de lâmpadas fluorescentes que azulava tudo.

No segundo nível, sobre restos de talharim, uma geração se gastando em fofocas e hipérboles sentimentais.

Já no terceiro nível, a real: por debaixo das mesas, muitas pernas e pés se tocando, mãos afoitas se entrelaçando, códigos tramando encontros, um frenesi de pecados que os menos entendidos nem percebiam.

Isto sim, teria dito Hilton Lopes, era o bar 315.
O resto é cocoré, bico-de-pato...

Amaral Cavalcanti – 2007.

Reproduzido do Facebook/Amaral Cavalcante.

Postagem originária da página do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 6 de agosto de 2015.

História do empresário José Carlos Silva



História de José Carlos Silva*

José Carlos Silva nasceu padeiro e se tornou engenheiro. Quando criança, ajudou o seu pai a colocar a mão na massa na padaria da família. Juntamente com seus irmãos, conseguiu construir uma história de sucesso no Estado. Vindo de uma família numerosa, com 15 irmãos, ao todo, Albino Silva foi o fundador da rádio Liberdade AM e Reginaldo Silva da Clínica Renascença.

Seus estudos foram incentivados por sua mãe, Carmem Oliveira Silva, que nunca deixou que o filho abandonasse a escola para se dedicar exclusivamente ao comércio. A partir daí começa uma história de sucesso que culminou na noite de hoje com um grande evento. Depois de 40 anos, a empresa Cosil, de propriedade de José Carlos, é uma das maiores do ramo, graças ao incentivo de toda a família.

De melhor aluno na disciplina matemática, no colégio Jackson Figueiredo, ele chega à aprovação no vestibular em segundo lugar, na universidade de Campina Grande. Para se manter,ele chegou a trabalhar como estagiário do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), em Recife.

O sonho de montar a construtora Cosil começa a tomar forma em 18 de agosto de 1965, quando o empresário registra o empreendimento na Junta Comercial de Aracaju. O primeiro prédio construído foi um ginásio e seis salas de aula do Colégio Presidente Castelo Branco. Em uma estratégia de coragem, ele abandona sua vaga em um órgão público, em Salvador, para se dedicar exclusivamente à Cosil.

Inicialmente, a Cosil se resumia a uma sala, um fusca e a José Carlos, que tinha que assumir diversas funções dentro da empresa. Trabalhando mais de 14 horas por dia, ele ainda enfrentou por mais seis anos um trajeto de ida e volta entre a capital sergipana e Maceió. Em 1991, a Cosil vira grupo, inaugura o Delmar Hotel e investe na criação de duas rádios FMs.

Carlos lembra a importância dos funcionários para o crescimento da empresa, a quem ele se refere carinhosamente como ‘colaboradores’. “Decidimos que o método ‘trabalho porque ganho e pago porque trabalham’ não seria utilizado pela nossa empresa. Não existe empresa sem colaborador nem colaborador sem empresa”, explica ele.

O restante é puro sucesso: com cerca de 30 anos de atuação, a empresa chega a São Paulo. A transição foi feita com a ajuda de Carlos José Menezes Silva, filho do empresário, que morava em São Paulo, onde cursava Engenharia Civil. Lá, foram lançados três edifícios de uma só vez, todos com 23 pavimentos, andar térreo e dois subsolos.

Depois de São Paulo, a empresa partiu para Vitória, no Espírito Santo. Lá, deve ser implantada mais uma filial após um estudo comparativo feito com outros Estados, entre eles a Bahia e o Rio de Janeiro. “A nossa pretensão é de atuar nos Estados de maior expressão”, diz...

*Trecho extraído de reportagem publicada pelo Portal Infonet, por Wilame Amorim Lima, quando das comemorações dos 40 anos da Cosil.

Texto pinçado do site: infonet.com.br

Foto reproduzida do site: destaquenoticias.com.br

Postagem originária da página do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 5 de agosto de 2015.

Morre aos 78 anos, José Carlos Silva, da Cosil



Publicado originalmente no site Ne Noticias, em 05/08/2015.

José Carlos Silva, da Cosil, tinha 78 anos

por NE NOTÍCIAS, da redação

Nota de falecimento

É com pesar que informamos o falecimento do engenheiro e empresário José Carlos Silva, fundador da Cosil Incorporações e Construções. O corpo será velado no cemitério Colina da Saudade a partir das 12h e o sepultamento acontecerá, às 16h, no mesmo local.

José Carlos tinha 78 anos e deixa cinco filhos (Carlos José, Danusa, Jéssica, Ilana e Samara), frutos de sua união com Maria de Fátima. Era um homem de muitos talentos, valores, determinação e princípios éticos. Com um sonho e uma pasta embaixo do braço, como dizia ele, fundou a Cosil há 50 anos, antes de completar 28 anos de idade.

Formado pela tradicional escola Politécnica de Engenharia de Recife, pediu demissão de um emprego público no DNOS para dar início às atividades da Cosil. Trabalhava de domingo a domingo e, graças a esse empenho, a Cosil cresceu e se tornou uma das mais conceituadas empresas de Sergipe e anos mais tarde, se expandiu para São Paulo e Recife.

De espírito inovador, José Carlos, que começou a trabalhar na padaria do pai aos 12 anos, imprimiu nos seus muitos empreendimentos a marca da qualidade e da constante atenção aos clientes. Com a intenção de diversificar os negócios, há 24 anos deu vida a duas iniciativas importantes: o Del Mar Hotel e a rádio 103 FM.

A todos os filhos tratou com grande carinho e dedicação, transmitindo a formação moral de honestidade e seriedade. “Na vida nada existe mais importante que a educação”, ensinava. “A educação é para toda a vida, ninguém pode tirá-la de vocês. É o maior patrimônio que podem ter”.

Estava afastado dos negócios, por motivo de saúde, há cerca de uma década. Deixa forte legado de honradez e valores éticos, visão de futuro e dinamismo criador. O engenheiro José Carlos Silva, torna-se, desde já, referência para as atuais e futuras gerações.

Texto reproduzido do site: nenoticias.com.br
Foto reproduzida do site: senoticias.com.br

Postagem originária da página do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 5 de agosto de 2015.

Falece o empresário da Cosil e 103 FM

Foto: Arquivo Portal Infonet.


Infonet > Cidade > Noticias > 05/08/2015.

Falece o empresário da Cosil e 103 FM
A programação da emissora de rádio foi suspensa

Faleceu na manhã desta quarta-feira, 5, o empresário José Carlos Silva. Ainda não foram divulgadas informações sobre o velório e sepultamento. O empresário iria completar idade nova na próxima terça-feira, dia 12. Mesmo dia em que a 103 FM, completa 24 anos.

A confirmação da morte do empresário foi feita pela própria emissora que suspendeu a programação nesta quarta.

História

José Carlos Silva nasceu padeiro e se tornou engenheiro. Quando criança, ajudou o seu pai a colocar a mão na massa na padaria da família. Juntamente com seus irmãos, conseguiu construir uma história de sucesso no Estado. Vindo de uma família numerosa, com 15 irmãos, ao todo, Albino Silva foi o fundador da rádio Liberdade AM e Reginaldo Silva da Clínica Renascença. Seus estudos foram incentivados por sua mãe, Carmem Oliveira Silva, que nunca deixou que o filho abandonasse a escola para se dedicar exclusivamente ao comércio. A partir daí começa uma história de sucesso que culminou na noite de hoje com um grande evento. Depois de 40 anos, a empresa Cosil, de propriedade de José Carlos, é uma das maiores do ramo, graças ao incentivo de toda a família.

De melhor aluno na disciplina matemática, no colégio Jackson Figueiredo, ele chega à aprovação no vestibular em segundo lugar, na universidade de Campina Grande. Para se manter,ele chegou a trabalhar como estagiário do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs), em Recife.

O sonho de montar a construtora Cosil começa a tomar forma em 18 de agosto de 1965, quando o empresário registra o empreendimento na Junta Comercial de Aracaju. O primeiro prédio construído foi um ginásio e seis salas de aula do Colégio Presidente Castelo Branco. Em uma estratégia de coragem, ele abandona sua vaga em um órgão público, em Salvador, para se dedicar exclusivamente à Cosil.

Inicialmente, a Cosil se resumia a uma sala, um fusca e a José Carlos, que tinha que assumir diversas funções dentro da empresa. Trabalhando mais de 14 horas por dia, ele ainda enfrentou por mais seis anos um trajeto de ida e volta entre a capital sergipana e Maceió. Em 1991, a Cosil vira grupo, inaugura o Delmar Hotel e investe na criação de duas rádios FMs, incluindo a 103 FM.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br/cidade

Em 2005, o empresário concedeu entrevista ao Portal Infonet,
por conta dos 40 anos da empresa.

Postagem originária da página do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 5 de agosto de 2015.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Homenagem de Aída Campos, a seu pai, Laurindo Alves Campos.



Homenagem a Laurindo Alves Campos.
Por Aida Campos
________________________________________________________

Publicado orinalmente no Facebook/Aida Campos, em 30/07/2015.

"Há exatos 22 anos atrás, em 30-07-1993, meu amado pai Laurindo Alves Campos, o Cabo Lau para os mais íntimos e amigos, nos deixou. Uma saudade imensa ainda dilacera no meu peito.
Soube fazer amigos por onde passou, no Ministério Público Estadual, na OAB onde foi Presidente, na Advocacia, como Radialista e Jornalista, além de Cronista Social mantendo uma coluna na Revista Alvorada, Gazeta de Sergipe, Diário de Pernambuco. Programa de Rádio "Fatos sem Fotos" , um marco de audiência na radiofonia sergipana.
Um Homem que marcou época. Um Pai amoroso, dedicado, apaixonado por seus filhos e por sua eterna "Bonequinha Linda" Isaurinha Isaura Campos .
Soube aproveitar a Vida.
Saudades meu Pai, meu Herói, Amigo, Meu Colega e Professor. Sempre me incentivou nas minhas lutas!
Saudades!
Um dia a gente se encontra.
Te Amo Meu Pai, Eternamente!".
(Aida Campos)

Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Aida Campos.

Postagem originária da página do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 30 de julho de 2015.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Barretão



Publicado originalmente no Facebook/Petrônio Gomes.

Barretão.
Por Petrônio Gomes.

Uma vez, quando lecionava em um curso noturno, ele ouviu uma resposta malcriada de um aluno, palavras cheias de deboche, e a classe caiu na gargalhada. Esses alunos ruins procuram sempre as carteiras no fundo do salão, em todos os tempos. Mas Barretão não teve dúvidas: abandonou a cátedra e partiu para o ofensor, caminhando sobre os encostos das cadeiras vazias.

O efeito foi instantâneo. A classe engoliu em seco, enquanto o professor, de dedo em riste sobre o nariz do aluno, bradou: “Me respeite, seu moleque!”

Tudo ficou mais dramático, porque o professor José Barreto Fontes tinha quase um metro e noventa de estatura. E era magro, uma particularidade que torna os homens altos mais altos ainda. Daí sua alcunha de “Barretão”.

Ninguém ousou rir depois disto. Um silêncio pesado tomou conta da classe e os alunos começaram a virar as páginas dos cadernos, um procedimento normal quando a tensão aumenta.

Sem condições para continuar a aula, emocionalmente alterado, o Professor Barreto voltou para a cátedra, arrumou os livros e despediu os alunos.

No dia seguinte, o infrator compareceu ao colégio querendo falar particularmente com Barretão. Pediu-lhe desculpas e recebeu, imediatamente, um abraço de pai que jamais esqueceu. Ficaram amigos, até de brincadeiras e de irreverências.

Eu tinha apenas onze anos quando fui seu aluno pela primeira vez. Barretão, com seus vinte e quatro anos, era um velho aos meus olhos, com seu paletó de linho amassado, sua gravata amarrada à toa, seus cabelos revoltos de maestro. Naqueles doces anos da província, Barreto era o encarregado do “Curso Médio”, isto é, a ponte de ligação entre o Curso Primário e a admissão ao Ginásio, verdadeiro terror da estudantada. Funcionava como esses pré-vestibulares de agora, como um filtro no currículo escolar.

A classe ficava no nosso “Tobias Barreto”, bem próxima ao muro da casa vizinha, na rua de Pacatuba. Tinha horários diferentes, recreio fora do tempo destinado às outras classes e ouviam-se os gritos mais rigorosos dos professores.

Barretão era auxiliado por dona Briolanja, a professora que o substituía também em qualquer eventualidade. Ambos formavam uma dupla que ficou em nosso espírito de estudantes para sempre. Dona Briolanja, sendo mulher, era naturalmente mais branda, o que não significa que não fosse severa.

Pois bem. Consegui vencer o Curso de Admissão e lá mesmo galguei os degraus do Ginásio, a primeira vitória dos estudantes de então. Havia festança naquele tempo, com fotografias em que os “formandos” apareciam vestidos a rigor, todos exibindo a mesma roupa emprestada pela “Casa Amador” ...

Houve uma longa pausa até nosso reencontro. Barreto Fontes era agora proprietário de um laboratório de análises clínicas, depois de um curso feito em outro Estado. Ingressara também como docente na Universidade Federal, além de contribuir com seus estudos para o mundo científico de sua terra...

Não dá para contar aqui nem a metade do que se poderia falar de Barreto Fontes, do seu senso inigualável de humor. Foi um filósofo além de professor, mas, sobretudo, um homem exótico, franco e cativador, que sabia dominar uma roda de conversa do começo ao fim. Tinha um modo de ser orgulhoso, mas que não nos dava a impressão de soberba, de antipatia. Dizia coisas que bem podem retratá-lo, como por exemplo:

“Sou de Laranjeiras, a Atenas sergipana. Lá nasceram João Ribeiro, eu e os outros.”

Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Petrônio Gomes.


Postagem originária da página do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 28 de julho de 2015.

Carta de minha avó, concedendo a mão de minha mãe

Acervo de Luan Maynard.

Recebi via mensagem do Facebook, do primo Luan Maynard, imagem de uma relíquia que muito me emocionou, a carta de minha avó materna, respondendo ao pedido de meu pai, feito por intermédio de meu tio Tasso, em que a mesma concede a mão de minha mãe (Maria Aliva) para meu pai (Armando Garcez).

Postagem originária da página do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 28 de julho de 2015.

José Machado Tojal

Foto: Arquivo da família.

Infonet > Blog Luíz A. Barreto > 16/03/2012.

José Machado Tojal
Centenário de um varão sanfranciscano.
Por Luiz Antônio Barreto.

A conquista, ocupação e povoação das terras de Sergipe, a começar pelas margens dos rios, desde o São Francisco até o Real, responde pela formação de famílias cujos varões projetaram ações de sobrevivência e prosperidade, marcando pelo trabalho e pela riqueza as regiões do Estado de Sergipe. Cada município guarda, como relíquia da história, nomes e sobrenomes de homens e mulheres que marcaram a vida do interior, criaram e deram visibilidade às suas famílias e contribuíram para a saga sergipana. Os Menezes, os Garcez, os Dias, os Macedo, os Vieira, os Souza, os Figueredo, os Mendonça, os Prado, os Rollemberg, os Leite, os Machado, os Ribeiro, os Cardoso, os Brito, os Franco, os Oliveira, os Dantas, os Melo, os Cruz, e muitos outros nomes de famílias realizaram suas ações vitoriosas no plano da economia da então Província e, depois da Proclamação da República, do Estado, juntando-se a população crescente, espalhada por todo o território sergipano.

A família Tojal é das mais tradicionais do Estado, formada nas barrancas do velho Chico, espalhada por outras partes de Sergipe e Alagoas, gerando descendentes cujas biografias enriquecem, ainda mais, a formação do povo sergipano. Os Tojal estão em Neópolis, Ilha das Flores, Brejo Grande, no lado sergipano do rio, em Penedo e em Piaçabuçu, nas Alagoas, mantendo suas tradições de tirar da terra os produtos que fazem, ou fizeram, a riqueza sanfranciscana. No tempo dos currais de gado, o couro era uma indústria que espalhava, de seus curtumes, a oportunidade de trabalho. O algodão, com seus chumaços brancos, também deu nome e dinheiro aos produtores das margens do São Francisco. O arroz e o coco, um na rasteira das terras alagadas, outro nas alturas, como a guardar o segredo da água e da carne singulares.

JOSÉ MACHADO TOJAL pode ser destacado, não apenas pelo seu Centenário de Nascimento, mas pela sua atuação na região, pela gestão como Prefeito, duas vezes, de Brejo Grande, depois de ter sido Interventor, durante os Governos dos tenentes, após a Revolução de 1930. Nascido no Engenho Cajuípe, Brejo Grande, em 19 de março de 1912, filho de Sizino (nome recorrente na família) da Silva Tojal e de Francisca Machado Tojal, formou um sobrenome de respeito, unindo os Machado, que são majoritários, e os Tojal, espalhados por vários lugares da região. Casado com Maria Machado Tojal, JOSÉ MACHADO TOJAL é pai de 10 filhos, tendo 2 deles falecido ainda nos primeiros anos de vida. Os demais tomaram caminhos diversos, sempre conservando as aptidões da família, preservando Brejo Grande como um marco mais que familiar, uma referência que afirma a luta territorial, capítulo da história da Ilha de Paraúna, que é, também, parte da história de Sergipe.

Pela divisão do Brasil em Capitanias Hereditárias, a Bahia tinha terras até a foz do rio São Francisco, mas as ilhas ao longo do rio pertenciam a Pernambuco. Ocorre, segundo documentos da época – século XVIII – que os habitantes da Ilha de Paraúna faziam suas feiras e atendiam suas necessidades econômicas na antiga Vila Nova, hoje Neópolis, porque era mais perto e mais seguro. Cresceu, então, um movimento para anexar, por aterro, a Ilha de Paraúna ao território de Sergipe. Isto aconteceu e resultou no ganho de Brejo Grande, que aumentou seus limites. Este episódio contou com a participação de José Alves Tojal, na obstrução do canal que garantia a circulação das pessoas entre a ilha e a terra firma de Vila Nova, o que realça a participação da família na região onde vivia, como exaltação justa de reconhecimento pela coragem e bravura na solução de uma pendência. Brejo Grande também foi cenário de outras lutas, envolvendo brancos, negros, mestiços, como ensina o professor e antropólogo Luiz Mott em suas obras.

As famílias Machado e Tojal têm, nos anais sanfranciscanos, glórias e méritos que merecem e merecerão, sempre, o aplauso dos sergipanos de todas as partes. E se foram importantes os fatos do passado, acrescente-se a permanente contribuição que deram não apenas a brejo Grande, mas a toda a área entre Neópolis e a foz do rio São Francisco. Os descendentes de JOSÉ MACHADO TOJAL tem o crédito da ação desenvolvida por ele e por seus ancestrais, em favor principalmente de Brejo Grande. Telmo Sizino Machado Tojal, técnico dos mais conceituados em Sergipe, com experiência no Poder Público e na iniciativa privada, resumiu a biografia do seu venerável pai, quando da inauguração da estrada que o homenageia, ligando Pacatuba a Brejo Grande, obra do Governo Albano Franco, no segundo mandato. Mais do que a emoção do filho, o que viu e ouviu foi um gesto cívico de reconhecimento, lamentavelmente pouco comum em Sergipe, que já foi do Rei.

Texto e imagem reproduzidos do site: infonet.com.br/luisantoniobarreto

Postagem originária da página do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 24 de julho de 2015.

José Alves do Amaral

João Amaral, Jéssica Amaral e José Amaral (foto).

Publicado originalmente no site Osmário Santos, em 01/07/2013.

José Alves do Amaral
Por Osmário Santos.

José Alves do Amaral nasceu a 22 de março de 1951 na cidade de Paulo Afonso / BA. Seus pais. Lindolfo Alves do Amaral e Emília Alves Ferreira.

O pai trabalhou como construtor de obras em Pernambuco; em seguida, trabalhou na Chesf na Bahia. Também morou na cidade de Itabaiana onde nasceu Antônio e Lindolfo. Dele aplica em vida o conhecimento, o caráter e personalidade. “Ele tinha uma visão muito ampla da vida apesar de ter somente o 1º grau.

De sua mãe, uma pessoa muito dócil,educada e educada e amiga teve quatro filhos: João Alves do Amaral, Antônio Alves do Amaral, Lindolfo Alves do Amaral e José Alves do Amaral. Com ela além da forte personalidade, aprendeu a ter paciência e seu lado cativante.

Com a professora Célia na inauguração do colégio Castelo Branco em 1970, estuda por um período o curso ginasial concluído em Pernambuco, na cidade de Arcoverde. A professora era muito severa e com ela a palmada comia” ( risos).

Com mais um tempo o pai leva a família para a cidade de Caruaru. Na nova cidade ele passa um tempo. Depois cai fora e a mulher e os filhos continuam na cidade, onde permanece por nove anos. “ Foi em Caruaru que iniciei no movimento estudantil. Estudei na Escola 7 de Setembro,e depois no Colégio José Leão e no Colégio Caruaru da rede estadual de educação”.

Em Caruaru o primeiro emprego trabalhando num bar onde passa o tempo de um ano. “Por incrível que pareça tinha o nome de Cacique”. Ao sair começa a fazer pequenos trabalhos. Ajudava ao meu avô que tinha um pequeno negócio na feira e quando estava chateado da vida, ia vender bala em porta de circo, vender laranja em frente ao campo de futebol e a tomar conta de carro. Depois, minha mãe decide voltar coma família para Aracaju e meu pai volta a trabalhar na construção civil. Novamente fomos morar no Santo Antônio, agora, na Avenida Armindo Guaraná, onde tinha uma série de cabarés”.

Na continuidade dos Estudos José Alves começa a estudar no Colégio Atheneu que tinha a professora Maria Augusta Lobão como diretora. “Ali conheci muita gente boa e entre elas a poetisa Fátima Botto.

“Começo a participar de festivais, a exemplo do Festival Nordestino de Poesias, realizado pelo famoso e saudoso colunista social João de Barros”. Registra que e conquistou o 2º lugar do Concurso de Poesia

“A fase final aconteceu numa noite de sábado e teve uma confraternização com os poetas nordestinos no bar da Cascatinha, onde conheci um grande líder estudantil de Pernambuco, Laércio Cintra. Nessa noite falei com ele e na mesma noite ele desapareceu”.

Num momento que esteve desempregado ocupou o tempo com boas leituras na Biblioteca Estadual de Aracaju na Praça Fausto Cardoso. “Foi quando conheci Luiz Antônio Barreto”.

Tem passagem pela rádio Cultura no setor administrativo,onde conhece os radialistas Jairo Alves, Gilson Rollemberg, Reinaldo Moura, Gilvan Fontes Evandro Castelo.

Na antiga rádio Difusora passa a trabalhar na condição de controlista. Ali tive um problema com proprietário do Café Aragipe. Certo dia fechando a rádio às 4h da manhã, esqueci de colocar o gingle do Café Aragipe e antes de deixar a emissora aparece o proprietário. Me perguntou se eu era o controlista e os motivos de não ter colocado no ar o seu anuncio. Disse que tinha esquecido e ele respondeu que pagava e coisa e tal. Daí boteio gingle direto até de manhã. Daí a bronca aconteceun por conta do diretor”.

No jornal Gazeta de Sergipe um tempo na redação e depois desistiu. “ Só foi por aprendizado.

No Diário de Aracaju aprendeu a fazer diagramação. Depois passa pelo Jornal da Cidade onde conheço os jornalistas Eugênio Nascimento, Adilberto Souza e outros. Mais antes passei a beber essa boa turma do JC no bar do Sapatão”.

Em 1974 por um ano estuda no Colégio Agrícola. “ Uma experiência muito boa. Fiz um curso com 36 pessoas, formados 19 . Fui o único que foi trabalhar na SUDAP - na Saúde Veterinária Animal”.

Faz com sucesso vestibular para o curso de História da UFS e cola grau e conquista espaço em vários colégios. Ensinei no Colégio 24 de Outubro da rede estadual e Tobias Barreto em São Cristóvão.

No teatro sergipano monta um espetáculo com texto do poeta Amaral Cavalcanti que é apresentado na penitenciária estadual e no cinema na cidade de Cedro de São João que ficou lotado.

É um dos fundadores do Grupo Imbuaça. “ Eu, meu irmão Antônio Amaral, Pierre, Dora, Marcos, Malrelina e mais uma equipe. A estréia aconteceu na praça do bairro Siqueira Campos”.

Por 33 anos trabalhou na antiga Energipe e na Energiza. Hojé está aposentado.

Criou o Grupo Musical Cataluzes em 1982. “ Eu, meu irmão Antônio, Waldrei e Cláudio. Comecei na música junto do saudoso Henrique Souza e do Wanderlei. O grupo já gravou três CD’s e mais tocado é o que tem música Cheiro da Terra.

É casado com Aldeci Lima Freire e tem uma filha: Jérsica Freire do Amaral.

Texto e imagem reproduzidos do site: osmario.com.br

Postagem originária da página do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 28 de julho de 2015.

A história do pioneiro da confecção em Sergipe


Publicado originalmente no site Osmário Santos, em 03/06/2013.

Antônio Florivaldo Machado
Por Osmário Santos

A história do pioneiro da confecção em Sergipe, mostrando um desbravador e toda uma vida repleta de sacrifícios. Do momento em que iniciou no campo de trabalho como balconista, de sua passagem pelo mercado de Aracaju como proprietário de loja de tecidos, dos momentos de glória e de tristezas na confecção durante da felicidade de ser pai de 11 filhos.

Antônio Florivaldo Machado nasceu no povoado Pedras da cidade de Capela, Sergipe, em 1926, sendo filho de Francisco Ferreira Machado e Maria Rosa Machado.

O pai, um modesto agricultor, ensinou ao filho colocar a honestidade em primeiro plano na vida, além de passar exemplos de dedicação e trabalho a família.

De sua mãe, Maria Rosa, Antônio guarda recordações de uma mulher repleta de exemplos, que dedicou uma vida aos 11 filhos. Mulher muito religiosa, em casa era responsável pela economia doméstica e acompanhamento da vida escolar dos filhos.

Uma infância vivida no povoado de Pedras, com tempo para muitas brincadeiras, principalmente a de fazer boi com espiga de milho. “A gente amarrava o que sobrava da espiga com a retirada do milho, encangava e fazia um carrinho”.

Com sete anos de idade, entrou numa escola pública para aprender as primeiras letras, prosseguindo com os estudos na cidade de Capela, com a professora Aurelina, considerada a melhor professora da cidade.

Para chegar até a escola enfrentava sol e chuva, numa caminhada que consumia algumas horas. “Era um sacrifício muito grande. Os livros eu amarrava numa toalhinha e colocava nas costas”.

CURSO PRIMÁRIO

Não chegou a terminar o curso primário, deixando os estudos quando estava no terceiro ano, pela necessidade de enfrentar o trabalho desde cedo.

Trocando Capela por Aracaju, logo ao chegar conseguiu um emprego na firma Aguiar Irmãos, considerada uma das grandes lojas do comércio de Aracaju, que trabalhava com venda de tecidos. Era da família Aguiar de Riachuelo. Tinha o pai do ex-governador de Sergipe, Paulo Barreto, Sr. Simeão Aguiar e o irmão Manoel Aguiar. Eles vendiam tecido no atacado.

Antes de vim para a capital, já tinha passado por um curto período de aprendizado na loja de Agenor de Souza Barbosa, em Capela, quando aprendeu a trabalhar como balconista. A experiência como balconista, que muito lhe valeu na investida que fez no comércio de Aracaju. “Foi o meu professor onde aprendi tudo”.

Sendo bom de metro, sabendo manipular a tesoura na hora do corte, além de ter uma boa conversa de vendedor, logo mostrou que tinha competência.

Surgindo a oportunidade, aceitou o desafio de trabalhar no caixa da empresa, aprendendo nessa função a contabilidade prática, “Aprendi muito e a diferença foi grande de Capela para Aracaju”.

CANTINHO

Morando com o cunhado, Oséas Vieira Machado, um dos comerciantes que faz parte da história do mercado de Aracaju, pelo trabalho que desenvolveu ao longo de uma existência, no ramo de secos e molhados, conseguiu com ele um pequeno espaço para montar seu próprio negócio. “Era um cantinho que ele tinha lá e fazia depósito. Eu comprei uns caixões e fiz as prateleiras. Aí comecei a vender tecidos e confecções. A firma Aguiar me deu um grande crédito. Seus diretores viram minha disposição, minha capacidade e confiaram em mim. Meu capital para iniciar era de quatrocentos cruzeiros”.

O Predileto foi o nome fantasia que escolheu para identificar o estabelecimento comercial, dizendo que assim colocou ao sentir que o povo pouco ligava para o espaço físico, ganhando com seu cantinho muitas vendas de muitas lojas bem montadas dentro do mercado. Era mesmo o preferido.

Revela que o segredo prendeu-se a maneira como tratava todos os clientes, sem discriminação, mostrando com toda satisfação do mundo todos seus produtos, sem ter a preocupação se ia ou não ia efetuar a venda. Na época vendia bastante brim e tricoline, tecidos da moda.

Após um ano, sentindo que o espaço já não era suficiente para atender a demanda das vendas que estava realizando, resolveu partir a procura de outro local para sua loja. Em vista do surgimento do mercado novo, foi a procura de Plácido Almeida para adquirir uma das lojas de 4 x 5 metros. “Como ele era de Capela, a coisa ficou mais fácil para mim. Entrei com a cara e a coragem”.

Para o pagamento do ponto, o resultado de uma economia já guardada para essa finalidade. O restante foi facilitado em parcelas sem juros, por assim permitir a economia da época.

CASA MACHADO

Com a transformação, deixou O Predileto de lado, colocando o nome de Casa Machado. “Já era uma casa mesmo” (Risos).

Ano de 46, quando Antônio Machado deu um dos passos importantes da sua vida. Pela amplitude das vendas, passou a ser empregador. A transformação de vida aconteceu de imediato, permitindo trazer os pais do interior, ficando morando com eles. “Eles me ajudavam na loja. Minha mãe, dia de feira, ficava fazendo pacote e recebendo dinheiro”.

No mercado Sr. Antônio fez história por mais de 15 anos. Lembranças que até hoje povoam sua mente, de momentos em que viva de bem com a felicidade.

Vendendo muitas calças jeans, percebeu que existia um bom mercado em Sergipe, com boas perspectivas para confecção. Tendo um parente alfaiate, de nome Mário Carvalho, com a máquina de costura da mãe, iniciou no ramo de confecção, aproveitando a mão de obra do Mário para o corte das calças e o trabalho de uma costureira para complementação final do produto.

DURANT

A calça feita na casa do Sr. Antônio, pela qualidade do corte e a da costureira, chamou atenção de um representante comercial, que pediu algumas peças para apresentar a alguns comerciantes do interior do Estado de Sergipe. Um resultado que provocou uma mudança brusca em sua vida. Passou a casa comercial para a irmã e foi cuidar da indústria que foi iniciada na Avenida Coelho Campos, com seis operários, na casa de sua mãe. O nome dado foi de Confecção Durant. “Afinal, calça era tão boa, que durava muito” (risos).

Surgindo um ponto na Rua de João Pessoa, na Galeria Passarela um amplo salão, pela conquista de um mercado, não teve receio do investimento, completado com a compra de inúmeras máquinas industriais.

Assim surgiu a primeira confecção de calças em Aracaju, afirmando Antônio Machado, que foi ele o pioneiro em confecção em Sergipe. “Por aqui só tinha a Alfaiataria Irmãos Figueiredo, que só fazia ternos de forma artesanal”.

Uma das mágoas do Sr. Antônio refere-se à falta de incentivo que teve com sua indústria. “Lutei muito para conseguir alguma isenção de impostos e outros benefícios e nada. Foi uma luta muito grande para manutenção da indústria”.

Seus produtos eram vendidos além de Sergipe, para Alagoas, Pernambuco e Bahia.

Devido as grandes confecções que foram implantadas no Nordeste, com o passar dos anos, a queda de vendas dos produtos do Sr. Antônio foi acentuada, por ficar de mãos presas sem poder disputar o mercado com os grandes, principalmente por não receber nenhum benefício por parte do governo, quer seja federal, estadual ou municipal.

MUDANÇAS

Com o golpe de 64, diz que passou um período, onde não se vendia, nem recebia, o que afetou bastante as finanças da empresa. Sem suporte para resistir à época de crise e enfrentar o novo mercado de confecção, foi forçado a vender aos poucos suas máquinas tentando resistir ao máximo a sobrevivência da indústria.

Como na época das vacas gordas já tinha montado na cidade de Maruim uma unidade da indústria, no prédio onde funcionou A Fonseca, fechou a de Aracaju, passando a morar naquela cidade.

Percebendo que tinha chegado a hora de tomar uma posição, esgotadas todas as tentativas, com muita raça e fé em Deus, vende as últimas máquinas e monta uma churrascaria. “Ocupava o grande salão com mesas. Churrascaria estava na moda. Eu consegui um convênio com a Petrobrás e tudo deu certo. Nessa etapa da vida profissional, foram 12 anos”.

EMOÇÃO

Com o depoimento sendo interrompido pela emoção, com lágrima nos olhos, Sr. Antônio disse que recuperou tudo que perdeu. “Tinha que sobreviver, porque a família era grande”.

Chegando o tempo de aposentar, deixou o trabalho de lado e vive agora dedicando maior tempo a família, curtindo os netos.

Conta que o tempo em que viveu em plena felicidade, foi o que por onze anos sentia o que era pegar um filho pequeno nos braços. “Todos os anos nascia um filho. Isso durou onze anos”. (lágrimas).

Com uma experiência de vida, ainda emocionado, faz questão de dizer que, sem o princípio cristão, o homem não é nada. “Nessa época eu frequentava a Ação Católica. Que servia como freio das tentações da vida. A vida me ensinou a ter paciência e a me sustentar em Deus. Tive muitas dores de cabeça, insônia. Dormindo a base de remédios. Isso tudo valeu a pena, pois ressurgi das cinzas com a graça de Deus” (lágrimas).

Casou com Josefina Belém Machado, após um ano de namoro de muitos bilhetinhos. Casamento realizado em maio de 51. É pai de 11 filhos e diz que não foi moleza criar todos eles. Pelo estado emocional não consegue lembrar os nomes de todos eles. Pede ajuda a mulher, que depois de muito esforço, também pelo clima emotivo do depoimento, conseguiu dizer os nomes de todos eles. “Excelsa Maria Machado, Rosa Maria Machado, Maria Angélica Machado, Antônio Florivaldo Machado Filho, Miriam Belém Machado, Anselmo Belém Machado, Maria Hortência Belém Machado, Ana Lúcia Belém Machado, Margarida Belém Machado, Maria de Lourdes e Francisca Belém Machado. Hoje, 18 netos”.

Publicado em 17 de abril de 1994. Faleceu em 19 abril de 2013.

Texto e imagem reproduzidos do site: osmario.com.br

Postagem originária da página do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 28 de julho de 2015.

Ronaldo Dória Dantas


Publicado originalmente no site Osmário Santos, em 27/05/2013.

Ronaldo Dória Dantas
Por Osmário Santos.

Ronaldo Dória Dantas nasceu em 26 de outubro de 1944, na cidade de Aracaju. Seus pais: José Dantas Rodrigues e Edelzuita Dória Dantas.

O pai sempre foi uma pessoa simples. Começou a trabalhar aos 12 anos na antiga panificação de Albino Silva da Fonseca, na Rua Laranjeiras, em Aracaju. “Vendia pão no balcão”.

Com todo esforço meu pai concluiu o nível médio e passou a trabalhar na Energipe, onde se aposentou. “Apesar de pobre, fazia tudo pela família e não tinha hora para trabalhar. Queria que a gente se formasse. Dos cinco filhos, só um não se formou porque não quis”. Dele aplica em vida e passa para seus filhos a sinceridade e a palavra.

Sempre dizia: “Se você acertar uma coisa com uma pessoa, você primeiro pense para dizer sim ou não. Se marcar um horário, chegue sempre 10 minutos antes. Não gostava de mentira. Era um homem honesto demais”. Sua querida mãe cuidava do esposo, dos filhos e da casa. “Era uma mãe coruja e, quando os filhos queiram uma coisa, iam procurá-la. Era uma pessoa bondosa e sempre atendeu a todas as pessoas que chegavam até ela pra pedir uma esmola. Teve cinco filhos: Rubens, Givaldo, Julieta, Luzia e eu”.

Com a tia Núbia Dantas, Ronaldo deu os primeiros passos nos estudos. Depois passou a estudar no Grupo Escolar General Valadão. “Era um grupo muito organizado, tinha merenda, tinha tudo. Na época era dirigido pelo professor Benedito Oliveira, o famoso Benedito do Colégio Jackson de Figueiredo. Basta dizer que, ao sair do General Valadão, fiz prova para ingressar o Colégio Atheneu e passei. Deixei o Atheneu ao término do curso ginasial e fui trabalhar na Energipe, meu primeiro e último emprego. Logo passei a estudar o curso de contabilidade pela noite.

Na antiga Energipe comecei a trabalhar como servente, mas logo passei a trabalhar ao lado do desenhista da empresa. Saía pelas ruas para marcar os lugares que iria receber os postes e marcar com tinta os existentes, que eram poucos. Como segurava e pintava os postes, sempre chegava em casa sujo de tinta”.

Com a chegada do engenheiro eletricista Cláudio Messias na Energipe, Ronaldo passou a receber palavras de incentivo e até de cunho religioso que foram de grande importância na sua vida profissional.

Faz o curso de técnico em contabilidade na antiga Escola de Comércio de Aracaju, se entusiasma e faz o curso superior de contabilidade na Universidade Federal de Sergipe em 1965. Registra que só chegou ao curso superior por necessidade.

Do seu tempo de faculdade conta que foi aluno do professor Edgar da Mota Freitas. “Ele era meu diretor na Energipe e pela noite o meu professor”.

“Eu não fui uma pessoa que teve um político que me colocasse lá em cima. Fui subindo pelos meus esforços. Esgotei a carreira de escriturário, depois técnico em contabilidade até chegar a contador de nível superior”.

Com o surgimento de uma vaga para contador na Energipe, quando contava com 12 anos na empresa, ficou na expectativa de conquistar a vaga e ficou decepcionado com resultado. “Me disseram o dia em que iria sair os nomes dos dois funcionários que iriam ocupar a vaga. Estava certo que conquistaria uma delas. Para minha surpresa, foram direcionadas para os dois estagiários que estavam trabalhando comigo. Cheguei em casa de cabeça cheia, a ponto da minha esposa perguntar o eu teria acontecido. Daí veio um pensamento e fiz uma carta ao então presidente da República, Geisel, contando a minha situação na Energipe. Demorou uns 15 dias e chegou a carta do presidente da República. Ele contou que tinha mandado pesquisar toda a minha vida, pois eu era apenas um estudante pobre e deu 24 horas para que meu nome fosse colocado na lista de aprovação. O interessante é que o atual diretor da empresa, Francisco Porto, ao tomar conhecimento da decisão da presidência, me chamou em seu gabinete e com a cara feia me disse que não era necessário ter ido até o presidente da República para resolver o meu problema. Respondi que estava encurralado e por isso tive que procurar a autoridade maior. Mesmo apulso, colocou meu nome na lista dos aprovados”.

Com a venda da Energipe para a Energisa, trabalhou mais um ano com os novos proprietários da empresa, sendo convidado para continuar, agradeceu e preferiu se aposentar.

Da sua vida de cordelista, conta que tudo começou com o seu avô, João Rodrigues. “Ele gostava muito de ler cordel. Como na sua casa não tinha energia, colocava quatro candeeiros no chão e ficava numa rede lendo cordel, mas antes avisava a meninada da casa e dos vizinhos que naquela noite teria cordel. Eu, pequenino, estava lá. Isso acontecia no povoado chamado Jaqueira em Socorro, e na época das minhas férias da escola estava lá. Quando cheguei a adulto, comecei a pensar naquilo que ele me falava e tomei a decisão de fazer cordel”.

Hoje conta com 12 anos da sua vida de escritor da literatura de cordel e de contos. Admira todos os poetas cordelistas, pois considera que todos falam a linguagem do povo e o que o povo quer saber.

É casado há 43 anos com Maria das Graças Tavares Dantas. Tem quatro filhos: Ronny, Kátia e Karine Simone. É avô de Mariane e Larissa.

Texto e imagem reproduzidos do site: osmario.com.br

Postagem originária da página do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 28 de julho de 2015.