sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Eu me recordo...de Aracaju...

Imagem para ilustração post, publicada por MTéSERGIPE.
Botos no Rio Sergipe, na foto de Thiago Paulino.
Galeria de T_Paulino/Site: flickr.com/photos/t_paulino

Publicado originalmente no Facebook/Nestor Amazonas.

Eu me recordo...de Aracaju...
Por Nestor Amazonas.

Eu me recordo de uma tarde sentar na varanda da CRASE e perder a noção do tempo vendo botos perseguirem tainhas num balé fantástico...
Eu me lembro de um tempo em que pegar carona ao lado do Cotinguiba para a Atalaia era mais divertido que a própria praia...
Eu me lembro que ficar horas no Mini-Golfe, sem fazer nada a não ser jogar conversa fora era uma atração inquestionável para a galera da época...
Eu me lembro de que sentar no muro da Catedral era o melhor posto de observação para olhar as moças que passavam...
Eu me lembro de tempo em que fincamos bandeira e tomamos posse do Parque Teófilo Dantas como sede da nossa turma, a Turma do Parque...
Eu me lembro que ir ao Bar do Pinto era a nossa única salvação para a matar a larica da alta madrugada...
Eu me lembro que nossa maior diversão na noite era fazer o circuito do Beco dos Côcos, Miramar e Xanghai e terminar tomando vitamina sentado no meio-fio do Bar do Meio.
Eu me lembro que o Bar do China era nosso ponto de encontro, nosso “esquenta” para a noite de festas e farras.
Eu me lembro que o desfile entre a Catedral e a Sorveteria Yara era obrigatório para quem queria namorar com as moças da fina sociedade da época.
Eu me lembro do sagrado ritual de na volta das festas ir comer o Passaport – o sanduba da madrugada.
Eu me lembro de obter cultura “por osmose” na Galeria Álvaro Santos, filando drinks e salgadinhos dos coquetéis das vernissagens.
Eu me lembro da luz difusa do 315 iluminando nossas almas famintas de tudo, a macarronada trôpega e barata dava prá dividir por três...
Eu me recordo...de Aracaju, a minha Aracaju de então.

Texto reproduzido do Facebook/Nestor Amazonas.

Postagem originária do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, 11 de agosto de 2016

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Jairo Andrade ou Velho Jairo



Publicado originalmente no blog Em Pauta UFS, em 13/12/2010.

Jairo Andrade ou Velho Jairo.
Por Antonio Gonçalves.

Jairo de Araújo Andrade, ou apenas Jairo Andrade, também responde pelo nome de “Velho Jairo”, como é conhecido entre os amigos. Nascido em Santo Antonio de Jesus (BA), em 1934, teve cinco filhos. Chegou em Sergipe à passeio em 1969, ocasião em que encontrou o então médico Nestor Piva. Este o convidou para trabalhar na Universidade Federal de Sergipe (UFS), recém fundada, e que necessitava de um fotógrafo para ajudar na realização de exames da Faculdade de Medicina.

Antes de sua chegada à Sergipe, trabalhava na Universidade de São Paulo (USP), quando já participava de movimentos de resistência ao regime militar. Chegando em Sergipe ficou um pouco afastado do movimento por não conhecer ninguém. Porém, em 1974, resolveu voltar a estudar. Passou no vestibular de História e no curso conheceu pessoas que naquele momento estavam iniciando alguma atividade de resistência ao regime militar, lutando pela redemocratização do país.

Por ser o mais idoso da turma, recebeu o carinhoso apelido de “Velho Jairo”. Com o passar do tempo, se integrava cada vez mais com os colegas, ampliando seu círculo de amizades, principalmente nas “farras” que participava junto com os estudantes jovens da UFS, que na época, poderiam ser chamados de seus filhos. Remonta desse período grandes amizades que perduram até hoje.

Rui Belém, Mestre em história pela UFS, atualmente Pró-Reitor de Extensão da mesma instituição, amigo e colega de universidade em 1974, relata: ”Desde aquela época sempre estivemos juntos em lutas constantes, em bares, em movimentos sociais e políticos. Jairo sempre foi atuante, sempre perseguiu a idéia e o compromisso com a transformação social de Sergipe, do Brasil e do mundo. Jairo sempre foi uma pessoa que dizia que a sociedade brasileira precisava ser modificada visando à igualdade social e a democracia”, diz.

O amigo continua o relato: “O Jairo sempre teve essa utopia, sempre foi atuante. Participou de várias ações na organização do Partido dos Trabalhadores desde o primeiro momento. Teve o papel dele, um papel preponderante que era o de fotógrafo do partido. O Velho Jairo é um artista da fotografia. Quando dos movimentos sociais e políticos ele sempre carregava a sua máquina, que era o instrumento que ele utilizava para documentar todos os passos de criação do PT e também dos outros movimentos que aconteciam naquela época, a exemplo do movimento estudantil”.

Como fotógrafo da UFS, registrou momentos marcantes dos primeiros Festivais de Artes de São Cristóvão (FASCs). Nos encontros e eventos em que os amigos participavam, levava sempre a sua máquina fotográfica. Por isso, pode-se afirmar que talvez seja o fotógrafo sergipano, afinal, há muito ele deixou de ser baiano para ser um verdadeiro e grande sergipano, que mais tenha registrado a história de resistência ao regime militar, a fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) e os movimentos sociais de reivindicações.

Texto e imagem reproduzidos do blog: empautaufs.wordpress.com


Postagem originária do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 10 de agosto de 2016.

Meio século de prática e ensino do fotojornalismo


Publicado originalmente no site da ABI, em 01/11/2006.

Meio século de prática e ensino do fotojornalismo
Por José Reinaldo Marques.

Nascido na Bahia em 15 de novembro de 1934 e graduado em Licenciatura Plena em História pela Universidade Federal de Sergipe, Jairo Andrade começou a carreira em 1954, como fotógrafo da Fundação Gonçalo Muniz, respeitado centro de pesquisa científica da Bahia. Passou pelo Centro de Audiovisual de Salvador e pela Faculdade de Farmácia Bioquímica da Universidade de São Paulo, até chegar à UFS, onde trabalhou até se aposentar, em 91:

— Cheguei a Sergipe, em 1969, para montar um setor de Fotografia na UFS, que tinha sido fundada no ano anterior. Esse setor teve a incumbência de dar apoio pedagógico aos professores na produção de slides e na documentação fotográfica de pesquisa nas áreas de medicina, cultura popular e, mais tarde, junto à Assessoria de Comunicação do Gabinete do Reitor, produzindo material de divulgação para a imprensa.

Jairo, no entanto, retornou à Federal de Sergipe anos mais tarde, depois ser instrutor de Fotografia do Senac de 1992 a 1998: prestou concurso e, em 99, passou a dar aulas na UFS como professor substituto de Fotojornalismo. Isto até 2003, quando começou a se dedicar mais a fazer fotos para veículos como o Jornal Cinform:

— Estou há três anos e alguns meses no Cinform, um semanário de grande aceitação em Sergipe e outros estados do Nordeste, que chega às bancas toda segunda-feira pela manhã.

O veterano fotógrafo diz, com modéstia, que não acha que deva ser citado como um dos mais importantes fotógrafos nordestinos, mas é o mais requisitado quando acontece qualquer evento de fotografia na região:

— Não sabia que era citado com referência no fotojornalismo, apesar dos 52 anos de trabalho no meio. Sergipe é um estado pequeno, onde o mercado precisa crescer para o fotojornalismo. Só começou a tomar impulso após a descoberta de petróleo, nos anos 60, e com a vinda da Petrobras, na década seguinte.

Durante os anos 70, Jairo ganhou destaque por sua participação, com o filme “Vadeia Dois-Dois”, no Festival Nacional de Cinema Amador (Fenaca) — realizado entre 1975 e 1983, com apoio do Centro de Cultura e Arte da UFS, em parceria com o MEC e a extinta Embrafilme:

— Sempre gostei de cinema e fui premiado no Festival de Artes de São Cristóvão (capital de Sergipe antes de Aracaju), em 1972. É um filme super-8, que mostra o ritual do candomblé nas festas de São Cosme e Damião, comemorado em Sergipe e na Bahia todo dia 27 de setembro. Ainda tenho inéditos dois filmes, em 16mm, sobre os dois primeiros festivais de São Cristóvão, nos quais eu mostro os principais personagens desses eventos, na data em que eles aconteceram e nos dias atuais.

Ensino.

Quando dava aulas de fotojornalismo na UFS, Jairo diz que sua principal mensagem para os alunos era sobre o comportamento profissional:

— Minha orientação era para que eles fossem éticos, se comportassem como companheiros e procurassem realizar o trabalho com competência.
Com relação à sua participação em concursos, afirma:

— Geralmente entro nesses concursos para incentivar os companheiros iniciantes. Participei de vários salões de fotografia e tenho fotos selecionadas no catálogo da primeira Foto Nordeste, em Fortaleza.

O que lhe dá mais prazer na fotografia é a oportunidade de poder quebrar a monotonia:

— O que me renova e faz com que eu sempre tenha vontade de estar na ativa é a quebra da rotina do dia-a-dia. Há sempre algo novo que temos que fotografar no contato direto com a natureza e com a vida.

Há dois anos, quando completou 50 anos de fotojornalismo, ele foi o grande homenageado da I Mostra Arfoc-SE — Jornalistas da Imagem, organizada pela Associação dos Repórteres-fotográficos e Cinematográficos de Sergipe. Ao discursar na abertura do evento, Márcio Dantas, então Presidente da Arfoc-SE, contou à platéia que “fundar a Associação em Sergipe era um sonho antigo do fotógrafo e sócio número nº 1 Jairo Andrade” — ideal alcançado em 4 de agosto de 2003.

Texto e imagem reproduzidos do site: abi.org.br

Postagem originária do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 10 de agosto de 2016.

SINDIJOR-SE, lamenta morte de Jairo Andrade


Publicado no site Ne Notícias, em 10 de agosto de 2016.

Por SINDIJOR-SE, ascom

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Sergipe (SINDIJOR-SE) lamenta o falecimento do repórter fotográfico Jairo Andrade, ex-professor da Universidade Federal de Sergipe (UFS). O profissional da fotografia faleceu aos 82 anos.

Apaixonado por fotografia, “Jairo Veio”, como era carinhosamente chamado pelos colegas de profissão, registrou momentos marcantes da história de Sergipe, como os primeiros Festivais de Artes de São Cristóvão, a Resistência ao Regime Militar e a fundação do Partido dos Trabalhadores.

Recentemente o repórter fotográfico recebeu a Medalha do Mérito Cultural, outorgada pelo Governo de Sergipe, através da Secretaria da Cultura, pelos relevantes serviços prestados em prol da cultura sergipana.

Natural de Santo Antônio de Jesus, na Bahia, Jairo Andrade também tinha formação em História pela Universidade Federal de Sergipe.

O corpo está sendo velado no Cemitério Colina da Saudade e o sepultamento acontece nesta quarta-feira, às 10h, no mesmo local.

A Diretoria do SINDIJOR deseja muita força à família do repórter fotográfico para superar este momento de profunda dor.

Texto e imagem reproduzidos do site: nenoticias.com.br

Postagem originária do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 10 de agosto de 2016.

Jairo Andrade morre aos 82 anos

Foto: Divulgação.

Publicado originalmente pelo site do Jornal da Cidade, em 09/08/2016.

Jairo Andrade morre aos 82 anos
Ele sofria da doença de Alzheimer.

Por: JornaldaCidade.Net

Com 82 anos, morreu, na tarde desta terça-feira (9), o repórter fotográfico Jairo Andrade. Reconhecido na área cultural de Sergipe, ele recebeu recentemente a Medalha do Mérito Cultural, pelo trabalho realizado na área.

Jairo estava internado há cerca de 30 dias no Hospital Primavera, em Aracaju. Portador de Alzheimer, seu estado de saúde vinha, a cada dia, ficando mais delicado.

O corpo está sendo velado no Cemitério Colina da Saudade e o sepultamento será realizado nesta quarta-feira (10), às 10h.

Texto e imagem reproduzidos do site: jornaldacidade.net

Postagem originária do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 10 de agosto de 2016.

Homenagem a Jairo de Araújo Andrade (1934 - 2016)



Exposição fotográfica "Sergipe pelas lentes que te vi"


Fotos de Jairo Andrade.
Reproduzidas do blog: progcultblog.blogspot.com.br

Postagem originária do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 10 de agosto de 2016.

domingo, 7 de agosto de 2016

À Mestra, com carinho




Publicado originalmente no Facebook/Fan Page/Lilian Rocha.

À Mestra, com carinho.
Por Lilian Rocha.

Eu tinha 6 anos quando entrei no “Educandário Brasília”. Era esse o nome da minha primeira escola. Nome comprido, que a gente tinha que escrever diariamente no caderno, antes de todos os deveres. Com aspas e tudo. E depois das aspas, vinha uma vírgula e, em seguida, a data por extenso.
Minha escola ficava na Rua da Frente, bem pertinho da Capitania dos Portos e era dirigida por quatro senhoras, também professoras: D. Alaíde, D. Helena, D. Mili e D. Iolanda. Talvez elas nem fossem tão senhoras assim naquele tempo, mas quando se tem 6 anos, qualquer pessoa com mais de 15 já é considerada uma senhora. Ainda mais quando se tem cabelo azul! Isso mesmo, cabelo azul! Duas delas, D. Mili e D. Iolanda, tinham cabelos azuis e isso, pra mim, era um dos mistérios mais indecifráveis do universo, pois quando se tem essa idade, a gente nem imagina que existe uma coisa chamada ‘tintura para cabelos’...

Minha farda era uma saia quadriculada, vermelha e branca, plissada, com suspensórios que se cruzavam atrás. E abotoando a blusa branca, uma gravatinha vermelha,do mesmo tecido da saia.

Fui matriculada no pré-primário, que funcionava na última sala, lá nos fundos do colégio. À medida que íamos avançando de nível, avançávamos ‘geograficamente’ também, uma vez que as turmas mais adiantadas ficavam localizadas nas salas da frente.
Em frente à minha primeira sala, havia um pequenino pátio, com uma árvore no meio e bem no cantinho, um minúsculo banheiro, construído em formato de casinha, com telhado e tudo, que servia apenas às crianças daquela faixa etária. Portanto, quando alguém precisava ir ao banheiro, era instruído a pedir à professora: “Posso ir na casinha?”

Minha primeira professora era linda e tinha um nome difícil, mas que eu nunca esqueci: D. Maria Stael. Nome de estrela, que me marcou pela doçura e despertou em mim a vontade de um dia ser uma professora igual a ela...
Chamávamos todas respeitosamente de ‘dona’, mesmo que fossem jovens, e ainda hoje guardo com carinho o nome de todas essas ‘donas’ que me ensinaram a ler e a escrever: D. Norma, D. Selma, D. Helena e D. Alaíde.

Fazíamos fila do lado direito da escola e de lá mesmo éramos encaminhados para nossas salas. Dificilmente entrávamos pela porta principal da escola, só quando estava chovendo.
Quando entrávamos na sala, lá estava, ocupando os dois lados do quadro, o dever de casa. Tínhamos que copiar depressa, antes que a professora apagasse, pois depois do dever, vinha uma sequência de atividades que tinha que ser cumprida rigorosamente: leitura, ditado, cópia, contas, problemas...
E enquanto estávamos ocupados, copiando qualquer coisa, a professora aproveitava para ‘tomar as lições’. De pé, ao lado dela, tínhamos que responder às perguntas e o que era pior, usando as mesmas palavras do livro. Depois ela nos atribuía uma nota, que por sua vez era colocada, cuidadosamente, num daqueles minúsculos quadradinhos da caderneta.
Tudo valia nota e todas as notas iam para a caderneta que, por sua vez, tinha que voltar assinada pelo pai ou mãe. Por isso, assim que chegávamos, deixávamos sobre nossas carteiras a caderneta, já aberta, para facilitar o trabalho da professora que passava de carteira em carteira, recolhendo-as.

As notas variavam de 10 a 100, equivalentes hoje, de 1 a 10. Menos de 50, a nota era vermelha. Também não havia essa facilidade de arredondar a nota não. Não foram poucas as vezes que tirei 99, só por causa de uma vírgula ou um acento esquecido.
A última nota do dia dizia respeito ao comportamento, que na caderneta se chamava “Ordem”. Era a última coisa que a professora fazia e até hoje eu não sei que critérios ela usava para atribuir aquelas notas, pois depois de uma manhã cheia de atividades, como era possível lembrar o comportamento de cada aluno?...

Eu adorava cópias e ditados, mas detestava questões e problemas. Especialmente aqueles que me pediam pra descobrir qual a idade do vovô, se ele tinha o triplo da idade de Joãozinho que, por sua vez, tinha a metade da idade da titia. Que mania mais feia tinha a professora, querendo saber a idade de todo mundo!

Já o recreio acontecia numa pequena área interna que tinha poucos brinquedos e quase nenhum espaço para correr, mas a gente não se importava. Tratava de se divertir com as brincadeiras que não exigiam espaço, como aquela feita em dupla, só usando os braços. De pé, uma em frente a outra, cruzávamos os braços, batíamos palma e estirávamos as mãos que se encontravam ao mesmo tempo com as mãos da colega. Era uma perfeita ‘coreografia’, só de braços e mãos, acompanhada por uma canção que ajudava a dar ritmo à brincadeira e cujos versos envolviam os cantores da Jovem Guarda, uma verdadeira delícia!

Estudávamos pela manhã e à tarde voltávamos para ‘fazer banca’, expressão genuinamente sergipana, que até hoje não sei bem o que significa, etimologicamente falando. Mas sei muito bem o que significava naquele tempo.
‘Fazer banca’ significava almoçar e voltar para o colégio 1 e meia da tarde para fazer os deveres e estudar as lições para o outro dia. Uma solução prática que os pais encontraram para deixar seus filhos em lugar seguro, enquanto trabalhavam. E que até hoje é usada, sob pseudônimos modernos de ‘aula de reforço’, ou ‘turno integral’.
Fazer banca significava ler em voz alta e em grupo uma mesma leitura duas ou três vezes e morrer de vergonha quando a professora passava pela minha fila e me surpreendia cochilando, diante daquela história sem graça, que todo mundo já sabia o final. Nessa hora, ela levantava a voz e eu tomava um susto danado...

Estudei em quase todas as salas e experimentei todas as cores de plástico com as quais forrávamos os livros e cadernos: vermelho, no 1º ano, amarelo no 2º, azul no 3º e verde no quarto. Mudar para outra ‘cor de plástico’, portanto, era tão importante quanto ser promovido num exame de faixa...

Portanto, no dia que eu vi minha mãe forrando meus novos livros e cadernos com plástico azul, senti um frio na barriga. Aquilo significava que eu estava indo para o 3º ano, estudar com D. Helena. E no ano seguinte, haveria de subir aquela escada tão cobiçada que dava no 4º e último ano, pra estudar com D. Alaíde. Ou seja, àquela altura, eu já me sentia, praticamente, uma “adulta”!

A sala de D. Helena ficava no térreo. Era a primeira à direita de quem entrava no colégio. Lembro-me das janelas que se abriam para a rua e do birô que ficava sobre um estrado de madeira. Ela era séria e bastante exigente, sobretudo com o português, sua matéria preferida. Nenhum erro, por menor que fosse, escapava aos seus olhos atentos. E eu gostava disso. De ser desafiada na matéria que eu mais gostava.
Talvez tenha sido isso o que me fez gostar de D. Helena. Saber que tínhamos o mesmo gosto. Ou talvez por ter sido ela quem despertou em mim essa paixão pela língua portuguesa, com todas as suas regras, cópias, ditados e análises morfológicas...

Um dia, eu a surpreendi sozinha na sala de aula, com os olhos cheios d´água, segurando um pacote de provas. Estava triste e inconformada, porque um aluno tinha tirado 7,0. Pra ela, era uma tristeza quando um aluno tirava uma nota baixa.
Eu tinha 8 anos e ela, 50. Confesso que não entendi direito por que uma professora ficava triste, por “ser obrigada” a dar 7,0 a um aluno...
Mas aquela lição silenciosa de justiça, misturada com um carinho sincero e profundo pelos alunos, me marcou profundamente.

Saí do Brasília em 1968, com 10 anos de idade, levando na bagagem algumas coisas que só mais tarde fui entender e lhes dar o devido valor: o amor pela língua portuguesa, o cuidado de reler diversas vezes um texto para não deixar escapar nenhum erro, o orgulho de saber ler um texto em voz alta, com todos os sinais de pontuação bem empregados, o respeito pelos professores e, sobretudo, a vontade de, um dia, também me tornar uma professora. Mas não uma professora qualquer. Queria ser igual a ela.

O tempo passou e eu acabei realizando o meu sonho. Voltei à minha primeira escola, agora como professora, e tive o privilégio de ensinar no 3º ano primário, na mesma sala que tinha sido de D. Helena. Também escrevi o dever no quadro, passei ditado, corrigi cadernos, tomei lições, coloquei notas na caderneta...
Ensinei em diversos colégios e em todos os níveis, desde o pré-escolar até o pré-vestibular. Tive alunos dos mais variados e muitas vezes também chorei em silêncio, quando fui obrigada a punir algum aluno...

Mas nunca consegui ser igual a ela. Capaz de dar, na dose certa, o LIMITE necessário, para sermos sempre respeitados pelos alunos; a JUSTIÇA, para que todos os alunos se sintam iguais e aprendam a respeitar uns aos outros; e o CARINHO, para que as lembranças que porventura venhamos a despertar nos alunos sejam sempre doces e suaves.
Obrigada, D. Helena, por ter sido a minha inspiração como professora; por ter feito de nós os filhos que a senhora não teve e por ter nos amado assim, com tanto cuidado.
Que Deus a abençoe, pelos 100 anos de vida!

(Lilian Rocha - 28.7.16).

Texto e imagens reproduzidos do Facebook/Fan Page/Lilian Rocha.
Postagem originária do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 29 de julho de 2016.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Morre aos 73 anos, o médico Wellington Sabino Ribeiro Chaves

Morre aos 73 anos, o médico Wellington Sabino Ribeiro Chaves.


Publicado no site do Jornal da Cidade, de 26/07/2016.

Morre Wellington Sabino Ribeiro Chaves.
O idealizador e proprietário da Gastroclínica foi sepultado na manhã desta terça-feira, 26.

Por: Jornaldacidade.Net

O médico gastroenterologista Wellington Sabino Ribeiro Chaves faleceu nesta segunda-feira, 25, aos 73 anos após uma parada cardíaca. O idealizador e proprietário da Gastroclínica foi sepultado na manhã desta terça-feira, 26.

Wellington tinha sido diagnosticado recentemente com um câncer de próstata e se tratava em casa. O profissional era filho de um dos fundadores da Fábrica e do Time de Futebol Confiança. Ele deixa viúva e quatro filhos.

O enterro aconteceu no cemitério Colina da Saudade, assim como o velório.

Texto reproduzido do site: jornaldacidade.net

Postagem originária do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 26 de julho de 2016.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Hospital de Cirurgia, em Aracaju



Publicado originalmente no Facebook/Antonio Samarone, em 18/07/2016.

Aracaju - Hospital de Cirurgia, ao fundo, a Faculdade de Medicina - 1971. O antigo Hospital de Cirurgia foi inaugurado no dia 2 de maio de 1926, no areal da Thebaldinha, a partir da iniciativa do Doutor Augusto Leite, na época em que Sergipe estava sendo administrado pelo Doutor Graccho Cardoso. O Hospital, que nomeou o Bairro onde nasceu, o Bairro Cirurgia, atualmente é denominado como Hospital de Clínicas Dr. Augusto Leite. Inicialmente destinado aos doentes de afecções cirúrgicas, o Hospital veio a se constituir um verdadeiro complexo hospitalar, com várias manifestações de grande importância social. Sob o patrocínio governamental e a participação do segmento particular, novos serviços foram acrescidos, como a Maternidade Francino Melo, o Hospital Infantil, serviços especializados na área de urologia, proctologia, serviço social de Assistência Maternal e Infantil, consultório, pré-natal, consultório de higiene infantil, lactário, espaço para um museu anátomo-patológico, serviço de assistência obstétrica domiciliar e de clínica médica. Sua administração foi entregue na presença do governador, pelas mãos do Bispo Dom José, às Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição: Irmãs Úrsula, Bernardina, Berarda, Theodata e Clara, todas alemãs. Em 2006, Irmã Clara estava à frente do Centro Cirúrgico, que atualmente leva seu nome. A concretização desse complexo hospitalar e social veio a se constituir na grande obra da primeira metade do século XX com repercussões significativas para a medicina sergipana.

Texto e imagem reproduzidos do Facebook/Antonio Samarone.

Postagem originária do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de  19 de julho de 2016.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Homenagem a Dr. Alexandre Gomes de Menezes Neto.





A Academia Sergipana de Medicina, fez visita de
cortesia pelos 90 anos do professor Alexandre Menezes.
Na ocasião recebeu placa comemorativa.
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Fotos e informação de legenda, reproduzidos do
Facebook/Déborah Pimentel.
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Postagem originária do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 14 de julho de 2016.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Morre o Mestre Fontes de Alencar.



Morre o Mestre Fontes de Alencar. 
Por Luiz Eduardo Oliva.

Morre o grande mestre do direito e da literatura (era da Academia Sergipana de Letras), o jurista e Ministro aposentado do STJ Luiz Carlos Fontes de Alencar.

De uma família de inteligência destacada, o mestre Luiz Carlos era filho do poeta Clodoaldo Alencar, que integrou a Academia Sergipana de Letras "por merecimento", assim como ele e mais dois irmãos, o recém falecido poeta Hunald Alencar e o ex-reitor da UFS Alencar Filho. Era também irmão do grande artista plástico Leonardo de Alencar.

Ao chegar ao STF escolhido dentre desembargadores (na época ele integrava o Tribunal de Justiça de Sergipe, do qual foi presidente) por sugestão da informática do STJ (disse-me ele) passou a ser conhecido somente pelo sobrenome "Fontes de Alencar".

Era natural de Estância, 82 anos (31 de dezembro de 1933), e também foi membro da Academia Brasiliense de Letras.

Tive o privilégio de ter sido seu aluno na Faculdade de Direito de Sergipe ainda no velho prédio da Av. Ivo do Prado, que hoje abriga o Cultart.

Professor Luiz Carlos, como eu gostava de chamá-lo, me mostrou os caminhos do STJ quando fui candidato a Desembargador Federal em 2001, apresentando-me a ministros que tinham influência no TRF da 5ª Região porque era necessário os votos para a lista tríplice (eu liderava a lista sêxtupla do Conselho Federal da OAB).

Era brilhante nas argumentações e também dono de uma memória privilegiada. Um dos seus últimos livros foi sobre a Questão do Acre, "História de Uma Polêmica", no qual se destacam figuras como o Barão do Rio Branco, Rui Barbosa e, sobretudo, o jurista sergipano Gumersindo Bessa.

O velho mestre era um colecionador de títulos sergipanos, garimpando obras de autores da terra D'El Rey. Com ele vai a sua memória fulgurante, o mestre que tinha a precisão do direito - sobretudo na esfera do processo penal - e trazia nas citações que fazia de artigos de lei e da doutrina uma cultura jurídica polifacetada, fazendo seus alunos e interlocutores pensar para além da letra fria da lei e do direito.

Feliz dos que beberam da sua inteligência e vasta cultura. Esses são privilegiados. Eu me sinto um deles e rendo-lhe minhas homenagens por essa honraria.

Postagem originária do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 3 de julho de 2016,
Artigo de Luiz Eduardo Oliva, compartilhado por Aída Campos.

Morre ex-ministro do STJ, Luiz Carlos Fontes de Alencar



Publicado originalmente no site Correio Braziliense, em 02/07/2016.

Morre ex-ministro do STJ, Luiz Carlos Fontes de Alencar.

Jurista sergipano tinha 83 anos; causa da morte não foi divulgada

Morreu na tarde deste sábado (2/7) o ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça, Luiz Carlos Fontes de Alencar. O jurista tinha 83 anos e nasceu em Estância (SE). Ele se submeteu a uma cirurgia intestinal e teve complicações.

Fontes de Alencar foi ministro do STJ entre 1989 e 2003, quando se aposentou. Formado pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco, Fontes de Alencar foi professor da Universidade Federal de Sergipe de Direito e Processo Penal.

O ex-ministro do tribunal Paulo Costa Leite lamentou a morte do colega. "Fontes de Alencar foi um grande magistrado,que ,após belíssima carreira na Justiça de Sergipe,abrilhantou o Superior Tribunal de Justiça com a sua vasta cultura jurídica.Mas ele não só pontificou na magistratura como também no magistério superior e no mundo da letras.Sua morte é uma grande perda. Ele era um magnânimo professor de direito de gerações da comunidade jurídica sergipana. A sua refinada erudição jurídico-literária e a sua retidão ética são legados que se imortalizam na história. Magistrado e Ministro do STJ de melhor referência sergipana. Um orgulho. Um farol", escreveu em nota.

Texto reproduzido do site: correiobraziliense.com.br
Foto reproduzida do site: nosrevista.com.br

Postagem originária do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 3 de julho de 2016.

Luiz Carlos Fontes de Alencar (1933 - 2016)

Foto reproduzida do site: fontesdealencar.com

Memória - Luiz Carlos Fontes de Alencar (1933 - 2016)

 Na Presidência do TJ-SE (1985-1987).

 Casamento de Luiz Carlos Fontes de Alencar e Ilma Santos de Alencar.

 Fontes de Alencar ao lado dos filhos e esposa.

 Fontes de Alencar junto às novas gerações da família.

Leonardo Alencar recepciona o irmão Fontes de Alencar,
em vernissage de sua exposição em Brasília.
Fotos reproduzidas do site: fontesdealencar.com
Postagem originária do Facebook/GrupoMTéSERGIPE.

Morre Fontes de Alencar, ministro aposentado do STJ


Publicado originalmente no site Consultor Jurídico, em 02/07/2016.

LUTO NO DIREITO.

Morre Fontes de Alencar, ministro aposentado do STJ

Por Marcelo Galli

O ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça e ex-professor da Universidade Federal de Sergipe de Direito e Processo Penal, Luiz Carlos Fontes de Alencar, morreu neste sábado, aos 82 anos. Ele entrou para o STJ em 1989 e se aposentou em 2003. Ele havia passado recentemente por uma cirurgia abdominal e morreu em decorrência de complicações após a operação.

Fontes de Alencar (foto) foi juiz das comarcas de Tobias Barreto, Maruim, Itabaianinha e de Aracaju, todas em Sergipe. Também atuou como membro do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe, desembargador e chegou à presidência Tribunal de Justiça sergipano entre 1985 e 1987. Também deu aulas em diversas universidades e foi membro do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe e da Academia Sergipana de Letras.

Para o ministro Paulo Costa Leite, ex-presidente do STJ, Fontes de Alencar foi um “grande magistrado” que “abrilhantou” o Superior Tribunal de Justiça com a sua “vasta cultura jurídica”. “Ele não só pontificou na magistratura como também no magistério superior e no mundo das letras. Sua morte é uma grande perda”.

Em prefácio para uma coletânea de julgados do ministro organizada pelo STJ em 2005, o então presidente do tribunal, ministro Edson Vidigal, afirma que Fontes de Alencar tinha sensibilidade ante as grandes questões sociais e profundo senso de humanismo. “Virtudes plasmadas no trabalho abnegado, no trabalho diuturno voltado para os anseios dos jurisdicionados, para a consecução da paz social, concretizada tão-só quando os homens são verdadeiramente livres”.

Afirma ainda que o ministro aposentado poderia dizer como o Rui Barbosa: “Tenho o consolo de haver dado a meu país tudo o que me estava ao alcance: a desambição, a pureza, a sinceridade, os excessos de atividade incansável, com que, desde os bancos acadêmicos, o servi, e o tenho servido até hoje”.

O presidente da OAB de Sergipe, Henri Clay Andrade, também homenageou o ministro aposentado. "Foi um magnânimo professor de Direito de gerações da comunidade jurídica sergipana. A sua refinada erudição jurídica-literária e a sua retidão ética são legados que se imortalizam na história. Magistrado e ministro do STJ de melhor referência sergipana. Um orgulho. Um farol", disse.

Texto e imagem reproduzidos do site: conjur.com.br

Postagem originária do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 3 de julho de 2016.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Morre, aos 91 anos, o empresário Roberto Constâncio Vieira


Especial.

Publicado originalmente no site F5 News, em 27/06/2016.

Morre, aos 91 anos, o empresário Roberto Constâncio Vieira
Notícias Sergipe
Por Marcio Rocha

O empresário Roberto Constâncio Vieira, um dos maiores nomes da história empresarial de Sergipe e do Brasil, morreu na tarde desta segunda-feira (27), em casa, no bairro Atalaia, em Aracaju. De acordo com informações apuradas por F5 News, o empresário se sentiu mal, e sofreu uma parada cardíaca.

A morte do empresário, que tinha uma trajetória de mais de 70 anos de vida empresarial, foi confirmada por seu filho, Ruy Vieira, no início da noite. Roberto Constâncio Vieira faleceu aos 91 anos, 35 dias depois do falecimento da esposa, Maria Cândida Vieira, que morreu no último dia 22 de maio.

Nascido em 21 de março de 1925, Roberto Constâncio Vieira começou muito jovem na vida empresarial. Ainda adolescente, trabalhou nas empresas do pai, Constâncio Vieira, as quais se tornariam um dos maiores conglomerados empresariais do Brasil. Ele iniciou a vida empresarial na empresa Vieira Sampaio, Indústria e Comércio, mas se enraizou na cidade de Estância, onde estabeleceu o próprio negócio, trazendo desenvolvimento para a região centro-sul de Sergipe.

Roberto Constâncio Vieira atuou nas áreas de comércio e indústria de tecidos em Sergipe e no Ceará. Também investiu no setor de produção de bebidas e ergueu duas fábricas de refrigerantes: uma em Sergipe e outra em Alagoas, além de uma cervejaria na Bahia, construiu uma fábrica de cosméticos, indústria de água mineral e atuou no ramo de transportes, projetando cada vez mais o legado idealizado pelo pai, em 1912. Trabalho que consolidou os 104 anos de existência do Grupo Empresarial Constâncio Vieira.

O último grande investimento de Vieira na área empresarial resultou na recente inauguração da fábrica de vidros Saint Gobain, a IVN.

Ação social.

O foco empresarial de Roberto Constâncio Vieira só não superava a sua conhecida prática de amor ao próximo, por meio de ações sociais que trouxeram um grande desenvolvimento urbano para a cidade de Estância, onde ele construiu mais de 500 casas no bairro Bomfim, para moradores da cidade, que pagavam um valor irrisório de aluguel, tendo depois doado os imóveis para as famílias do município. Ainda hoje, ele é lembrado como o homem que promoveu uma transformação na Cidade Jardim. Ele também construiu uma escola na cidade na década de 60.

O presidente da Fecomércio, deputado federal Laércio Oliveira, lamentou a morte do empresário. “Perdemos o maior empresário dos últimos 100 anos da história de Sergipe. Roberto Constâncio Vieira foi o maior ícone de empreendedorismo de nosso estado, promovendo grandes transformações na vida de todos os sergipanos. Foram milhares de empregos que ele gerou com suas empresas, milhares de sergipanos beneficiados com suas ações sociais, milhares de sergipanos que sabiam da sua história marcada por trabalho. Ele foi um grande vencedor na vida e isso o faz ser um homem de eterna memória em Sergipe”, afirmou Laércio.

Através de redes sociais, o governador de Sergipe, Jackson Barreto, também lamentou a perda do empresário. “Roberto Constâncio Vieira foi um grande empresário, que atuou não só em Sergipe, como em Alagoas. Visionário, ele investiu no ramo de água e refrigerantes quando o mercado ainda era desconhecido, abrindo um novo nicho em Sergipe. Roberto preocupou-se não só com o desenvolvimento industrial, como em oferecer emprego a diversos trabalhadores. Com sua partida, o estado perde um excelente empreendedor, que construiu um legado, e um cidadão atuante”, disse o governador.

Roberto Constâncio Vieira será velado na manhã desta terça-feira (28), no Cemitério Parque Colina da Saudade, e será enterrado às 15 horas. O empresário deixa quatro filhos, Ruy, Roberto Filho, Cândida Vieira e Constância, netos, bisnetos e a seu nome na história de mais de 50 mil pessoas que trabalharam nas empresas de seu grupo empresarial.

Texto e imagem reproduzidos do site: f5news.com.br


Morre Roberto Constâncio Vieira

Morreu no final dessa tarde, aos 91 anos, vítima de uma parada cardiáca, o o industrial e empresário Roberto Constâncio Vieira.

Sua saúde ficou abalada após a morte de sua esposa e grande companheira de vida Cândida Vieira, que faleceu há pouco mais de um mês, no dia 22 de maio...

Como um dos familiares acabou de postar, em uma rede social, "é a maior prova de Deus que eles eram realmente inseparáveis".

Na foto de Juliano Oliveira, o registro da celebração dos 70 anos do casamento de Maria Cândida Campos Vieira e de Roberto Constâncio Vieira, com os filhos Ruy Vieira, Cãndida, Constância e Robertinho Vieira.

Texto e imagem reproduzidos do site: madalenasa.com.br

Postagem originária do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 28 de junho de 2016.

terça-feira, 21 de junho de 2016

Morre o Professor Robertão (Roberto Mendonça Maia)


NOTA DE FALECIMENTO

"Faleceu agora no início da noite no Hospital da Polícia Militar, o Prof. Robertão (Roberto Mendonça Maia). O velório será no OSAF, seu corpo será embalsamado para aguardar a chegada de parentes que estão fora do Brasil, e o seu sepultamento ocorrerá na terça feira (21/06/16), às 11:00 horas no Cemitério Santa Izabel. Descanse em paz grande mestre, os seus alunos do Atheneu Sergipense agradece os ensinamentos transmitidos. Nossos votos de pêsames a toda sua familia". (WA).

Postagem originária do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 19 de junho de 2016.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Avós maternos de Jorge Ribeiro

"Meus avós maternos, Manoel Durval Andrade e 
Marcia Maciel Andrade (Marcita)". (Jorge Ribeiro).

Postagem originária do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 29 de maio de 2016.

domingo, 5 de junho de 2016

A Ponte, a Matriz e o Paço: Aracaju no tempo de Pedro II

  A Ponte.

  A Casa de Oração.

O Paço.

Infonet > Blog Luíz A. Barreto > 12/03/2009.

A Ponte, a Matriz e o Paço: Aracaju no tempo de Pedro II.

Debaixo dos vivas e das palmas do povo, o Apa ancorou às 17 horas do dia 11, mas o Imperador Pedro II somente deixou o navio às 18:30 horas

Por Luiz Antônio Barreto.

A Ponte.

O Ancoradouro, ou Ponte de Desembarque, especialmente construída em fins de 1859, recebeu em Aracaju o vapor Apa, da Companhia Brasileira de Paquetes a Vapor, comandado por Francisco Pereira Pinto, com a comitiva imperial, em sua visita a Sergipe, de 11 a 21 de janeiro de 1860. Debaixo dos vivas e das palmas do povo, o Apa ancorou às 17 horas do dia 11, mas o Imperador Pedro II somente deixou o navio às 18:30 horas, sendo recepcionado por uma comissão de mulheres, pela Comissão do Recebimento (Organizadora da visita) e pela Câmara Municipal, recebendo as Chaves da Cidade, do seu Presidente, atravessando o Arco da praça do Palácio (Fausto Cardoso), toda ela ornada para as festas, e onde um papagaio, bem treinado, gritava Vivas ao Imperador. Pedro II andou, ouvindo os gritos de boas-vindas, um trecho da rua do Barão de Maroim (João Pessoa), atravessando o Arco feito por Horácio Urpia, Vice-Consul de Portugal em Sergipe, e foi assistir, na Casa de Oração São Salvador (Igreja do Salvador), ao Te Deum, após o qual saiu pela rua do Salvador (Laranjeiras), tomando a rua da Aurora (Rio Branco) até a praça, alojando-se no Palácio Provisório, transformado em Paço Imperial (Delegacia Fiscal), onde deu beija-mão aos sergipanos.

A Ponte do Desembarque transformou-se, no tempo, em Ponte do Imperador, passou a ser o maior dos ícones da cidade e capital de Sergipe. Ainda que sua denominação suscite discussão, se ancoradouro ou atracadouro, ou ponte, não resta dúvida quanto ao símbolo que passou a ser, depois da visita imperial. É que antes de ser construída, as pessoas que chegavam a Aracaju desciam dos navios para pequenos barcos e destes chegavam em terra firme nas costas dos estivadores, naquela época escravos, em sua maioria. Não ficava bem que o Imperador Pedro II, sua mulher Tereza Cristina Maria de Bourbon e todos os ilustres integrantes da comitiva imperial tivessem que descer, um por um, nas costas dos trabalhadores do cais. Durante décadas, a Ponte do Imperador serviu mesmo de atracadouro, utilizando-se das laterais para receber os barcos de pequeno e de médio porte, que entravam no estuário do rio Sergipe. Ainda hoje, vez por outra, um vaso de guerra da Marinha brasileira ancora na velha Ponte do Imperador.

Com a resistência de um jovem, contava 34 anos quando esteve em Aracaju, o Imperador Pedro II desceu fogoso do vapor e entrou na praça, misturando-se com o povo para cumprir uma programação que, durante dez dias, mostrou a Província – Aracaju, São Cristóvão, Laranjeiras, Maroim, Estância, o canal do Pomonga, o engenho Escurial – complementando a visão que ele teve de outros pontos de Sergipe, principalmente Vila Nova (Neópolis) e Propriá, quando navegou pelo rio São Francisco, para visitar, em outubro de 1859, a Cachoeira de Paulo Afonso. Seu programa diário de visita em Aracaju significou uma vistoria das obras que estavam em curso na cidade, desde a mudança da capital, em 17 de março de 1855. Um relato completo da visita foi feito por Luiz Álvares dos Santos, médico, professor e jornalista baiano, atendendo ao Presidente da Província Manoel da Cunha Galvão, e publicado na Bahia, pela Tipografia do Diário, em 1860.

A Casa de Oração.

A Casa de Oração São Salvador, mandada construir pelo Presidente Inácio Barbosa e concluída pelo Presidente Salvador Correia de Sá e Benevides, que lhe deu o nome, serviu de Matriz por alguns anos, e por isto o Te Deum para Pedro II foi lá. No púlpito estava o padre José Gonçalves Barroso, o afamado Vigário Barroso, considerado grande orador sacro, nascido em Laranjeiras, mas com larga atuação em São Cristóvão, onde também foi professor e diretor do Liceu Sergipense, fundou a Biblioteca Pública, e foi deputado provincial, manifestando-se, contrário a mudança da capital. O Vigário Barroso fez a exegese do Salmo 137, versículos 13 e 17, para um pequeno mas atento grupo. Entre os assistentes, por fazer parte da comitiva imperial, estava o Capelão Antonio José de Melo, nascido em Sergipe, ordenado na Bahia, Cônego da Catedral do Rio de Janeiro,Vigário Geral, Capelão das duas viagens de Pedro II. A Casa de Oração, que com a construção da Igreja Matriz (Catedral) passou a ser uma capela, ou uma pequena igreja, também é ícone de Aracaju, tendo já completado 150 anos de construída.

A comitiva imperial foi hospedada no Palácio Provisório, mandado construir também no tempo de Inácio Barbosa, na praça do Palácio, esquina com a rua da Aurora. O prédio passou por uma adaptação, com acréscimos, e uma decoração especial para aqueles dez dias de delírio da nascente sociedade aracajuana. Pinturas, quadros, móveis, objetos de decoração, quase todos fornecidos pelo comerciante argelino José Narboni, fizeram do improvisado Paço Imperial um símbolo de luxo, digno da nobreza brasileira e naqueles dias um centro de manifestações festivas.

O Paço.

Foi lá, no mesmo dia 11 de janeiro de 1860, que Pedro II enfrentou a fila do beija mão, hábito que ainda perdura no Brasil, e em Sergipe. Era comum, no dia 31 de dezembro, que formassem filas no andar superior do Palácio Olímpio Campos, para os cumprimentos ao Governador. O velho beija mão do Imperador sobreviveu em Aracaju. O prédio continuou servindo, por algum tempo, de Palácio da Província, mas foi substituído pelo novo Palácio, que na primeira década do século XX recebeu o nome do sacerdote e político Olímpio Campos, morto na chamada Revolta de Fausto Cardoso. O prédio que mais tarde foi ocupado pela Delegacia Fiscal é, igualmente, outro ícone da cidade, mantendo suas formas e guardando esse capítulo especial da história de Sergipe, que foi a festiva visita imperial.

Texto e imagens reproduzidos do site: infonet.com.br/luisantoniobarreto

Postagem originária do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, em 4 de junho de 2016.

José Martins Ribeiro Nunes, o Zé Peixe


José Martins Ribeiro Nunes, o Zé Peixe.

Figura inesquecível. Realizando travessias a nado de forma impressionante, seus grandes feitos nas águas do Rio Sergipe são lembrados até hoje. Homem das águas, condutor de embarcações e figura lendária, José Martins Ribeiro Nunes, o querido Zé Peixe, deixou este mundo no dia 26 de abril de 2012. Que neste dia, lembremos de sua importância e legado para Aracaju e Sergipe.

Foto: Ed Kashi.
Imagem e Legenda reproduzidas do Facebook/Fan Page/JAF/PMA.

Postagem originária do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 4 de junho de 2016.