quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Músicos sergipanos falam do legado artístico de Clemilda

Foto: Reprodução/TV Sergipe.

Publicado originalmente no G1SE., em 26/11/2014.

Músicos sergipanos falam do legado artístico de Clemilda
Cantora faleceu na madrugada desta quarta-feira (26).
Artistas destacam trabalho da forrozeira.

Para cantores, compositores e músicos sergipanos esta quarta-feira (26), está sendo de despedida. Amigos dos palcos e de vida, falam do legado deixado pela cantora Clemilda , que morreu nesta madrugada no Hospital Primavera, em Aracaju, onde estava internada há quatro mese e realizava tratamento contra problemas no coração e pulmão.

“Clemilda além de ter sido uma das maiores referências da história musical produzida e desenvolvida em Sergipe, uma das artistas mais importantes a nível de Nordeste e de Brasil. Considerando que Luiz Gonzaga desenvolveu um trabalho na década de 50 e que reflete até os dias de hoje, Clemilda desponta na década de 60 como uma das principiais interpretes da música nacional a nível de Anastácia, Carmélia Alves, dentro do estilo, da alegria e do bom humor se tornaram eterno em nossa memória. Por toda sua contribuição por Sergipe, reconhecemos o seu valor para nossa cultura, o Museu da Gente Sergipana está prestando homenagem a ela e o tradicional ‘Casarão da Clemilda’ . Um legado imensurável. Uma perda física, mas um ganho memorial pela sua representação”, destacou cantora Amorosa.

“Perdemos a nossa grande representante da musica nordestina, infelizmente os nossos ídolos estão sendo chamados por Deus. E essa nova geração é mais comercial. Perdemos uma grande artista”, disse Valtinho do Acordeon.

“Minha primeira relação com Clemilda foi através do rádio, eu ouvia o programa de rádio ‘Forró no Asfalto’ quando Jerson Filho era vivo e acompanhei as músicas que falavam de Propriá e os forrozeiros da época. Depois de algum tempo, entrei no mundo da música e tive a oportunidade de está próximo dela. Pra mim ela não vai embora, vai ficar por aqui, cantando. Clemilda será sempre pra mim a ‘Madonna do forró’”, diz o cantor Antônio Carlos Du Aracaju.

“Minha relação com Clemilda sempre foi muito boa e quando eu lancei meu primeiro disco em 1984, o primeiro programa que me apresentei foi no ‘Forró no Asfalto’. Eu saia de Carira com muito orgulho para gravar o programa e nossa amizade ficou consolidada, uma pessoa maravilhosa. Estive no hospital visitando minha amiga e é uma perda muito grande para a música mundial, com o sucesso que até hoje marca nossos corações, “Prenda o Tadeu”, diz o cantor Erivaldo de Carira.

“ Ela era uma grande pessoa e uma artista que serviu e servirá de referência para os artistas sergipanos, que através da sua música ela atuou de forma expressiva na difusão da nossa cultura. Que o seu trabalho e legado se mantenham vivos na memoria de todos os sergipanos”, Vinicius Nejain vocalista da banda Xote e Baião.

Texto e imagem reproduzidos do site: g1.globo.com/se

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, de 26 de novembro de 2014.

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