segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Luiz Antônio Barreto

Foto reproduzida do site F5.

Homenagem a Luíz Antônio Barreto (1944 - 2012).

Luiz Antônio Barreto
Por Lúcia Gaspar.
Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco.

A história de Luiz Antonio Barreto é múltipla e vária...Olhar para o seu legado é ficar diante de um amplo panorama no qual produção intelectual e ação cultural nunca se dissociam, posto que uma é movida pela outra, ao mesmo tempo que também a impulsiona, demonstrando o quanto ele foi capaz de correlacionar a reflexão com a realidade que viveu, pesquisando práticas da vida dos indivíduos e das instituições públicas e privadas, adequando sempre teoria e prática.[...]
Jorge Carvalho do Nascimento.

[...] Os sergipanos muito devem a Luiz Antonio pelas pesquisas que ele empreendeu no campo do folclore, da música popular, de todos aqueles costumes que foram praticados em tempos imemoriais, em tempos antigos, que já estavam morrendo no esquecimento do povo sergipano, mas que foram relembrados pela pena e também pela paciência, pela cultura incomparável deste sergipano que orgulhou a todos nós. [...]
Senador Antonio Carlos Valadares.

Luiz Antonio Barreto nasceu no município de Lagarto, localizado a 77 km de Aracaju, Sergipe, no dia 10 de fevereiro de 1944, filho de João Muniz Barreto e Josefa Alves Barreto.

Fez o curso primário na Escola Rural nº 149, em Pedrinhas, SE, e o ensino médio no Colégio Tobias Barreto, em Aracaju.

Vítima de perseguição política, sua família morou em diversos municípios de Sergipe, da Bahia e ainda na cidade do Rio de Janeiro.

Jornalista e historiador, estudou Direito nas Faculdades de Direito de Sergipe, em Aracaju, e na Nacional, do Rio de Janeiro, assim como cursou a Escola Nacional de Música, também no Rio de Janeiro.

Como jornalista exerceu atividades de repórter, colunista, redator, diagramador e secretário de redação dos jornais sergipanos Correio de Aracaju, Folha Popular, Gazeta de Sergipe, Sergipe Jornal e A Cruzada, no período de 1959 a 1971. Foi diretor da Revista Perspectiva (1966-1967) e colaborador de vários periódicos de Aracaju, Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Teresina, Porto Alegre, Maceió, e da revista Il Moderno, de Milão, na Itália.

Atuou nas áreas de educação, cultura, história, comunicação, literatura e folclore, exercendo cargos em instituições públicas e privadas, entre os quais o de Assessor Cultural do Instituto Nacional do Livro (INL) e Diretor da Organização Simões, Editora, ambos no Rio de Janeiro; Diretor da Galeria de Artes Álvaro Santos, em Aracaju; Chefe da Assessoria Cultural da Secretaria da Educação e Cultura do Estado de Sergipe; Secretário da Educação e Cultura de Aracaju; Superintendente de Documentação da Fundação Joaquim Nabuco, Recife (1987-1989); Diretor Cultural da Fundação Augusto Franco, Aracaju; Assessor da Presidência da Confederação Nacional da Indústria; Diretor do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira (Portugal); Diretor do Instituto Tobias Barreto.

Ocupante da Cadeira nº 28 e presidente da Academia Sergipana de Letras, nos biênios, 1981-1983 e 1983-1985, era ainda membro e orador do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe; conselheiro dos Conselhos Estadual e Municipal de Cultura do Estado; membro da União Brasileira de Escritores (UBE)-Secção de Pernambuco e membro fundador do Instituto Luso-Brasileiro de Filosofia, em Lisboa.

Foi o responsável pela criação de diversas atividades educativo-culturais em Sergipe, como os Encontros Culturais de Laranjeiras; a Discoteca Pública, do Museu Afro-Brasileiro de Sergipe, também em Laranjeiras; o Seminário do Gado e do Couro, em Lagarto; o sistema de Vagão-Escola, da Biblioteca Infantil no Vagão, localizada no Parque Teófilo Dantas; a Oficina de Artes, da Escola de 2º Grau José Antonio da Costa Melo e a escola Ecológica, localizada no Parque da Cidade Governador José Rollemberg Leite.

Especialista em Tobias Barreto, é autor de diversos trabalhos sobre o ilustre sergipano, entre os quais, Tobias Barreto: a Abolição da escravatura e a organização da Sociedade (1988); Nova missão Tobiática no Recife e Tobias Barreto e seus seguidores, duas séries de artigos publicados na Gazeta de Sergipe (1987-1989); Tobias Barreto e a organização da sociedade, artigo publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, em 1989; A fé e a razão, Tobias Barreto e a crítica, e Tobias Barreto e a luta pelo Direito; ensaios introdutórios às Obras Completas de Tobias Barreto (INL; Record, Rio de Janeiro, 1989-1990);Tobias Barreto e a Filosofia no Brasil (Aracaju, 1990); O pensamento e a ação política de Tobias Barreto (Actas do I Colóquio Tobias Barreto, Lisboa, 1992).

Publicou ainda, A Bíblia na literatura de cordel (Revista Brasileira de Cultura, Rio de Janeiro, 1971); Vaquejada e São Gonçalo em Sergipe, ambos na Revista Sergipana de Cultura, em 1978; Opção informal na pré-escola: experiência da Secretaria da Educação e Cultura do Município de Aracaju, 1981; A arte sergipana, in Brasil, arte do Nordeste (Spala: Rio de Janeiro, 1986); Um novo entendimento do folclore (Recife, 1988); Simão Dias: história e tradição (Aracaju, 1990); Sergipe, 400 anos de história, in Turismo e Lazer, Aracaju, 1990; O Poder Judiciário de Sergipe, 100 anos de história (Aracaju, 1992) e o livro Memórias de Sergipe: Personalidades sergipanas, uma seleção de textos sobre personalidades que marcaram a história de Sergipe (2007), entre outros.

Luiz Antonio Barreto morreu em Aracaju, no dia 17 de abril de 2012.

Recife, 22 de maio de 2012.

Texto reproduzido do site: basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, de 9 de novembro de 2014.

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