sábado, 23 de março de 2013

Homenagem do Portal Infonet a João Firmino Cabral


Homenagem do Portal Infonet a João Firmino Cabral

O Portal Infonet sempre acompanhou o trabalho deste grande artista que levou o nome do Estado a todo país com suas histórias e relatos em Cordel. Falecido no dia 1º de fevereiro, não poderia deixar de homenageá-lo com este Hotsite lembrando a arte que ele dedicou toda a sua vida.

João Firmino Cabral e o cordel

João Firmino deu início a sua carreira como cordelista ainda na adolescência, quando trabalhava na lavoura em Itabaiana, cidade natal de João. Com o auxilio do poeta Manoel D'Almeida Filho, seu mestre, produziu o primeiro folheto, onde descrevia uma profecia de Padre Cícero em versos. Esse trabalho o levou a receber, em 2002, a medalha de Mérito Cultural Serigy, concedida pela PMA. Com a morte, o escritor deixa vaga também a cadeira de número 36, da Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC), que ocupava desde 2008.

A banca instalada no Mercado Municipal Antônio Franco, no Centro de Aracaju, era onde João Firmino comercializava seus livretos de cordel, sem deixar de incentivar e inclusive patrocinar a produção de outros cordelistas locais. O acervo de títulos postos a venda pelo poeta só não era superior, em número, ao conjunto de obras disponíveis para consulta na cordelteca que ele é patrono na Biblioteca Clodomir Silva, o qual contribuiu também, escrevendo considerável parcela dos exemplares expostos.

Meio século dedicado ao cordel, mais de cinco dezenas de títulos publicados, esse João Firmino bateu do Rio Grande do Norte, a Pernambuco, Maranhão, Alagoas e Bahia de feira em feira. Deu de sustento aos sete filhos nos quarenta anos de casamento com Dona Carmelita Cabral. Catedrático sobre essa literatura, foi revisor de 1970 a 2005 da Editora Luzeiro e já foi laureado pelos quatro cantos do Brasil. Mas quando falava de prêmios, Seu João atentava mesmo era para o ganho com a leitura. Sacava então um trechinho como:“A cultura adulatória/ falsifica a popular/ com palavrões e conchavos/ de narrativa vulgar / agredindo ao cordel/ que tem muito mais a dar”.

Quem conheceu João Firmino sabe que encontrou ali não somente um vendedor de versos e poesias, mas um poeta de uma simplicidade e sabedoria tamanha. Sempre alegre, divulgava o cordel diariamente em sua banca no Mercado Thales Ferraz.

Cordelteca

A Cordelteca João Firmino Cabral foi criada em 2003 e possui mais de 500 títulos, escritos por cerca de 36 cordelistas sergipanos e de outros locais, como Alda Cruz, Eduardo Fiscina, Chiquinho de Além Mar, Agulão e Pedro Amaro. Todo acervo fica à disposição, para consulta, dos frequentadores da Biblioteca Municipal Clodomir Silva, localizada na rua Santa Catarina, nº 314, bairro Siqueira Campos.

Foto e texto reproduzidos do site: infonet.com.br

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 18 de março de 2013.

Cláudia Nên Traz História na Xilogravura




Portal Infonet - Aracaju 158 Anos

Cláudia Nên Traz História na Xilogravura

Com o dom de fazer arte e a curiosidade de conhecer o processo de produção das ilustrações da literatura de cordel, a artista plástica Cláudia Nen deu os seus primeiros passos rumo à xilogravura. Desenhar era o que ela fazia. Talhar madeira foi o que ela aprendeu a fazer. E com a prática vieram as gravuras que conquistaram não só o gosto do público, como espaço em publicações e exposições.

Apaixonada desde pequena pelo desenho, a itabaianense não abriu mão do que gostava de fazer e dedicou seu tempo à arte. Dando vida a aspectos interioranos e às lembranças das histórias que ela ouvia da avó quando era criança, Cláudia Nen ilustra cordéis e dá vida a personagens que, até então, só poderiam ser visualizados no imaginário de cada leitor.

“Quando olhei para o cordel, vi que era a minha cara”, revela a artista. Com relação à xilogravura, Cláudia destaca que ela é importante para que as pessoas não esqueçam as suas origens. Sobre seus trabalhos com a xilogravura, a artista já deixou seus traços marcantes em obras dos cordelistas Chiquinho do Além Mar e João Firmino.

“Quando conheci a xilogravura tomei um novo sentido como artista. Hoje faço trabalhos com isso e com esculturas que trabalham o contexto da literatura de cordel. Além disso, gosto de ampliar meus horizontes através da utilização de vários tipos de materiais”, destaca Nen.

Sempre aberta a novos projetos, a artista conta que já foi convidada até para ilustrar skates. Ela declara ainda que gosta de fazer trabalhos com tela, serigrafia e que suas obras podem ser encontradas no Centro de Arte e Cultura J. Inácio, localizado na Orla de Atalaia.

Formada em Artes Plásticas pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Cláudia já participou de um prêmio importante da Casa Museu do Objeto Brasileiro, e já fez parte de diversas exposições do Estado e de outras localidades.

Questionada sobre suas inspirações, Nen revela que uma delas é o artista J. Borges e, conta que tem vontade de visitar o ateliê dele, em Pernambuco. Já sobre a expansão do seu trabalho, ela afirma que suas obras nascem em Aracaju, mas que tem vontade de levar seus trabalhos para outros lugares. E é com esses desejo de ampliar cada vez mais os seus horizontes, que Cláudia Nen dedica seu tempo apenas à arte, da qual vive e desperta o seu prazer.

Fotos e texto do site: infonet.com.br

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 18 de março de 2013.

Centenários em 2013 – O Exemplo de Roosevelt Menezes

Dr. Roosevelt (ao centro, em primeiro plano), acompanha doadores no Hospital Cirurgia.

Publicação do Portal Infonet - Blog Lúcio Antonio - 11/01/2013.

Centenários em 2013 – O Exemplo de Roosevelt Menezes
Por Lúcio Antônio Prado Dias.

A Academia Sergipana de Medicina cumprindo suas determinações estatutárias, vai celebrar, em 2013, o centenário de cinco médicos, todos patronos da entidade, pelos relevantes serviços prestados à medicina e à sociedade sergipanas. Não é de agora que a entidade promove essas efemérides, demonstrando assim fôlego invejável.

Queixava-se com razão o saudoso jornalista e historiador Luiz Antonio Barreto, do pouco caso que as autoridades de Sergipe demonstravam com os vultos sergipanos, simplesmente apagando-os da memória. De fato, se não fosse por suas arrojadas e memoráveis intervenções, muita gente importante teria ficado no esquecimento.

Felizmente esse não é o caso da Academia de Medicina que, desde a sua fundação em 1994, resgata fatos e homens da história médica de Sergipe, individualmente, como é o caso das celebrações dos centenários e sessões de homenagens póstumas, e da realização de sessões especiais para homenagens coletivas, como foi o caso das celebrações “Noite dos Cirurgiões” e “Noite dos Obstetras” e agora para 2013, inclusive, está programando a realização de uma sessão especial que homenageará os notáveis pediatras sergipanos.

A iniciativa da elaboração e publicação do Dicionário Biográfico de Médicos de Sergipe, de autoria de Antonio Samarone, Petrônio Andrade Gomes e Lucio Prado Dias, em 2010, também foi um acontecimento auspicioso, resgatando para a posteridade mais de 500 biografias de médicos sergipanos dos séculos XIX e XX, trabalho inédito no Brasil.

Cumprindo a sua saga, a Academia agora vai celebrar em 2013 os centenários dos médicos Roosevelt Menezes, Aloysio Andrade, Maria do Céu, Clovis Conceição e Costa Pinto. É oportuno, pois, conhecer um pouco da vida de cada um. As homenagens começarão em março, com a celebração do centenário do médico e político Roosevelt Dantas Cardoso de Menezes.

Nascido em 16 de março de 1913, na cidade de Laranjeiras e filho de João Cardoso de Menezes e Raquel Dantas de Menezes, Roosevelt se tornou médico pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1939. Após a formatura passou a exercer a profissão em Itaporanga d’Ajuda, onde conheceu a jovem Josefina Garcez, filha de José Sobral Garcez e Beatriz Sobral Garcez, esta última conhecida como Dona Pombinha. Dr. Roosevelt chamava a sua futura esposa de “Fininha”, também sobrinha do todo poderoso chefe político local Sílvio Sobral Garcez. Nessa época, o pai de Roosevelt morava na Fazenda Camuculé, em Itaporanga, local onde ele costumava passar rotineiramente as férias da faculdade.

O casamento se deu em 1940, tendo seu primeiro filho José Carlos Garcez de Menezes, nascido em 1941 em Itaporanga. A segunda filha, Maria Clara Garcez de Menezes nasceu em Aracaju, na Rua Santa Luzia, 200, entre Maruim e Estância, na casa de seus avós Zezé e Pombinha, sendo registrada em Itaporanga. Nessa casa da Rua Santa Luzia faleceu o meu avô Valentim Vasconcelos Prado, casado com Maria Sobral do Prado, conhecida como Maricas e irmã de Pombinha, que emprestara a casa para o tratamento de saúde do meu avô em Aracaju.

Em 1940, Roosevelt passou a atuar no Hospital de Cirurgia, onde criou o primeiro banco de sangue do Estado. Em 1941 ingressou na política e se elegeu prefeito de Itaporanga. Exerceu diversos cargos, destacando-se na presidência do SAMDU. Foi Prefeito de Aracaju de 1955 a 1959 e conduziu as festividades alusivas ao centenário de fundação da cidade (1955). Católico convicto e praticante comparecia à missa religiosamente todos os domingos. Seu lar tinha a proteção da “Santinha de Lisieux”, Santa Terezinha do Menino Jesus, santa de devoção de “tia” Josefina. Por isso foi um dos organizadores do Congresso Eucarístico ocorrido em Aracaju e que obteve repercussão nacional. Faleceu em 1995, com 82 anos. Pelo conjunto da obra, foi escolhido para ser Patrono da cadeira trinta e três da Academia Sergipana de Medicina.

Para Manoel Hermínio de Aguiar Oliveira, que ocupa a cadeira que tem como patrono o Dr. Roosevelt, o médico foi uma pessoa carismática, humilde e competente. “Ele dedicou sua vida ao sacerdócio de salvar vidas, artista da bela medicina, cientista fecundo, o pioneiro das transfusões de sangue no nosso Estado. Embora ele, como outros brilhantes médicos da época, não utilizasse o método científico como o concebemos atualmente, sua competência técnica, seu escrúpulo com os procedimentos ligados à coleta, estoque e ministração de sangue, seu zelo com a formação dos seus auxiliadores, são todos inerentes à boa ciência. Seu trabalho, humanístico por excelência, foi fundamental para a consolidação da moderna medicina no nosso Estado. Seu exemplo jamais ficará caduco, especialmente nos dias de hoje, onde as pressões mercadológicas de toda ordem tendem a aviltar o papel do médico na sociedade”.

Na sua posse na Academia de Medicina, Manoel Hermínio proferiu um belíssimo discurso enaltecendo a vida do nosso homenageado. Para ele, o exemplo do Dr. Roosevelt Dantas Cardoso de Menezes, o mais caridoso dos médicos sergipanos, nunca acabará. Sua lembrança será refrigério para todos os médicos que se compadecem do sofrimento alheio e vivem para aliviá-lo.

Foto e texto reproduzidos do site: infonet.com.br/lucioprado

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 20 de março de 2013.

Tintiliano Retrata a Arquitetura Antiga


Portal Infonet - Aracaju 158 Anos

Tintiliano retrata a arquitetura antiga

Saudosismo. Essa é uma das marcas das obras do artista sergipano Tintiliano. Com 32 anos ele já coleciona diversas obras, que se destacam por retratar a arquitetura antiga e o sentimento interiorano que ele carrega por ter nascido em Propriá, local onde desenvolveu seu dom nos seus primeiros anos de trabalho.

Tintiliano começou a se relacionar com a arte com idade entre 5 e 6 anos, ajudando a avó que produzia artesanato, e apesar de ter se mudado para Aracaju nessa mesma época, devido ao falecimento da avó, nunca deixou de lado a sua cidade natal.

“Mantive a relação com Propriá, e sempre voltava para lá. Acho que, na verdade, a minha escola foi esta cidade. Lá eu saia com meu cavalete e pintava na rua, as pessoas me conheciam e às vezes alguém ia lá e me dava um copo de leite”, relembra Tintiliano, acrescentando que os resquícios coloniais de Propriá sempre atraíram a sua atenção.

Ainda sobre as lembranças da infância e da pré-adolescência, o artista conta que nunca recebeu apoio da família e que já chegou a furtar tintas para poder pintar. “Para comprar material era difícil. Pintava no fundo de casa, montava meu próprio material, pegava caixote de uva para pintar, tinha que fazer mistura para a tinta render e negociava com as pessoas para conseguir trabalho. Meu começo foi muito difícil. As pessoas não me levavam a sério”, recorda.

A respeito da paixão por projetos arquitetônicos antigos, o artista é enfático e alega que o passado lhe atrai mais que o presente. “Se Deus me desse a oportunidade de ter 50 minutos para olhar qualquer período de tempo, não queria saber do futuro e escolheria voltar ao passado”, revela.

Amadurecimento

Sobre o seu amadurecimento enquanto artista, Tintiliano comenta que é autodidata e aprendeu errando. Ele alega que a sua entrada na universidade foi um ‘divisor de águas’ e defende que não é refém de nenhuma técnica, e ainda que o tipo de tinta e de pincel empregados são apenas ferramentas que utiliza para se comunicar com o público.

Tintiliano utilizava, até o ano de 2010, óleo para pintar. Porém, por conta de uma tuberculose, iniciada pelos danos causados pelo produto nocivo, foi proibido de trabalhar com isso e passou a usar muito a aquarela.

“Tem dois anos que uso muita tinta à base de água e me aprimorei mais na técnica. Utilizava o óleo porque era o produto que menos muda suas cores originais. Quanto à aquarela, esta foi um refúgio para a minha saúde. Hoje sou aquarelista por acidente e tive que me readaptar”, comenta Tintiliano.

Influências

Influenciado pelo impressionismo espanhol, o artista destaca ainda que estuda muito a arte de Joaquín Sorolla, e de artistas sergipanos, a exemplo de Florival Santos, Jordão de Oliveira, e do artista plástico radicado em Sergipe Eurico Luiz.

“Não sou uma cópia fiel do impressionismo, e nunca pensei em pisar no campo do abstrato, pois isto não me emociona. O espaço e o conjunto arquitetônico são o que me interessa”, destaca.

Trabalhos

Chamado para fazer diversos trabalhos e para levar sua arte para outros Estados, Tintiliano conta que já ministrou cursos e oficinas, desenvolveu obras para calendários, dentre eles um que retratou as mulheres que trabalhavam no mercado municipal de Aracaju. Ele conta que já pintou também alguns afrescos, ilustrou livros e que além de pinturas sobre tela, produz gravuras em azulejo.

Foto e texto do site: infonet.com.br

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 18 de março de 2013.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Cemitério dos Náufragos, em Aracaju/SE.


Cemitério dos Náufragos, em Aracaju/SE.

Tudo indica que Aracaju é a única cidade do Brasil que tem plantado em seu solo um cemitério de náufragos da II Guerra Mundial. Esse fato se justifica, levando em conta que a maioria dos afundamentos e as batalhas navais ocorreram sempre em longitudes bem distanciadas do continente, enquanto os afundamentos na costa de Sergipe, ocorreram a poucas milhas de Aracaju, onde chegavam a ser avistados as luzes projetadas pelo farol de atalaia.
Esse atentado nazifascista considerado um insulto a nossa soberania foi revidado com denodo e dessombro, pois tal ato de barbárie vitimou inocentes.
Em 20 de setembro de 1971 a então diretora do departamento de cultura e patrimônio histórico professora Núbia Marques, solicitou ao secretário de educação do governo Paulo Barreto Dr. Marcos Pinheiro o tombamento do cemitério. No entanto o levantamento da sua história mostrou que não mais existem no cemitério os corpos dos náufragos, pois segundo informações para um monumento no mosqueiro. Na ocasião não foi restaurado pela “SUDOPE” COM RECURSOS DO Ministério da Marinha e Governo do Estado e inaugurado solenemente com a presença do alto comando da marinha.
Foi elevado a “Monumento Histórico”, através do Decreto nº 2.571 de 20 de mais de 1973, por guardar os despojos e perpetuar a memória daquelas que vitimou tombaram inocentes, chamados pela paz.

Fonte:CARVALHO, Ana Conceição Sobral de, MELO, Maria José Mendonça, SILVA, Maria José Tenório. da. Memória de Aracaju: \j. Andrade. Ano 1987. 37p.

Foto e texto reproduzidos do site flickr.com/photos/sergipeeseuspatrimonios

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 19 de março de 2013.

Exposição Resgata o Papel de Aracaju na II Guerra Mundial





Exposição resgata o papel de Aracaju na II Guerra Mundial

Quem costuma frequentar as praias da Atalaia e do Mosqueiro, em Aracaju, e a Caueira, no município de Estância, dificilmente imagina que esses locais já serviram de velatório, durante a II Guerra Mundial. No final da década de 1930, a capital sergipana foi duramente castigada pelos ataques dos submarinos alemães. De acordo com a imprensa aracajuana da época, os torpedeamentos ocorreram em frente às praias sergipanas. Gritos e pedidos de socorro no meio do mar eram logo silenciados, dando lugar a dezenas de corpos perdidos.

Esses e outros relatos incríveis sobre os ataques sofridos pelas embarcações aracajuanas durante a II Grande Guerra são o foco da exposição ‘Aracaju, uma cidade sitiada', no Museu do Homem Sergipano, que teve início no último dia 12 de março e segue até o dia 11 de abril. Os diversos materiais exibidos na sede do museu são o resultado de uma pesquisa realizada pelo professor Antônio Pinto Cruz, iniciada quando era ainda estudante do curso de História da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Nela, o professor demonstra a participação da população aracajuana nos sofrimentos de uma guerra que se tornou muito próxima, marcando diretamente a vida de pessoas acostumadas a um cotidiano pacato e até melancólico.

Com textos e documentos da época, a pesquisa mostra que, embora náufragos e destroços dos torpedeamentos tivessem atingido outros locais do litoral sergipano, a cidade de Aracaju terminou sendo o lugar das manifestações e o ponto de chegada dos sobreviventes, com suas dores e histórias assustadoras. As mudanças que atingiram a capital sergipana e seus habitantes naquele período ficaram na memória e na história da cidade. A antiga Rua da Frente - atuais avenidas Rio Branco e Ivo do Prado -, concentravam todo o movimento das canoas, navios e até mesmo hidroaviões, que atraíam comerciantes, pescadores e a própria população que ia passear e esperar a chegada dos viajantes. Mas, em agosto daqueles anos de 1942 e 1943, as embarcações tão esperadas não chegavam na hora prevista, com os parentes e amigos tão aguardados. Tudo era substituído por cadáveres mutilados, objetos que vinham boiando dos oceanos - chamados pela população de ‘malafogados' ou de ‘salvados' - e náufragos que chegavam debilitados e seminus.

Cidade sitiada

A pesquisa exposta pelo professor Antônio mostra que Aracaju foi duramente castigada pela guerra submarina. Além das novas e chocantes cenas de horror, a população aracajuana passou a sofrer a privação de várias mercadorias, provocada pela suspensão da navegação a vapor. Para quem se acostumou com os tempos áureos da navegação a vapor na Rua da Frente, era muito estranha a sensação de ver o rio Sergipe sem os navios. Boatos e notícias inquietantes sobre naufrágios espalhavam-se rapidamente. Familiares chegavam de trem ou de avião e esperavam nas praias encontrar algum desaparecido, enquanto os corpos que o mar trazia transformavam a capital num grande velatório. Sem tempo para sepultar tantos mortos, os corpos eram enterrados em valetas abertas e, às vezes, em cemitérios improvisados. Cerimônias fúnebres se realizavam nas igrejas.

As regras do convívio social mudaram. A população familiarizou-se com a ameaça submarina: acampamentos militares, guaritas improvisadas, soldados por toda a parte integravam a paisagem urbana. A pedido do capitão dos Portos, Gentil Homem de Menezes, o Aero Clube de Sergipe prestou serviços na busca e localização de sobreviventes, através de pilotos como Walter Baptista e o médico Lourival Bonfim. O interventor da capital na época, Augusto Maynard Gomes, comandou pessoalmente algumas operações de segurança. Os torpedeamentos criaram um clima geral de desconfiança no seio da população. Acreditava-se que, além do inimigo externo, era necessário combater o inimigo interno - os integralistas, os comunistas, todos os simpatizantes da causa alemã, tidos como ‘quinta-colunas', que colaboravam com interesses anti-patrióticos. O Governo Federal estimulava a vigilância mútua, a denúncia, a perseguição aos "inimigos da pátria", e favorecia a espionagem e a censura implantada pelo Estado Novo.

Brasileiros e estrangeiros foram alvos da fúria e do ardor de estudantes que depredavam residências, invadiam estabelecimentos comerciais, acusavam suspeitos de espionagem e pichavam com um ‘V', voluntários a serviço do regime nazista. Esses jovens mobilizavam a população pela entrada do Brasil na guerra contra os países do Eixo. Foi aberto um inquérito policial para apurar a possível colaboração daqueles cidadãos com os submarinos alemães e muitas pessoas foram presas, antes que fossem declaradas inocentes por falta de provas. O comerciante italiano Nicola Mandarino foi a principal vítima do ódio popular. Acusado de praticar espionagem e de ter facilitado os torpedeamentos com informações, ele teve a residência e as suas lojas invadidas e depredadas pela fúria da multidão sem controle. As autoridades tiveram dificuldade em manter a ordem e coibir os excessos.

‘Malafogados'

‘Malafogado' era tudo aquilo que não tinha afogado completamente, que voltava à tona. Assim a população chamava aqueles objetos que resistiam, mas traziam a marca do mal, da grande tragédia. Depois dos torpedeamentos, o mar devolveu à terra corpos e pertences dos náufragos, destroços e parte da carga dos navios: tecidos, calçados, perfumes, papéis para diversas aplicações, louças, velas, charque, bebidas, chocolates, cigarros, uma infinidade de objetos. Embora a Capitania dos Portos proibisse que alguém se apoderasse desse material, muitos foram os sergipanos que conseguiram burlar a vigilância. Alguns produtos chegaram a ser comercializados no Mercado de Aracaju e eram reconhecidos com ironia. Quem usava um ‘malafogado' arriscava-se a ouvir o bordão: "Uré-uréu-uréu! Tchibum, tchibum, tchibum!" Ou então, o grito: "Só-assim-tu-tinha!", que fazia piada dos pobres usando tecidos caros, adquiridos no comércio clandestino ou simplesmente apanhados na praia.

Pertences dos náufragos também circulavam entre a população. Há notícias de corpos que tiveram os dedos mutilados por quem quis retirar deles os anéis e de pessoas que teriam conseguido ganhar algum patrimônio depois dos torpedeamentos. A Capitania dos Portos proibia a apropriação de qualquer objeto vindo das embarcações, assumia o controle de todo o movimento dos portos e vetava terminantemente o corte de lenha nos mangues, a queima de roças no litoral, a instalação de sinais luminosos e até o acendimento de luzes sem o seu consentimento. Entre os materiais expostos no Museu do Homem Sergipano, é possível identificar documentos de processos da época com pessoas que chegaram a ser presas pela apropriação dos ‘malafogados'.

*NAS FOTOS:
*Malafogados' eram alvo de disputa nos mercados.
*Insignias dos combatentes
*Postais de ex-combatentes enviados a amigos e familiares.

- Fotos: Pedro Leite.

- Texto e fotos reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 19 de março de 2013.

Estudante Quer Garantir Preservação de Patrimônio Estadual


Estudante quer garantir preservação de patrimônio estadual

A gota d’água para o Brasil entrar na II Guerra Mundial caiu no litoral sergipano, a exatamente 20 milhas de Aracaju. Há 68 anos, três navios da Marinha Mercante brasileira foram bombardeados na costa do Estado de Sergipe, causando a morte de quase 600 pessoas – entre elas mulheres e crianças, passageiros dos navios Baependi, Aníbal Benévolo e Araraquara. Grande parte dos corpos veio dar na praia, conhecida hoje como Praia dos Náufragos. A maioria foi enterrada ali mesmo num cemitério criado para receber as vítimas desses naufrágios. O local foi tombado em 1973 pelo patrimônio estadual, mas se encontra abandonado. O estudante de História Luís Fernando Reis Menezes quer resgatar esse fato histórico e tornar o Cemitério dos Náufragos Patrimônio Nacional para garantir a sua preservação.

“Meu pai, o jornalista Carlos Lúcio Menezes, e a minha mãe, Maria Celina Reis Menezes, viveram boa parte desta história. Meu pai alistou-se como voluntário da Força Aérea Brasileira logo após o torpedeamento e esteve no local para ajudar na remoção dos corpos. Minha mãe confeccionava roupas para enviar aos campos de batalha. Quando criança, visitei o Cemitério dos Náufragos com meus pais, que me contaram a sua história”, disse o estudante. Para ele, preservar esse monumento é contribuir para o resgate da história e exaltar o sentimento de patriotismo.

Ele contou que recentemente, ao passar pelo Cemitério dos Náufragos, ficou desolado com a
quantidade de lixo e mato que havia no local. Na semana passada, o cenário era menos desolador. Moradores da região que tem familiares sepultados naquele cemitério queimaram o matagal e retiraram parte do lixo para reverenciar os mortos no Dia de Finados.

Interditado

Até três anos atrás, o Cemitério dos Náufragos ainda recebia sepultamentos. Mas em 2007 uma sentença judicial iniciada em 2006 interditou o local. A ação movida pela Promotoria do Meio Ambiente do Ministério Público Estadual pedia a interdição do espaço para evitar poluição do lençol freático. Todo o cemitério foi cercado com arame farpado para impedir o acesso de visitantes. A comunidade do Robalo protestou. “Não podemos mais vir aqui limpar o cemitério como a gente sempre fez, só no Dia de Finados. E assim mesmo porque tiramos parte da cerca, pois queremos trazer flores para nossos mortos”, disse dona Izaulina Maria Marques da Vitória, 77.

O Cemitério dos Náufragos está a 20 quilômetros do centro de Aracaju. À frente dele está a Rodovia José Sarney, que entre 1985 e 1987, enquanto era construída, levou mais da metade do cemitério, segundo os moradores. “Passaram por cima de tudo. Reviraram as covas e depois colocaram tudo no cemitério do Mosqueiro”, relembra o irmão dela, José Vitório da Silva, 73.

Mais de 100 anos

Cruzes quebradas jogadas ao chão, covas e sepulturas abertas, mato e lixo tomam conta da pequena área surgida entre os dias 15 e 20 de agosto, quando os corpos foram sepultados naquele local (ver boxe). Os moradores garantem, porém, que ele já existia, sob outro nome (Cemitério dos Campinhos), para enterrar as pessoas que moravam naquele povoado. “Já tinha há mais de 100 anos. Meus pais sempre moraram aqui e contavam que seus avós foram enterrados no Campinhos”, relatou dona Izaulina.

Para ela, para o irmão e os vizinhos, Adelaido Marques, 65 e Claudionor Andrade, 62, todos pescadores nascidos e criados no Robalo, preservar é bom, transformá-lo em patrimônio nacional, melhor ainda, mas desde que a prefeitura construa um novo cemitério para atender a comunidade.

De acordo com o Dicionário dos Médicos de Sergipe, o Cemitério dos Náufragos foi fundado pelo médico baiano Carlos Moraes de Menezes, que trabalhou em várias cidades de Sergipe, tendo inclusive participado do acontecimento. O historiador e pesquisador Luís Antônio Barreto ressaltou o valor histórico do local e disse que parte dos corpos foi sepultado naquele lugar tombado elevado à monumento histórico estadual pelo decreto n°2.571, de 20 de maio de 1973. Segundo Luís Antonio, o bombardeio dos três navios em Sergipe foi o estopim para o Brasil sair da neutralidade e declarar guerra à Alemanha, à Itália e ao Japão.

Ataque dos submarinos alemães

A II Guerra Mundial começou em 1º de setembro de 1939, quando a Alemanha invadiu a Polônia, e terminou em 2 de setembro de 1945. O Brasil entrou na guerra em agosto de 1942 depois de sofrer uma série de ataques de submarinos alemães a 20 navios da Marinha Mercante Brasileira, entre eles os três que vieram a pique na costa sergipana (dois deles em apenas uma noite em um espaço de 10 horas).

No intervalo de apenas dois dias, 15 e 17 de agosto de 1942, foram torpedeados pelo submarino nazista U-507 o Bapendi, com 74 tripulantes e 235 passageiros; o Araraquara, que levava a bordo 73 tripulantes e 69 passageiros além de carga geral; e o Aníbal Benévolo, com 64 tripulantes e 83 passageiros, praticamente todos dormindo na ocasião do torpedeamento. Quase 600 pessoas morreram (os números divergem um pouco segundo os registros históricos consultados, mas em todas as publicações, o número de mortos ultrapassou 550). Cinco dias depois, em 22 de agosto de 1942, Getúlio Vargas declarou guerra ao Eixo.

O aposentado Rosalvo Fontes, 90, era funcionário público na época e ficou encarregado de transportar os corpos. “Levamos para os Cemitérios dos Cambuís e Santa Isabel, em Aracaju, mas depois não deu tempo, pois o mal cheiro era grande. Então enterramos ali mesmo onde hoje é o Cemitério dos Náufragos”, falou.

Fonte: Jornal da Cidade.
Texto reproduzido do site: clicksergipe.com.br
Foto reproduzida do blog: conhecendocesad.blogspot.com.br

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 19 de março de 2013.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Engenho Pedras no Município de Maruim


Engenho Pedras no Município de Maruim/SE.
O Poderio econômico do Engenho das Pedras, a partir das suas construções

O Engenho Pedras é o cenário ideal para uma análise do processo evolutivo da cultura canavieira em Sergipe.

Segundo, Orlando Vieira Dantas em “Vidas Patriarcal de Sergipe” as cidades do Vale do Cotinguiba, entre elas Maruim, possuía 317 (trezentos e dezessete) engenhos, dentre eles, o Engenho Pedras que além da plantação da cana-de-açúcar, apresenta também a cultura da mandioca e do algodão. É um engenho de grande produção e trabalha com novas técnicas agrícolas.

Segundo a arquiteta Kátia Afonso, esse edifício vem se mostrando como uma arte de expressão maior. Não existiu um estilo unificado da arquitetura. Essa arquitetura mostra o poderio econômico que ela teve, sem falar do social, onde cada obra mostra o status de cada família, mostra quem é o soberano, fazendo com que criasse um imaginário ao redor das pessoas que ali morava. Cada engenho tinha sua popularidade, sofria influência portuguesa e francesa, sendo assim eles estariam em um intercâmbio com as novas tendências europeias.

Este prédio é a expressão máxima do cotinguiba. Essa construção foi uma cópia do Palácio do Governo construído no final do século XIX por Paulo Vieira de Melo Castro, uma construção que tinha uma mistura de estilo, tendo como base o neoclássico.

Fonte: CHIANCA, Jarbas Alves. Engenho Pedras: o poderio econômico do engenho das pedras, a partir das suas construções.

Foto e texto reproduzidos do blogbocanotrombone.blogspot

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 14 de março de 2013.

+ Engenho das Pedras, no Blog SERGIPE EM FOTOS.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Sergipe Perde o Ex-governador Lourival Baptista (1915 - 2013)


Memórias de Sergipe *
Por Osmário Santos

Sergipe perde o ex-governador Lourival Baptista

Lourival Baptista nasceu a 03 de outubro de 1915, em Entre Rios, Bahia. Seus pais: Francisco da Costa Baptista e Angelina Gomes Baptista.

Aprendeu, com seus pais, exemplos de dedicação ao trabalho e amor ao próximo, sempre fazendo todo o possível para ajudar seu semelhante.

Com vocação para Medicina, concluiu o curso superior na Faculdade de Medicina da Bahia no ano de 1942.

Um tempo de grandes recordações, principalmente, dos estágios que fez no Serviço Médico do Exército. Seu desempenho chamou atenção dos seus superiores pela maneira como tratava seus pacientes. Assim, tornou-se 1º Tenente Médico R-2. Com o passar do tempo, fez o curso da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, concluindo-o em 1974.

De uma vida pública repleta de conquistas, foi interno da Faculdade de Medicina da Bahia (1941-1942) e membro do Diretório Acadêmico da Faculdade de Medicina da Bahia (1942).

Por uma vida pública de destaque, tornou-se cidadão honorário de cinqüenta municípios sergipanos e cidadão benemérito de cerca de duzentas instituições.
Foi deputado estadual por Sergipe no período de 1947 a 1951 e prefeito da cidade de São Cristóvão de 1951 a 1954.

Como delegado de Sergipe, participou dos seguintes Congressos Nacionais de Municípios: São Vicente, São Paulo (1952); São Lourenço, Minas Gerais (1954); Rio de Janeiro (1956); Recife (1959) e em Curitiba (1963).

Uma outra atuação de destaque de Lourival Baptista aconteceu como conselheiro da Associação Brasileira de Municípios nos períodos de 1955 a 1965 e de 1968 a 1970. Na Associação Brasileira de Municípios, uma passagem como primeiro secretário de 1956 a 1959. Foi vice-presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira dos Municípios de 1959 a 1963.

Subsecretário do Diretório Nacional da UDN no ano de 1963. Como conselheiro da Campanha Nacional de Educandários Gratuitos, atuou de 1963 a 1967, de 1970 a 1971 e de 1977 a 1978.

Um outro registro de trabalho, dentro da Medicina, aconteceu quando foi médico da saúde pública do Estado de Sergipe, atuando no Serviço de Assistência Médica Domiciliar de Urgência de Aracaju. Também prestou serviço médico no Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários de São Cristóvão, do Serviço de Caça e Pesca de Aracaju e da cidade de São Cristóvão.

Em Brasília, como deputado federal por Sergipe, uma presença de 1959 a 1963 e de 1963 a 1967. Na Câmara dos Deputados, foi membro das Comissões de Orçamento, de Saúde, de Finanças, de Serviço Público e de Relações Exteriores.

Mas, para os sergipanos, Lourival registrou, com todas as placas, seu nome para a história como governador de Sergipe de 1967 a 1970.

Eleito senador por Sergipe no ano de 1970, foi conselheiro do Instituto de Previdência dos Congressistas em 1972. Foi membro das Comissões de Finanças, de Saúde e de Relações Exteriores do Senado Federal de 1971 a 1974. Foi também membro efetivo da Comissão Mista de Orçamento do Senado Federal de 1972 a 1974 e de 1977 a 1982 e terceiro-secretário da Mesa Diretora do Senado Federal de 1975 a 1976.
Atuou como presidente da Comissão de Transporte, Comunicações e Obras Públicas de 1977 a 1978. Foi membro das Comissões de Legislação Social e de Saúde de 1977 a 1978 e do Diretório Nacional da ARENA de 1965 a 1967 e de 1972 a 1979. Além disso, ocupou o cargo de primeiro tesoureiro da Comissão Executiva Nacional do Diretório Nacional da ARENA no ano de 1979.

Enquanto membro do Diretório Nacional do PDS, Lourival exerceu diversos cargos e atributos, dentre eles o de Primeiro tesoureiro da Comissão Executiva do Diretório Nacional do PDS no ano de 1979; e de Terceiro-secretário da Mesa Diretora do Senado Federal de 1979 a 1980.

Em missões no exterior, Lourival foi delegado do Brasil nos seguintes Congressos: Interamericano de Municípios em San Juan, Porto Rico (1954); Congresso Histórico Municipal Interamericano de Madrid, Espanha (1957); Hispano-Luso-Americano-Filipino de Municípios em Lisboa, Portugal (1959); Interamericano de Municípios, em San Diego, Estados Unidos da América (1960); Congresso Mundial de Governos Municipais em Washington, Estados Unidos da América (1961); 53ª Conferência Interparlamentar em Compenhagne, Dinamarca (1965).

Integrou a Delegação de Deputados Federais que, a convite do governo americano, visitou as obras dos vales do Tennessee, Colúmbia e Colorado nos Estados Unidos da América (1960).

Foi observador parlamentar da Delegação do Brasil na 20ª Sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas do Brasil da 59ª Conferência Interparlamentar, Paris, França (1971).

Foi Delegado do Brasil na XXIII Assembléia Geral da Organização Internacional dos Organismos de Turismo, Caracas, Venezuela (1973) e na 114ª Reunião do Conselho Interparlamentar em Bucarest, Romênia (1974).

Foi presidente da Delegação Brasileira na 2ª Conferência Interparlamentar sobre a Cooperação e Segurança Européias, Belgrado, Iugoslávia (1975); observador, integrando a Delegação do Brasil na XXX Sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas, Nova Iorque (1975); Delegado do Grupo Brasileiro na VII Assembléia Ordinária do Parlamento Latino-Americano, realizado em Curaçao (1977); e representante do Senado na solenidade de inauguração do novo prédio da Agência do Banco do Brasil em Buenos Aires, Argentina (1977).

Lourival também foi observador parlamentar, integrando à Delegação do Brasil na XXXIII Sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas, Nova Iorque (1979); representante do Senado no convênio com a Universidade de Albany e na 57ª Conferência Interparlamentar, realizada em Berlim (1980); Delegado na 59ª Conferência Interparlamentar, realizada em Roma, de 15 a 22 de setembro de 1982; membro da Delegação do Senado que, a convite da Câmara dos Conselheiros, visitou o Japão em janeiro de 1983; Delegado do Brasil na Reunião de Integração Política do Parlamento Latino-Americano em Quito, Equador (1983) e integrante da comitiva presidencial em visita ao Marrocos e à Espanha (1984). Ainda foi Delegado do Brasil na 39ª Sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas e na 73ª Conferência Interparlamentar, visitando o parlamento alemão (1985).

Para encerrar, Lourival foi membro da Delegação do Brasil na 13ª Reunião dos Membros da Organização Mundial de Turismo na Espanha em 1987.

* Matéria publicada no livro “Memórias de Sergipe”.

Foto e texto reproduzidos do site: jornaldacidade.net/osmario-leitura

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 11 de março de 2013.

Família Garcez: Isaura Vieira Prado (.... - 2013)



Mensagem de Natal de Tia Isaurinha, em reunião de família em DEZ/2012.
Na foto Isaura e Gonçalo Prado (viúvo).

Faleceu na madrugada de hoje, Isaura Vieira Prado. (13 de março de 2013)
Tia Isaurinha (última dos 12 irmãos de meu pai, Armando Garcez Vieira), era casada com Tio Gonçalo (das Pedras).
O velório está sendo realizado na “Colina da Saudade” e o enterro será às 17h.

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 13 de março de 2013.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Tobias Barreto, O Maior de Todos os Sergipanos


Tobias Barreto, o maior de todos os sergipanos
Por Cultur'Art.

Cidade, teatro, praças, colégios, muitos são os locais que levam o nome deste saudoso talento sergipano que será lembrado no mês de junho, quando se comemora 171 anos do seu nascimento.

Tobias Barreto de Meneses, nasceu no dia 7 de junho de 1839 na vila sergipana de Campos, dos sertões de Rio Real, antigo nome da cidade que hoje leva o nome do poeta – Tobias Barreto. Filho de Pedro Barreto de Meneses, escrivão de órfãos e ausentas da localidade, tornou-se o patrono da Cadeira nº 38 da Academia Brasileira de Letras.

Três fases marcaram a vida de Tobias Barreto durante seus 50 anos de vida. Tido como poeta de guerra, escreveu poesias de guerra, passando a ser um incentivador dos voluntários da pátria, além de guia do povo, durante a Guerra do Paraguai. Depois, passou a direcionar-se para a crítica religiosa, política e social e divulgar as descobertas científicas. O terceiro momento do poeta se dá quando ele deixa de ser um livre pensador, filósofo e crítico para ser professor da Faculdade de Direito de

Recife. Em 1861, aos 22 anos de idade, seguiu para a Bahia com a intenção de freqüentar um seminário, mas desistiu de imediato. Posteriormente, Tobias Barreto seguiu para Pernambuco. Pretendia estudar Direito em Recife, aonde chegou aos 23 anos de idade. Durante a viagem para Recife, passou por Alagoas, onde participou de tertúlias e recitou um poema de improviso sobre Camões. A partir daí se integrou à vida pernambucana. Antes de ingressar na Faculdade de Direito, Tobias Barreto deu aulas particulares e fez concurso para o Colégio das Artes, um secundário à Faculdade de Direito.

Tobias Barreto desde os primeiros momentos demonstrou que seria um grande poeta e foi tendo a seu favor à época que lhe deu a temática: o Brasil estava em guerra com o Paraguai, em 1865, fase que lhe deu o título de poeta de guerra. Exercia uma notável liderança. Primeiro com a poesia da guerra, depois com a crítica religiosa e filósofa e, através dos seus jornais e artigos que escrevia em Escada para onde foi depois de formado para advogar.

Foi em Escada que ele lançou o jornal alemão o Deustcher Kaempfer, e publicou uma revista de estudos alemães, fundou um clube popular e fez um discurso inauguratório intitulado “Um Discurso em Manga de Camisa”, que foi uma visão sociológica da realidade. Essa incorporação ao pensamento alemão se dá no campo do Direito, da crítica literária, da filosofia, da crítica artística e na crítica social. Ele foi buscar conhecimento nas fontes alemãs e acabou fazendo um atalho que beneficiou a cultura brasileira da época.

Em 1882 fez o concurso para professor de Direito. Essa é a última grande etapa da vida de Tobias porque ele deixou de ser um livre pensador, um filósofo e um crítico para ser professor. Ainda antes de concluir o curso de Direito casou-se com a filha de um coronel do interior, proprietário de engenhos no município de Escada. Eleito para a Assembléia Provincial não conseguiu progredir na política local.

Quando Tobias Barreto morreu, a abolição da escravatura havia acontecido pouco tempo antes e a Proclamação da República ainda ia se realizar. A sua obra é de significativo valor, levando em conta que o professor sergipano não chegou a conhecer a capital do Império.A história do intelectual, bem como o seu acervo, livros, publicações em jornais, fotos e quadros referentes ao ilustre sergipano podem ser encontrados no memorial que leva seu nome na, localizado na cidade de Tobias Barreto.

Foto e texto reproduzidos do blog: artecult.wordpress.com
De: Nailton Andrade.

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 11 de março de 2013.

Trânsito no início do século XX


Trânsito no início do século XX
 Por Andreza Maynard

Foi-se o tempo em que os sergipanos podiam se gabar de não enfrentar engarrafamentos. Ainda não estamos passando pela situação caótica dos paulistas, mas Aracaju definitivamente não é mais a mesma. O elevado número de veículos e os “descuidos” de alguns motoristas têm complicado o trânsito na capital. Em função das facilidades para adquirir um veículo mais pessoas têm procurado as revendedoras de automóveis, bem como as auto-escolas e o Detran em Sergipe para conseguir a carteira nacional de habilitação. Assim, o que se nota é que aumentou o número de veículos, motoristas e a agitação no trânsito. Tudo isso acaba tumultuando o fluxo, principalmente quando as pessoas seguem para o trabalho, escola, no horário do almoço ou no retorno para casa. E ainda há os que se julgam mais esperto que e simplesmente não cumprem as determinações do código de trânsito.

O resultado é confusão, e no pior dos casos os acidentes com vítimas. Regras claras e simples são desobedecidas diariamente por pessoas que enxergam vantagem em andar acima do limite de velocidade, ou não usar sinalização. As desobediências às normas do trânsito são passíveis de multa, mas nem sempre o Detran dispõe de agentes suficientes para lembrar aos cidadãos que é errado invadir a contramão de uma via. E apesar desse comportamento, a normatização do trânsito não é assunto recente. O primeiro código de transito brasileiro é de 1941, mas antes disso os municípios já arbitravam sobre o assunto. O surgimento dos automóveis nas cidades acarretou a necessidade de instituir normas. Desde 1912 os códigos de posturas dos municípios sergipanos tratavam da circulação de veículos e pedestres no Estado. Nas décadas de 1910 e 1920 nem todos poderiam guiar automóveis. Inicialmente o candidato a motorista deveria ter no mínimo 18 anos. Além disso, era preciso registrar o veículo junto ao município e adquirir uma placa, isso já implicava no pagamento de um imposto. Era proibido aos condutores subir nas calçadas, deixar o veículo em qualquer lugar, e parar em pontes e bueiros. Até o início dos anos 20, não existiam revendedoras de automóveis em Sergipe, por isso os veículos, principalmente os novos, eram comprados fora do Estado. Aqui se negociava os usados. Nesse tipo de comércio a boa e velha propaganda boca-a-boca e os anúncios em jornais sempre ajudavam.

Os automóveis disputavam espaço com os veículos a tração animal que circulavam pela capital sergipana e, principalmente, nas cidades do interior. Os pedestres precisavam competir com carroças, bicicletas e bondes. Mas o veículo mais perigoso parecia ser mesmo o automóvel. Daí porque a necessidade de regulamentar o comportamento dos condutores. Qualquer agente da municipalidade ou mesmo da polícia estava autorizado a abordar motoristas que se portassem de maneira irregular nas ruas.

A desobediência às normas, com a consequente perturbação da ordem pública ou o ocasionamento de acidentes deveriam ser punidos com multas ou prisões. Mas não era apenas na capital que os automóveis precisavam de freios. As cidades do interior também formularam roteiros para os condutores de veículos automotores. Um regulamento de 1927 determina que nas cidades os automóveis não poderiam desenvolver velocidade superior a 10 km/h, e que em cruzamentos, curvas, becos e travessas, a velocidade deveria ser reduzida ao mínimo. A velocidade mínima deveria ser mantida quando houvesse aglomeração nas ruas. Imaginar um automóvel reduzir sua velocidade de 10 km/h para o mínimo pode parecer impossível, mas vale lembrar que o desempenho dos carros das décadas de 10 e 20, não se compara ao dos automóveis de hoje. Além disso, as pessoas precisavam se acostumar à novidade dos veículos que se moviam com um motor, ao invés da força animal.

Todos os automóveis deveriam ser providos de buzinas, freios e faróis. A buzina servia para avisar aos transeuntes a sua aproximação, mas ela também deveria ser utilizada nas curvas, cruzamentos de ruas e passagens nos becos e travessas. Já os faróis obrigatoriamente deveriam ser acessos à noite. Assim, não bastava ter a posse do veículo para sair com ele às ruas. Era preciso saber guiá-lo e conhecer as normas para as situações em que elas fossem aplicadas. Hoje, é claro, as normas são mais complexas, já que as necessidades são outras. Mas o desejo de evitar acidentes utilizando a direção de modo responsável deve permanecer. Ninguém precisa andar a 10 km/h, mas acender os faróis à noite continua sendo obrigatório, já que este é um item de segurança, não um acessório. Em qualquer tempo o bom senso e cortesia no trânsito não fazem mal a ninguém.
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Texto de Andreza Maynard (Mestre em História do Brasil pela Universidade de Pernambuco, Coordenadora da Especialização em Ensino de História da Faculdade São Luís de França, Membro do GET/UFS.
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*Foto e texto reproduzidos do blog: fontesdahistoriadesergipe.blogspot
*De: ADAILTON DOS SANTOS ANDRADE.

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 20 de dezembro de 2012.

domingo, 10 de março de 2013

Mapa de Sergipe


Cantor José Augusto Sergipano


José Augusto Sergipano

José Augusto Costa, mas conhecido como José Augusto Sergipano. Nasceu na cidade de Aquidabã -SE, em 03-10-1936, foi morar em Aracaju onde terminou o segundo grau ao tempo que trabalhava na primeira linha de transporte coletivo de Aracaju. Seu talento musical era notório, chegando a gravar seu primeiro LP, ainda na década de 50 vindo alcançar total sucesso nas rádios Paulistas, ficando conhecido em todo Pais, com uma agenda de shows lotadíssima, se apresentava em cinemas como era costume na época e em espaços públicos.
Gravou mais de 200 musicas em 22 LPs
Faleceu em Feira de Santana em 05-12-1981.

Foto e texto reproduzidos do site: doutormusical.com.br

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 4 de março de 2013.

Município de Maruim


Parabéns Maruim...

Nossa querida Maruim, que um dia foi considerada o Empório de Sergipe, está decadente, porém sua história ainda que esquecida, é rica e apresenta um vasto conteúdo cultural.

Maruim foi berço de vários grupos empresariais que marcaram o mundo dos negócios em Sergipe, por exemplo, Casa Inglesa, Schramm e Cia, A.Fonseca, A Casa Cruz, Maynart e Irmãos e Soares & Prado. A força econômica de Maruim chamou a atenção de vários países, que instalaram seus consulados em 1850, os quais destacamos:

Alemanha, Suécia, Portugal, Inglaterra, Áustria, Noruega, antigo Reino de Nápolis etc.
Maruim contava com cerca de 15 engenhos, porém os portugueses que dominavam a cultura da cana-de-açúcar, detiam a maior parte das terras maruinenses.

A família do alemão Otto Schramm foi a desbravadora no processo de utilização do algodão, quando em 1869 montou o maior descaroçador da Província em Maruim.
Há relatos que a primeira casa bancária de Sergipe nasceu em Maruim, quando foi criado o setor de crédito, por Otto Schramm, para impulsionr a economia local.

Nos dias atuais ainda percebemos influências dos alemães tanto nos aspectos econômicos, políticos, sociais e culturais, por exemplo, a origem do nome do bairro Lachez, em homenagem ao francês Henrique José Lachez, importante comerciante de Maruim, em 1822.

Maruim começou seu processo de decadência a partir de 1900, com o fim da escravatura. A maioria das firmas abriram falência, e os estrangeiros foram embora.
Portanto, nota-se que Maruim impulsionou a economia sergipana, e hoje depende, praticamente, da capital Aracaju. Oxalá, que os governantes promovam políticas públicas voltadas para o progresso econômico da nossa cidade, que tem potencial, apenas está adormecido.

Texto: Keizer Santos
Imagem: Google Maps
Com informações da Revista Cinform Municípios(2002)

Foto e texto reproduzidos do site: maruim.net

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em  4 de março de 2013.

Arthur Bispo do Rosário – gênio ou louco?


Arthur Bispo do Rosário – gênio ou louco?
Postado por Flávia Rezende no site Psicomunidade

Arthur Bispo do Rosário (Sergipe, 1909 ou 1911 – Rio de Janeiro, RJ, 1989), foi um artista plástico brasileiro.

Considerado louco por alguns e gênio por outros, a sua figura insere-se no debate sobre o pensamento eugênico, o preconceito e os limites entre a insanidade e a arte, no Brasil. A sua história liga-se também à da Colônia Juliano Moreira, instituição criada no Rio de Janeiro, na primeira metade do século XX, destinada a abrigar aqueles classificados como anormais ou indesejáveis (negros, pobres, alcoólatras e desviantes das mais diversas espécies).

Biografia

Natural de Japaratuba-Sergipe, Arthur Bispo é descendente de escravos africanos, foi marinheiro na juventude, vindo a tornar-se empregado de uma tradicional família carioca.

Na noite 22 de Dezembro de 1938, despertou com alucinações que o conduziram ao patrão, o advogado Humberto Magalhães Leoni, a quem disse que iria se apresentar à Igreja da Candelária. Depois de peregrinar pela rua Primeiro de Março e por várias igrejas do então Distrito Federal, terminou subindo ao Mosteiro de São Bento, onde anunciou a um grupo de monges que era um enviado de Deus, encarregado de julgar aos vivos e aos mortos. Dois dias depois foi detido e fichado pela polícia como negro, sem documentos e indigente, e conduzido ao Hospício Pedro II (o hospício da Praia Vermelha), primeira instituição oficial desse tipo no país, inaugurada em 1852, onde anos antes havia sido internado o escritor Lima Barreto (1881-1922).
Um mês após a sua internação, foi transferido para a Colônia Juliano Moreira, localizada no subúrbio de Jacarepaguá, sob o diagnóstico de “esquizofrênico-paranoico”. Aqui recebeu o número de paciente 01662, e permaneceu por mais de 50 anos.

Em determinado momento, Bispo do Rosário passou a produzir objetos com diversos tipos de materiais oriundos do lixo e da sucata que, após a sua descoberta, seriam classificados como arte vanguardista e comparados à obra de Marcel Duchamp. Entre os temas, destacam-se navios (tema recorrente devido à sua relação com a Marinha na juventude), estandartes, faixas de misses e objetos domésticos. A sua obra mais conhecida é o Manto da Apresentação, que Bispo deveria vestir no dia do Juízo Final. Com eles, Bispo pretendia marcar a passagem de Deus na Terra.

Os objetos recolhidos dos restos da sociedade de consumo foram reutilizados como forma de registrar o cotidiano dos indivíduos, preparados com preocupações estéticas, onde se percebem características dos conceitos das vanguardas artísticas e das produções elaboradas a partir de 1960.

Utilizava a palavra como elemento pulsante. Ao recorrer a essa linguagem manipula signos e brinca com a construção de discursos, fragmenta a comunicação em códigos privados.

Inserido em um contexto excludente, Bispo driblava as instituições todo tempo. A instituição manicomial se recusando a receber tratamentos médicos e dela retirando subsídios para elaborar sua obra, e Museus, quando sendo marginalizado e excluído é consagrado como referência da Arte Contemporânea brasileira.

Fonte: wikipedia.com

Foto e texto reproduzidos do site: psicologaonline.com.br

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em  4 de março de 2013.