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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Armando Maynard, 65 Anos


"Respeitando o seu jeito retraído de ser Armando Maynard, ousei homenageá-lo aqui, no grupo que administra, afinal fazer 65 anos com lucidez e disposição é uma vitória, e com certeza o dia a dia nos leva ao fortalecimento do que pensamos e queremos, com liberdade nunca vivida. Parabéns pelo seu dia, felicidades!" (Lygia Prudente).

Postagem originária da página do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 19 de maio de 2015.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Aracaju... Sempre Aracaju

Foto de André Moreira.

Aracaju... Sempre Aracaju.
Por Lygia Prudente.

Hoje é seu dia Aracaju. A sua jovialidade está estampada na relação de amor com o seu povo, indiferente aos 160 anos que hoje comemora. Fui testemunha do seu desenvolvimento, evidente há alguns poucos anos, e por isso posso dizer que cresci com você. E muitas lembranças vêm à tona, com a alegria contagiante da juventude, trazendo na memória os recantos aprazíveis e marcantes da nossa cidade, que favoreceram as paqueras e os namoros da nossa geração.

A retreta na Praça Fausto Cardoso, que por conta das normas ainda provincianas, encerrava-se as 21 horas; a missa das 19 horas na Catedral Metropolitana, no Parque Teófilo Dantas; as matinês do Cinema Palace; o rolete de cana vendido na esquina da Praça Fausto Cardoso com a rua de Pacatuba; a feirinha de Natal, com o Carrossel do Seu Tobias. 

As lembranças são muitas e, apesar de buscarmos no passado as sensações de outrora, vivemos a sua maturidade com igual orgulho, valorizando de igual forma o que se nos apresenta de novo. O retrato do progresso através dos shoppings, Riomar e Jardins, a Passarela do Caranguejo, o Mercado com seu colorido contagiante, os pontos de encontro e alegria nos bares que margeiam a orla; a praia de Atalaia, que lindamente emoldura o litoral.

Enfim, Aracaju, os filhos que se foram, na sua inquietude, em busca de outros horizontes, com certeza sentem saudades do seu jeito meio caipira de ser, acolhedor como qualquer casa de mãe, e voltam para matar a saudade, esporadicamente. Sinta-se hoje, no seu dia, querida, amada, abraçada.

Amamos você Aracaju!

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, de 17 de março de 2015.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Primeiro Encontro Sergipano de Escritores

Foto: Lygia Prudente

"O ineditismo do I ENCONTRO SERGIPANO DE ESCRITORES, rompe o distanciamento da Academia Sergipana de Letras que, até então, mantinha-se numa redoma, inatingível aos olhos e anseios daqueles que, amadoristicamente, exercitam a escrita. Surpreendentemente, o auditório do Museu da Gente Sergipana, esteve lotado, numa demonstração, clara e inequívoca, do interesse das pessoas. Ficamos a imaginar quantas daquelas ali presentes não teriam contribuição a dar à Cultura e mais especificamente, às Letras no nosso Estado, com “idéias engavetadas” como bem foi dito numa das falas. A partir do ENCONTRO, começamos a engatinhar em direção à popularização dos espaços literários, e, assim, avocar das pessoas comuns, os talentos, tão comodamente guardados, enriquecendo assim, culturalmente, o nosso Sergipe. Sabemos da tradição que permeia o cotidiano das Academias de Letras, e as admiramos pelo ritual preservado ao longo dos anos, mas, na luta por uma educação mais dignificante, o caminho deve ser o de sair em busca de novas possibilidades, o que acontecerá, com certeza, com a promoção de eventos como que ora vivenciamos. Naturalmente, parcerias com educadores devem ser estabelecidas, considerando que as escolas são celeiros das fantasias juvenis, fonte inesgotável de romantismo, dramaticidade e aventuras, alicerce indiscutível da literatura. Parabéns à Academia Sergipana de Letras pela iniciativa, mais de perto ao Acadêmico Domingos Pascoal e o Prof. Gustavo Aragão pela organização. Com orgulho digo: Minha Terra é Sergipe!"  (Lygia Prudente).

Postagem original na página do Facebook/Minha Terra é SERGIPE, em 7 de Dezembro de 2012.

terça-feira, 26 de junho de 2012

A Cada São João Vivido na Nossa Rua, Eu sinto Mais Saudade...


A cada São João vivido na nossa rua, eu sinto mais saudade do que já foi: o arraial no meio da rua, o trânsito fechado para que as crianças pudessem brincar à vontade, as inúmeras fogueiras acesas, as quadrilhas dançadas pelas crianças e pelos adultos, por volta de meia noite, as comidas típicas, as "bodegas" montadas para as crianças que queriam vender alguma coisa como caruru, cocada, cachorro quente, etc., os fogos, as famílias reunidas em mesinhas espalhadas pela rua, o sanfoneiro pé de serra, o café da manhã proporcionado aos rapazes (filhos dos moradores) no outro dia pela manhã, por Vera e por Lygia Prudente, a fim de encerrar a festança. Mais saudades também desses jovens - hoje adultos - tão longe da nossa rua e das nossas brincadeiras. Enfim, precisamos avocar, de alguma forma, a tradição das festas juninas na rua, em família, para despertar nos netos ( que começam a chegar ) o prazer desses momentos e possam perpetuar o gosto nordestino pelos nossos idolatrados Santo Antonio, São João e São Pedro.

Lygia Prudente

Postagem original na página do Facebook, em  24 de Junho de 2012.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Tradição Junina - 1

Lygia Prudente, quando criança.

Que felicidade ter o que recordar e disseminar entre as gerações que nos sucedem. Essas recordações orientam os nossos sucessores, descendentes, ao entendimento dos nossos costumes, o porquê de como somos, a riqueza da nossa comida. Uma lembrança, em especial, nos devolve a alegria do tempo passado e faz o nosso coração bater mais forte – os festejos juninos. Tanto na cidade – Aracaju – quanto no interior do estado – Sergipe – as festas juninas eram ansiosamente esperadas, e, em determinados pontos da cidade, eram erguidos os “arraiás”, logo no mês de maio, criando o clima junino já próximo e as músicas começavam a invadir as casas, trazendo à tona o “xote”, o “forró” (o verdadeiro e puro), e voltávamos a ouvir o Luiz Gonzaga e tantos outros que embalavam as noites de Santo Antônio, São João e São Pedro. O que de bom guardamos como lembrança, acaricia o nosso coração porque, além de trazer de volta a nossa juventude, traz também as pessoas queridas que não estão mais, fisicamente, conosco. Lembro muito bem de como eram comemoradas essas datas na minha infância. Éramos três irmãos e os meus pais preparavam todo o clima. À minha mãe, cabia o preparo das guloseimas próprias da ocasião e a indumentária, com as tradicionais roupas caipiras. Os 2 meninos, vestiam calça com remendos, camisa quadriculada enriquecida pela jabiraca de cor contrastante, chapéu de palha e botas; para mim, vestido amplamente rodado, com anáguas engomadas para dar corpo ao vestido que era ornado com bicos, rendas de feira e rendas de “bilro” e fitas coloridas. Nos pés, geralmente, tamancos coloridos ou sapatilhas coloridas, comprados no mercado. Na cabeça, ora era um chapéu de palha enfeitado, de onde saíam duas tranças postiças com laços de fitas, ora eram fitas que davam acabamento a um “rabo de cavalo” ou mesmo flores de papel, no cabelo longo e solto, tornando a caipira mais brejeira. A meu pai cabia a estrutura física: um mastro (geralmente era um pé de mamona trazido de um terreno baldio próximo à nossa casa) e a fogueira, que proporcionava calor às noites juninas, em geral chuvosas e “frescas”. As comidas típicas tinham lugar de destaque na festa e correspondiam à expectativa dos sabores: bolo de milho e de macaxeira (mandioca) eram os preferidos. Também o milho cozido, amendoins, cocada, canjica e mungunzá. O cheirinho bom emana da história e perpassa na linha do tempo. Os fogos, meu pai os comprava com muita antecedência e os guardava a “sete chaves” em um quarto na dispensa que ficava no quintal da casa. No dia, ele preparava, cuidadosamente, um desses fogos que era uma roda que girava espalhando faíscas coloridas de muita beleza. Ele, para nos proteger de queimaduras, pregava na ponta de um cabo de vassoura (guardado durante o ano de vassouras velhas, para esse fim) e, assim, poderíamos usufruir da brincadeira sem problemas. Muita saudade. Essas pessoas fizeram-nos – a mim e a meus irmãos – muito felizes. Nas pequenas coisas que nos proporcionavam. E muito mais quando nos ensinaram a agir assim mesmo com os nossos filhos e tudo isso mostra como é importante que alimentemos as nossas tradições, propalando e disseminando entre os jovens, os hábitos e costumes que tínhamos e vivenciávamos enquanto crianças.

Lygia Prudente

Postagem Original na página do Facebook em  9 de Junho de 2012.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Turma de Lygia Prudente no Colégio Brasília

“Sonia Franco de Melo você está nesta foto do Colégio Brasília: eu, onde está a seta ( um verdadeiro crime a seta tão explícita) e na outra fileira: no banco da frente Zulmira; atrás: Ana Amélia Rolemberg, Rosinha e você. — com Zulmima”. (Lygia Prudente).

Postagem original na página do Facebook em 3 de Setembro de 2011.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Carrossel do Seu Tobias - 1977

"Jorge Eduardo Fontes Leite, achei mais uma foto do Carrossel. Registramos esse momento de Guilherme Maynard, nosso filho, em 1977". (LP). Foto: Armando Maynard.

Postagem original na página do Facebook em 01 de abril de 2012.

sábado, 17 de março de 2012

"Uma Crônica para vocês... do Minha Terra é Sergipe!"



"Como dizia o tão conhecido Wellington Elias, “uma crônica para você”s... amigos do MINHA TERRA É SERGIPE. Incrível é a capacidade do ser humano de integração, de socialização e a necessidade de trazer à tona lembranças, num apego à momentos felizes vividos na primeira juventude. Sim, porque estamos a viver a segunda e com a sapiência de valores bem determinados: amizade, bem estar, tolerância, partilha e outros tão importantes quanto. O grupo Minha Terra é Sergipe, idealizado por Armando Maynard, é um exemplo explícito da carência de uma geração em avocar e fortalecer as amizades, provando para si mesmo que a vida está ali, latente, apesar de certas limitações. Muitos de nós tivemos que derrubar parâmetros, para que hoje, pudéssemos deixar aflorar as nossas mais íntimas vontades na busca da alegria de um momento tão marcante e supremo como o do encontro dos integrantes desse grupo, acontecido ontem, 4 de fevereiro de 2012, no Bar dos Cajueiros, em Aracaju. O tributo à Gwendolyn Tompson foi a motivação para que lá estivessem presentes inúmeras pessoas, dispostas à ouvirem uma boa música, conversarem e mais, reverem colegas e amigos, há muito afastados do convívio salutar, uma vez que cada um seguiu o caminho planejado. Como cheguei cedo, fiquei a observar os passos contados que, timidamente, avançavam em direção ao centro do Bar, de onde emanavam os acordes de um violão sob o comando dos ágeis dedos de Jiló que, com seu repertório selecionado e voz agradável, mantinham o calor da acolhida. Pronto. Essa era a única dificuldade. Daí por diante, só entrosamento. Wagney Aragão, o Waguinho, brilhante cicerone, fazia as honras da casa, ou melhor, do grupo, recebendo a todos com um carinhoso abraço e uma alegria contagiante. Fomos vizinhos na Rua de Lagarto, onde moramos por um bom tempo e as famílias mantiveram laços de amizade. Lembro que, por intermédio das irmãs de Waguinho, Aroldina e Agnes, conheci Armando e começamos o namoro, pelos idos de 1970, que resultou na história que vocês conhecem. Para surpresa de todos, acredito, não só Jiló estava encarregado de manter o clima musical, mas lá estiveram também Roberto Alves (boa música e repertório escolhido a dedo), Valtinho (acordeon de “ouro”), Felix (guitarra afinadíssima e Milionário foi o ponto alto), Fernando Barbosa (não sabia que Fernando cantava) acompanhado por Arnaldo, Nancy ( tangos maravilhosos), Didi Colares ( o bom samba e Alcione então...), sem falar no acompanhamento de Gugu ( esposo de Sonia Beatriz) ao triângulo. Como foi bom vivermos “ao vivo” as conversas do facebook. Sonia Beatriz não havia me identificado como Lygia sua colega do Conselho de Educação, foi muito engraçado quando ela constatou quem realmente eu era, porque até então era a esposa de Armando. Rimos um bocado. Estávamos juntos na mesa, eu, Fernanda Guerra, Lulu Leite, Nadja Figueiredo, Amaral Cavalcante, Dora Santana, Cândida Boto, Indira Marques, Ana Montanher, Lícia, Wagney. Em outras mesas, a sempre autêntica e simpática Laura Cecília, Tirzah Silveira, Martinha Bragança e esposo, Sonia Beatriz e esposo, Didi Colares, Eliana “Chocolate”, Consuelo Maia, Gabriella Menezes, Jorge Farone, João Carlos Maynard, Pascoal Maynard e Alberto Leguelé. Circulando sempre, a comunicativa Zil Sobreira. Acreditem, muitas outras pessoas prestigiaram o encontro. Com certeza, o clima que imperava, fez com que todos pudessem sentir-se à vontade para lembrar o tempo de colégio – do G.A., do Atheneu, do N.Srª de Lourdes – das missas na Catedral aos domingos e também das “retretas” e da paquera na Pça. Fausto Cardoso. Pois é, estávamos todos ali, sem distinção de classe, de cor e de posição social, alimentando um desejo forte de viver as emoções contidas pelo tempo no bauzinho de memórias. Aguardemos o próximo!".


Lygia Prudente


Postagem original na página do Facebook em 6 de fevereiro de 2012.

terça-feira, 13 de março de 2012

Armando Maynard e o Neto Gabriel

"Vovô Armando Maynard muito feliz com a visita do neto mais novo, Gabriel, mas, nem por isso, abdica das obrigações com o Minha Terra é Sergipe. Gente, que é isso?????". (Lygia Prudente).
Postagem original na página do Facebook em 11 de março de 2012

Lygia Fazendo Pose no Carrossel do Tobias, Anos 70

"Falando em Carrossel, mais uma foto inédita do Carrossel de "Seu Tobias". Armando Maynard e eu já éramos casados, sem filhos ainda, e saíamos por aí a tirar fotos por conta de uma máquina KODAK que ele comprou e a modelo, adivinhem... eu! Lembro-me que até "chorava", lacrimejava porque o sol era forte e ele demorava demais, aprimorando o foco para que ficasse perfeita". (Lygia Prudente).

Postagem original na página do Facebook em 11 de março de 2012

Diretoras do Colégio Brasília, Década de 50/60

Foto de Lygia Prudente, a mesma ladeada por Dona Alaíde e Dona Helena, nessa época diretoras do tradicional Colégio Brasília, na Rua  da Frente'.
(Foto postada na página do Facebook em 17 de agosto de 2011)