terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Dom Luciano: O Homem Que Cogita e Cultiva à Filosofia - 2


DOM LUCIANO JOSÉ CABRAL DUARTE: O HOMEM QUE COGITA E CULTIVA Á FILOSOFIA (2a. Parte).


A Família o Lócus Primitivo



Em todas as circunstâncias da espécie humana, é a família que estabelece o grupo principal por excelência, independente das ciências, de alguma forma reproduz á família.



A família é o lócus primitivo da socialização, ou seja, da conversão do individuo em ser social, pois a família e a religião têm sido consideradas, tradicionalmente, os contextos primários em que se dá a formação dos valores morais. Sendo assim em uma das casas da Rua Japaratuba, cujo número era 137, hoje já não, mas existente, inicia, no dia 21 de janeiro de 1925, a aventura do menino Luciano José, que será o fulcro central desde artigo. Sem sombra de dúvida, o lócus da família e da infância segue em cada um de nós, como enraizado, marcando, de alguma maneira, a história de nossas vidas.



A genealogia dos pais de Dom Luciano, possui extrema importância na sua própria vida, para melhor compreensão de suas raízes,de sua educação, iniciado pelo seu pai José de Góes Duarte , que nasceu no século XIX, em 14 de fevereiro de 1985, sendo filho de Cypriano Corrêa Duarte e de Leonilla de Góes Duarte. José de Góes foi poeta, nos seus 21 anos de idade adentrou para a repartição pública dos telégrafos onde trabalhou durante 38 anos, trabalhando nas cidades de Aracaju, São Cristovão e Boquim, faleceu no dia 14 de fevereiro de 1962, no dia em que completaria seus 66 anos.

A mãe de Dom Luciano, chamava-se de Célia Cabral, que nasceu no dia 22 de agosto de 1896, na cidade de Aracaju, filha de Francisco Feliz Cabral e Adelaide Passos Cabral. Ela estudou na Escola Normal de Sergipe, onde concluiu o curso em 1916, recebendo diploma como professora no dia 16 de maio de 1917, logo após se casou com José Góes em 17 de abril em 1921, no município de Aracaju no ato civil e religioso, faleceu em 22 de janeiro de 1996, faltando sete meses antes de completar 100 anos.

Dom Luciano também tinha irmãos, sendo um chamado Carlos e a outra Carminha. A palavra fraternidade não só significa parentesco de irmãos, irmandade, também convivência como de irmãos, amor ao semelhante, harmonia, paz, concórdia, fraternização. O Carlos José, o primogênito nasceu às duas horas da madrugada no dia 30 de janeiro de 1922 Rua Japaratuba nº137, em Aracaju, estudou o ginásio e o cientifico no Atheneu Sergipense e prestou serviço militar em Aracaju, fez concurso no Banco do Brasil, foi aprovado, casou com Maria Isabel Souza Vieira, tendo quatro filhos. Faleceu em 29 de maio de 1982, antes da mãe, com 60 anos de idade.

Carmem Dolores Cabral Duarte, ás 3 horas da madrugada do dia 12 de fevereiro de 1929, seguindo os passos da mãe, logo após casou-se com Jethro Teles Moreira com que teve quatro filhos. Logo após Carmem separou do marido, mas iniciou uma nova vida, como secretária administrativa, servido no Centro de Educação e Ciências Humanas da UFS e na FUNDESC.

Obras

Durante sua trajetória ele escreve diversas obras, entre elas podemos citar: Estrada de Emaús, A Igreja ás portas do ano 2000, Viagem aos Estudos Unidos, A natureza da inteligência no Tomismo e na filosofia de Hume, Índia a vôo de pássaro e Europa ver e olhar.

Estrada de Emaús

A estrada de Emaús relata um pouco do evangelho de São Lucas, um caminho humilde, de pedra, areia e etc. Mas Dom Luciano vai um pouco, mas afundo nesse livro, que quer os leitores entrem nesse caminho. Relatando os fatos cotidianos, sobre a vida e a morte, entre o bem e o mal, sobre o desespero e a esperança, também como fatos principal Deus, enfim, é um diálogo entre o leitor e o escrito, abordando assuntos sobre Deus, sobre Cristo, sua Igreja, os problemas humanos, os tempos que estamos vivendo.

A Igreja ás portas do ano 2000

Nesta obra escrita pelo prosador Dom Luciano em 1989, descreve sobre a Igreja, nas dimensões: da religião e da espiritualidade. Na dimensão da religião Dom Luciano que passar para os leitores, a distinção entre o bem e o mal, a existência de Jesus, o surgimento dos evangelhos, a cruz e paixão de Jesus Cristo; Já na dimensão da espiritualidade trata sobre o ano mariano, o espaço de Deus, os degraus e a conversão de Santo Agostinho, portanto, mostra a realidade da Igreja no ano de 2000.

Viagem aos Estados Unidos

Dom Luciano em uma das suas viagens, visitou a cidade de Nova York em setembro de 1961 ainda padre, convocando o governo norte-americano, produziu um conjunto de crônicas, que delas extraio 12, que gerou o livro, sendo publicado no ano de 1962, que relata os importantes fundamentos da democracia norte-americana, ou seja, as associações livres, a capacidade que tem o cidadão de tomar iniciativas para resolução dos problemas. Dom Luciano na foi buscar modelo, mas um principia capaz de explicar a democracia em sua condição, no entanto, buscou produzir uma interpretação a respeito do estado social norte-americano e das conseqüências políticas. 

A natureza da inteligência no Tomismo e na filosofia de Hume

Essa obra é uma tese de doutorado que foi defendida no de 1957, na cidade de Sorbone em Paris, foi agraciada com índice muito alto na menção da Universidade Três Honorable. A irmã de Dom Luciano, Carmem Dolores, homenageia seu irmão, a sua ilustre inteligência, a sua cultura e ao seu amor á educação. Também essa tese exemplifica com bastante vigor os conflitos das filosofias, a respeito da natureza filosófica

Índia a vôo de pássaro

Nessa belíssima obra de Dom Luciano, em uma das suas viagens, traz consigo muitas e boas recordações da Índia, foi lá que em três semanas Dom Luciano decidiu escreve sobre o Bombaim e o Congresso, recolhe impressões e vibrações emotiva na Pátria de Gandhi; para Dom Luciano seria preciso ver a Índia em um ano e uma vida toda para entendê-la.

Europa ver e olhar

Seu livro enfeixa uma cadeia de crônicas que Dom Luciano escreveu, durante um período na Europa, no ano de 1954 de setembro até 1957 de dezembro; a grande parte desses escritos apareceu em “A Cruzada”, ou seja, foram escritos que nasceram através de circunstâncias diferentes, ate mesmo na viagem, com reflexões nos lugares, com as pessoas e até mesmo com os acontecimentos. As páginas contidas nesse livro concluem as observações dos países cujo teve a oportunidade de visitar na Europa.

Considerações Finais

Não tem como decodifica a Biografia de Dom Luciano José Cabral Duarte e não parar, pensar, refletir, meditar e procurar modificar de vida. A boa-fé como ele narra os seus atos, sua história, sua família, sua vocação e até mesmo a forma de como contribui para com a Igreja Católica, através da doação e amor pelo povo de Deus.

É facilmente percebível como ele é um causador que fala com o coração, sobre a realidade vivida durante todo o se período de existência.

Com a sua vida e suas obras ele se consagrou como um exímio filósofo dentro da Igreja, e em suas diversas viagens.

A meu ver, Dom Luciano José Cabral Duarte, o homem que dedicou toda a sua vida, desde infância, consagrou-se ao serviço na construção do reino do céu, através da sua simplicidade, humildade, dedicação e muita fé, pode mostrar com o seu testemunho de vida.

Portanto, somando-se esta visão particular da valorização da vida de Dom Luciano, sua família algo fundamental, e as suas belíssimas obras, que ajuda a crescer tanto na vida cristã como outros no pensar,que toca no interior das pessoas, pensamento que está presente até os dias atuais da sociedade.

Enfim, é através dos exemplos de Dom Luciano, que muito batalhou, lutou e conquistou; muda outras existências; suas viagens marcantes por diversos lugares, trazendo consigo lembranças e recordações; homem guerreiro,sábio e forte. É um exemplo de vida e santidade.

Referências:

DUARTE, Luciano José Cabral. A natureza da inteligência no tomismo e na filosofia de Hume. Tradução: Antonio Carlos Mangueira Viana. ed. Gráfica e Editora J. Andrade. Aracaju: 2003.
____________________. Europa, Ver e Olhar. Aracaju: Sociedade de Cultura Artística de Sergipe/ Livraria Regina, 1960.
____________________. Europa e Europeus. São Paulo: Livraria Editora Flamboyant, 1961 (reedição de Europa, ver e olhar).
____________________. Viagem aos Estados Unidos. Aracaju: Sociedade Artística de Sergipe/Livraria Regina, 1962.
____________________. Índia a Vôo de Pássaro. Aracaju: Sociedade Artística de Sergipe/Livraria Regina, 1970.
____________________. Estrada de Emaús. Petrópolis, RJ: Editora Vozes Ltda., 1971.

MORAIS, Gizelda. Dom Luciano José Cabral Duarte: Relato Biográfico. ed. Gráfica e Editora J. Andrade. Aracaju: 2008 

Por Sem. João Carlos

Texto: reproduzido do blog seminariodearacaju.blogspot.com.br 
Foto: reproduzida do site arquidiocesedearacaju.org


Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 17 de fevereiro de 2013.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

História da Cidade de Nossa Senhora de Lourdes


História da Cidade de Nossa Senhora de Lourdes/SE.

A fundação do município de Nossa Senhora de Lourdes, a 152 quilômetros da capital, começou em 1810, com a chegada do casal pernambucano Joaquim José e Ana Josefa da Rocha. Eles fugiram da seca que assolava o sertão pernambucano, passaram por Piranhas, em Alagoas; Gararu, em Sergipe, e chegaram a Escurial, povoado lourdense banhado pelo Rio São Francisco.

Logo depois eles largaram a embarcações e penetraram na mata fechada até chegar a uma grande lagoa onde existia uma considerável quantidade de antas (mamífero que chega a dois metros de altura) e resolveram fazer morada. Em 1950, o lugar denominado anteriormente de Lagoa das Antas passou a se chamar Arraial de Antas. Por volta dos anos 70 e 80, a povoação teve um acentuado crescimento, com a chegada de novas famílias.

Entre elas estavam os Santos, de Cedro do São João; Junqueira, de Siriri; Feitosa, de Porto da Folha; e Eufrázio, de Lagoa Funda. A esta época, a povoação pertencia ao município de Gararu e permaneceu assim até 1938, quando passou a pertencer ao município de Canhoba. Nesse mesmo ano o cônego Lauro de Souza Fraga mudou o nome de Antas para Nossa Senhora de Lourdes.

Aniversário da Cidade: 13 de Maio

Fotos e texto reproduzidos do blog: nslrondon2011.blogspot.com.br

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As Origens do Município de Simão Dias


As origens do município de Simão Dias/SE.

O local onde está edificada a cidade de Simão Dias foi, no passado, uma povoação de índios fugitivos das expedições colonizadoras do Governador do Norte, Luis de Brito e Almeida. Esses índios se estabeleceram nas matas às margens do Rio Caiçá.

As terras do município constituem um relevo acidentado devido à presença de um conjunto de serras, com altitudes que oscilam entre 200 a 750 metros. Isso favorece a existência de uma vegetação menos vulnerável a estiagens típicas do sertão. As zonas de terras entre Simão Dias e Paripiranga, município da Bahia, são formadas por terrenos acidentados, onde é possível verificar a existência de matas fechadas, devido à impossibilidade de cultivo de cereais e pastagens. Nessa mesma zona, existem inúmeros sítios onde se cultivam árvores frutíferas e culturas de subsistência Esse relevo proporcionou aos índios que primeiro povoaram essa região um verdadeiro oásis, frente ao sertão. Daí a origem das diversas denominações que constam em documentos históricos, como: “Matas de Simão Dias”, “Matas do Coité” ou “Matas do Caiçá”.

Com a invasão holandesa em Sergipe, surge a determinação de conduzir os rebanhos até as margens do Rio Real. No entanto Braz Rabelo, proprietário baiano, que possuía rebanhos nas terras da atual Itabaiana, decide esconder seus rebanhos nas terras das matas à beira do Rio Caiçá. Desse episódio é que surgirá a figura histórica do vaqueiro Simão Dias, responsável pela condução do gado e pelo surgimento das primeiras instalações que daria origem à cidade.

Simão Dias passou da categoria de Vila para a de Cidade, em 12 de Junho de 1890, por decreto do presidente do Estado Felisbelo Freire, sob o argumento que a mesma possuía uma grande população — 10.984 pessoas, um comércio próspero, uma estrada de ferro que ligava a referida Vila a Aracaju, bem como, a existência de uma comarca recém criada. Com base nesses argumentos a Vila foi emancipada do município de Lagarto. A estrada de ferro, que serviu como uns dos argumentos para a emancipação política da antiga Vila, jamais foi concluída, restando hoje, algumas escavações e bases de pontes por onde passaria as linhas férreas, que permanecem abandonadas em fazendas da região.

O nome do município é uma homenagem ao colono que remonta aos primeiros tempos da ocupação do território sergipano. Trata-se de Simão Dias Francês, que nos anos de 1599, 1602 e 1607, juntamente com Cristóvão Dias e Agostinho da Costa, através de requerimento, solicitaram a concessão de sesmarias na região. O último requerimento, do qual o códice está no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, solicita “três léguas de terra em quadro” nas terras devolutas de Itabaiana,, para a criação de gado. Felisbelo Freire que além de presidente do estado foi também historiador afirma:

“Os terrenos onde está edificada hoje (1891) a Vila de Simão Dias foram doadas a Simão Dias Fontes, Cristóvão Dias e Agostinho da Costa”.(FREIRE: 1997, p..322).

No entanto a tese sustentada pelo historiador Felisbelo Freire foi alvo de contestação pelo Pe. João de Matos Carvalho, que tinha a intenção de homenagear o Comendador Sebastião da Fonseca Andrade (Barão de Santa Rosa) pela construção do templo da atual matriz de Santana. O Pe. João de Matos se aproveitou das contradições encontradas nas várias teses sobre a origem da povoação, pois os documentos históricos que falavam de Simão Dias, em cartas de doação de sesmarias, possuem sobrenomes diversificados, além de solicitarem sesmarias em períodos diferentes. Diante disso, para o Padre João de Matos Carvalho, havia a possibilidade de existir dois personagens históricos com o mesmo nome. Na intenção de provocar controvérsias e enfraquecer a tese de Felisbelo Freire, ele publicou uma obra intitulada “Matas de Simão Dias”, na qual defende veemente a tese de que a cidade teria se originado graças à doação de sua ancestral Ana Francisca Menezes. O objetivo era levantar a dúvida sobre a versão histórica, bem como, menosprezar a figura do vaqueiro e enaltecer a figura da sua ancestral, doadora das terras onde foi edificada a primeira capela que originou a freguesia de Santana de Simão Dias.

Antes de ter “status” de vila, o atual município foi constituído como Freguesia, pela Lei de 6 de fevereiro de 1835, desmembrando-se da Freguesia de Lagarto. A capela que motivou a sua criação data de 1655, conforme defende historiadores. No entanto o único documento antigo sobre o assunto é de 1784.

Devido ao progresso da Freguesia o governo da Província baixou em 15 de março de 1850, o decreto que elevou à categoria de vila com o nome de Senhora Sant’Ana de Simão Dias.

Assim, o município de Simão Dias, teve essa denominação desde a condição de freguesia e vila. Mas o nome que homenageava o seu primeiro povoador permaneceu pouco tempo, pois o intento do Pe. João de Matos Freire de Carvalho foi alcançado, e em 25 de outubro de 1912, a cidade passaria a ser denominada como Anápolis, pelo Decreto Lei de n° 621. Após muitas controvérsias e reações, principalmente da imprensa, o nome de Simão Dias foi restabelecido pelo Decreto Lei n° 533, de 7 de dezembro de 1944, favorecido pela determinação do Governo Federal, do então Getúlio Vargas, que aprovou o plano do IBGE, coibindo a coincidência de municípios com mesma denominação. Como existia um município goiano com o mesmo nome, e mais antigo, a Anápolis sergipana teve que modificar o nome.

Quanto à política, o município simãodiense teve uma longa fase de domínio oligárquico, aonde o poder local era exclusivo aos grandes proprietários rurais. A práticas coronelistas estiveram presentes nessa fase, sendo possível verificar resquícios do coronelismo até os dias de hoje. No entanto a partir da década de 1930, é que começa a decadência dos grandes proprietários na política local, devido às mudanças ocorridas em decorrência da revolução, bem como, o fenômeno populista desenvolvido a partir da década de 40.

Fonte: Site da Prefeitura Municipal de Simão Dias/SE
Foto e texto reproduzidos do site: comerciosergipano.com.br

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 18 de fevereiro de 2013.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Mário Cabral, 90 Anos de um Escritor


Publicado pelo Portal Infonet em 12/04/2004

Mário Cabral, 90 anos de um escritor.
Por Luiz Antônio Barreto.

Mário Cabral é, por excelência, um escritor de Aracaju, das coisas todas da Cidade: a história social, a literatura e a arte, a vida noturna, os clubes, as festas, mas é, também, um crítico dos melhores do Brasil, que ensinou aos leitores a compreensão do fenômeno literário, um poeta inspirado, com forte sotaque filosófico em sua poesia, e um memorialista dos maiores da terra que lhe serviu de berço. Foi nessa condição de escritor da capital sergipana que Mário Cabral fez, no já distante 1951, quando ainda não havia transferido residência para Salvador, na Bahia, uma erudita conferência, que intitulou de Folclore Infantil na Cidade de Aracaju. Desde que o tempo venceu o debate sobre a questão dos limites entre Sergipe e Bahia, assunto dominante na historiografia sergipana, por mais de duas décadas, que Aracaju entrou em foco, em primeiro plano das pesquisas. José Calasans, em 1942, Fernando Porto, em 1945, e Mário Cabral, principalmente, deram a capital do Estado de Sergipe uma fortuna crítica, histórica, intelectual, que hoje ainda é referência obrigatória de estudos. E mais, porque os três intelectuais criaram a Revista de Aracaju, editada pela Prefeitura Municipal de Aracaju e, ainda, elevaram a uma qualidade excepcional a Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. As décadas de 1940 e 1950 são, para Aracaju, tempos gloriosos de destaque, evidência, estudos e valorização do espaço urbano da cidade. As comemorações do Centenário, em 1955, coroaram os esforços de muitos pesquisadores que construíram uma bibliografia obrigatória e fundamental para o conhecimento de Aracaju e de Sergipe. O Folclore Infantil na Cidade de Aracaju é um exemplo e foi logo editado nas páginas da Revista de Aracaju, em 1951, ano da celebração do Centenário de Nascimento de outro varão ilustre de Sergipe, Silvio Romero, iniciador das pesquisas e da valorização do folclore brasileiro. Mais tarde, relançado no volume de Crítica e Folclore, de 1952. Mário Cabral continuou tratando da cultura popular, estudando as manifestações negras, as tradições juninas, e outros traços importantes do folclore. Folclore Infantil na Cidade de Aracaju é, como diz o próprio autor, uma viagem ao “País da Infância”, evocando os Acalantos que embalam, ainda hoje, o sono das crianças, as Parlendas, com seus mimos, os Jogos e as Rodas ou Cirandas, que fazem aflorar o espírito solidário da coletividade infantil, as Adivinhas, os Brinquedos, as Estórias, as Crendices, que fazem a memória do povo, a cujo uso qualquer pessoa, em qualquer idade, pode recorrer. Gilberto Freyre e Mauro Mota, no Recife, Luiz da Câmara Cascudo e Veríssimo de Melo, em Natal, Hidelgardes Viana, em Salvador, Théo Brandão, em Maceió, Florival Serraine, em Fortaleza, Domingos Vieira Filho, em São Luiz, Juarez da Gama Batista, em João Pessoa, entre tantos outros, deram às capitais nordestinas a memória lúdica, como fez Mário Cabral, em Aracaju, com seu trabalho pioneiro, sua crítica precisa, sua visão filosófica da cultura, sua contribuição como escritor, deixando para a posteridade um documento valioso, que registra a criação popular infantil, tão rica em sua diversidade, tão universal em suas interfaces com o mundo da cultura humana. Diversos livros registram com largueza a contribuição intelectual de Mário Cabral. Roteiro de Aracaju, desde sua primeira edição, em 1948, tem sido uma referência da Cidade, suas ruas, monumentos, tipos, fatos, curiosidades, um livro germinal, inspirador de tantas crônicas do próprio autor e de outros literatos sergipanos. Outros livros: Caminho da Solidão, Juízo Final, Espelho do Tempo, Aracaju Bye Bye, Jornal da Noite consolidaram a bibliografia de Mário Cabral, como um dos maiores de sua geração. Na Academia Sergipana de Letras desde 1941, Mário Cabral ocupa na Cadeira 17 o lugar que pertenceu a Manoel dos Passos de Oliveira Teles, o discípulo e organizador das Obras de Tobias Barreto, sob os auspícios do Governo do Estado, sob a presidência de Graccho Cardoso e um dos mais vigorosos homens de letras de Sergipe, com presença grandiosa na vida cultural sergipana, desde a última década do século XIX e pelas três primeiras décadas do século XX. Mário Cabral vive em Salvador e no último dia 26 de março completou 90 anos de idade, cercado do reconhecimento e da admiração de baianos e sergipanos, atento ao movimento intelectual das suas duas pátrias, aquela onde nasceu, onde viveu e atuou, com destaque, chegando a ser, por algum tempo, Prefeito de Aracaju, e aquela que adotou e à qual emprestou seu talento, competência, conquistando feitos notáveis como o da construção do Teatro Castro Alves, ícone das artes cênicas da Bahia, que também dirigiu, fixando um capítulo novo na história das artes na boa terra. Com olhos e ouvidos dirigidos para Aracaju, Mário Cabral acompanha com invulgar interesse o debate das idéias pelos jornais, revistas, o lançamento dos livros, renovando sua participação com palavras de encorajamento e de crítica. As dificuldades impostas pela idade, pelo desgaste da saúde, não impedem que faça o monitoramento intelectual de hoje, tão apaixonado quanto fez, pela força da vivência, a crônica saborosa dos anos 40, sua especialidade. Sergipe deve a Mário Cabral todas as homenagens. Medalhas, nome de rua, monumento, reedição de suas obras para leitura nas escolas, tudo enfim que ele conquistou pelo trabalho firme, decente, bonito, fértil, que ainda hoje repercute e que será, certamente, lume a guiar no futuro as novas gerações de aracajuanos e sergipanos. Viver 90 anos é uma vitória pessoal contra dissabores e adversidades, viver criando, interpretando, formando público com suas críticas fez de Mário Cabral um ser singular e múltiplo, um sergipano que forma entre os maiores, um escritor que soube pendular entre a raiz mais próxima, do seu lugar e da sua comunidade, e o saber universal que a literatura difunde, recriando a realidade, ordenando o caos. A Academia Sergipana de Letras, pelas vozes lúcidas de Manoel Cabral Machado e Marcelo Ribeiro, prestou homenagens, em sessões especiais, a Mário Cabral, ao ensejo dos 90 anos e de toda a sua obra monumental de cronista, de poeta e de crítico.

Permitida a reprodução desde que citada a fonte
"Pesquise - Pesquisa de Sergipe / InfoNet"

Foto e texto reproduzidos do site: infonet.com.br

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 17 de fevereiro de 2013.

Livro de Cordel: "A Invasão Holandesa" (em Sergipe)


Livro de cordel "A Invasão Holandesa" (2010)

O livro de cordel 'A Invasão Holandesa: o período em que a Holanda ocupou Sergipe no século XVII', do poeta Chiquinho do Além Mar...

O autor se dedica desde 2003 a contar a história de Sergipe através da métrica e da rima da literatura de cordel. Chiquinho do Além Mar foi responsável pela criação de um novo formato para os cordéis ao começar a imprimir suas histórias como pequenos livros, e não de forma artesanal. Segundo Chiquinho, essa mudança atrai mais leitores. "A impressão em um material melhor e a preocupação com o acabamento faz com que as pessoas deem mais valor. Elas têm mais interesse em ler e a poesia fica mais rica", afirma.

Para ele, a literatura de cordel é uma prática fundamental em nossa cultura, e passar o conhecimento adiante é fundamental para que novos talentos surjam. Por isso, na última edição do ‘Arte em Toda a Parte', projeto da prefeitura que leva arte e cultura aos bairros da capital, Chiquinho ministrou uma oficina de cordel. "Nossos cordelistas são idosos e é preciso manter a tradição viva. O talento nasce com a pessoa, mas é preciso lapidar, ensinando as regras de rima e métrica", afirma.

De acordo com Waldoilson Leite, apoiar iniciativas como esta é fundamental, pois elas garantem que a tradição se mantenha viva e ao mesmo tempo seja renovada. "O cordel faz parte de nossa cultura, o povo nordestino é retratado através de suas rimas. É muito gratificante ver nossa história eternizada pela poesia, como vemos neste livro de Chiquinho do Além Mar", declara.

Foto e texto reproduzidos do site: aracaju.se.gov.br
Texto editado por MTéSERGIPE para efeito de divulgação.

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 16 de fevereiro de 2013.

A Mudança da Capital


A Mudança da Capital
Por Antonio Carvalho

A mudança da capital sergipana ocorreu em 17 de março de 1855, quando o presidente da província de Sergipe na época, Inácio Barbosa, elevou a categoria de cidade o povoado de Santo Antônio do Aracaju e efetivou a mudança da capital de São Cristóvão para a nova cidade, se tornando a principal povoação de Sergipe no inicio do século XVII.

Fundada em 1855 Aracaju se tornaria a segunda cidade planejada em um Estado brasileiro, as ruas de Aracaju foram projetadas como um tabuleiro de xadrez.
Um fato importante na história da capital sergipana é que a sua mudança não foi apenas uma iniciativa do presidente da província, Inácio Barbosa, mais de uma série de fatores sociais e econômicos ocorridos na província sergipana. Sergipe estava vivendo uma fase de crescimento econômico e crescimentos das suas cidades e os centros urbanos passavam a ser os novos pontos de realização de negócios e de encontros políticos.

Uma questão importante para a mudança da capital de São Cristóvão para Aracaju foi o açúcar, o presidente Inácio Barbosa sabia da importância do açúcar para Sergipe como principal produto de importação.
Para escoar toda a produção de cana de açúcar de uma forma mais rápida para e aumentar a exportação, um ano antes da mudança da capital foi mudado para as praias de Aracaju a alfândega, uma subdelegacia, uma agência dos correios, e a mesa de rendas provinciais dando os primeiros passos para o crescimento econômico de Sergipe.

A verdade é que Aracaju foi um importante salto para a sociedade sergipana um povoado que derrepentemente se torna cidade e que começa trazendo uma grande responsabilidade de se tornar a mais nova capital da província e alavancar os projetos econômicos de todos os sergipanos.

Aracaju foi projetada para ser moderna, grande, e a sua construção superou muitas dificuldade de engenharia pois ele se erguia sobre os lagos e mangues.
Não se sabe exatamente qual foi o ponto inicial da urbano do projeto da cidade de Aracaju, para todos os que moram trabalham estudam e visitam Aracaju sabe da sua importância hoje para o Estado de Sergipe Aracaju é a cidade mais importante do estado tudo acontece por aqui.

Foto e texto reproduzidos do site: osergipano.com
De: Antonio Carvalho, professor e blogueiro, formado pela Universidade Tiradentes (UNIT) apaixonado por história em geral e mais pelas histórias de nosso povo o Sergipano.

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 16 de fevereiro de 2013,

Hino do Estado de Sergipe


Hino do Estado.

Post do Professor Antonio Carvalho
Blog "O Sergipano".

Um dos mais importantes e antigos símbolos do nosso estado o HINO SERGIPANO tem mais de 170 anos, e foi publicado pela primeira vez em 19836.

De autoria dos sergipanos, Manoel Joaquim de Oliveira Santos e do frei José de Santa Cecília, um hino é uma das mais tocantes expressão de patriotismo e amor a cultura de um povo.

Todos deveriam conhecer e cantar ao menos uma vez na vida o nosso hino, ensinar a todos a valorizar os símbolos da nossa terra, da nossa cultura e da nossa identidade como cidadãos e cooperadores da história de Sergipe que foi e é escrita a cada dia.

HINO SERGIPANO.

Alegrai-vos, Sergipanos, Eis surge a mais bela aurora
Do aureo juncundo dia que a Sergipe honra e decora.

O dia brilhante Que vimos raiar, com cânticos doces
vamos festejar.

A bem de seus filhos todos quis o Brasil se lembrar,
de seu imenso terreno em províncias separar.

O dia brilhante...
isto se fez mais contudo tão cômodo não ficou,
como por más consequências depois se
verificou.

O dia brilhante...
Cansado da dependência com a província maior,
Sergipe ardente procura um bem mais consolador.

O dia brilhante...
alça a voz que o trono sobe que ao soberano
exercitou, e curvo o trono a seus votos,
independente ficou.

O dia brilhante...
Eis, patrícios sergipanos, nossa dita singular.
Com doces, alegres cantos nós devemos festejar.

O dia brilhante...
Mandemos, porém ao longe essa espécie de rancor,
que ainda hoje alguém conserva aos da província
maior.

O dia brilhante...
A união mais constante nós deverá congraçar,
sustentando a liberdade de que queremos gozar.

O dia brilhante...
Se vier danosa integra nossos lares habitar,
desfeitos os nossos gostos tudo em flor há de
murchar.

Conclusão

E para você o que significa o hino sergipano já conhecia ou tinha ouvido falar dele, na escola cantou alguma vez como foi a sua aceitação. então comenta ai.

Foto e texto reproduzidos do site: osergipano.com
De: Antonio Carvalho, professor e blogueiro, formado pela Universidade Tiradentes (UNIT) apaixonado por história em geral e mais pelas histórias de nosso povo o Sergipano.

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 16 de fevereiro de 2013.

A Independência de Sergipe



A Independência de Sergipe.
Por Antonio Carvalho

A independência de Sergipe foi um momento importante para a história de nosso Estado que marca o inicio da formação de um Estado soberano e livre da administração Baiana A Capitania de Sergipe ficou subordinada a Bahia entre os anos de 1590 a 1820, a sua economia e administração dependiam das autoridades baianas, quando o rei D. João VI assinou o decreto que torna Sergipe independente.

Foi um presente do rei D. João VI para os habitantes de Sergipe por ter enviado tropas e lutado ao lado do governo, durante a Revolução Pernambucana conhecida como revolução dos padres, que teve inicio em 1817 quando os democratas pretendiam forma um novo governo.

O brigadeiro Carlos Cesar Burlamaque foi nomeado no dia24 de outubro de 1820 para governar Sergipe nomeado por carta régia, que só veio a tomar posse em fevereiro de 1821 mais governou o estado por apenas 26 dias, quando foi destituído pelas autoridades baianas, com a justificativa de que o presidente da província de Sergipe oferecia obstáculos para jurar a constituição do porto.

O interessante na história da independência de Sergipe é que não ouve luta para manter a independência, muitos sergipanos queriam a revogação da independência dividindo-se em dois partidos um reconciliador formado por senhores de engenho que e europeus que moravam em Sergipe e o outro pró-emancipação constituído por capitães-mores e a maioria da população.

Em 1763, a sede do vice-reinado do Brasil é transferida para o Rio de Janeiro. Para consolar o Estado da Bahia, que acabara de perder a capital, Dom João 6º anexa as capitanias de Porto Seguro, Ilhéus e Sergipe a seu território. Não contava o rei que as intervenções baianas na vida local gerariam tantos protestos entres os sergipanos. Contrariada, a elite local, formada por criadores de gado e senhores de engenho, decide liderar um movimento de emancipação.

A independência de Sergipe começa a tomar forma em 1817, durante a Insurreição Pernambucana, que defendia a instauração da República no Brasil. Por meio da Vila de Penedo (atual Neópolis), Sergipe lidera um movimento a favor da manutenção da monarquia. Em retribuição, Dom João 6º devolve-lhe a autonomia em 8 de julho de 1820. Sergipe é elevado à categoria de Província do Império do Brasil.

A independência de Sergipe, porém, durou pouco. Em 1821, o fiel Burlamaqui negou adesão ao movimento constitucionalista. Pela desfeita, a Junta Governamental da Bahia ordena sua imediata prisão e transferência para Salvador. No entanto, em 5 de dezembro de 1822, Dom Pedro 1º referenda o decreto de 1820. A emancipação é finalmente consolidada na Constituição do Império de 1824.

O brigadeiro Carlos César Burlamaqui é nomeado seu capitão-mor. Assim dizia o documento:

Hei por bem isentar a capitania de Sergipe absolutamente da sujeição em que até agora tem Estado do Governo da Bahia, declarando-a independente totalmente para que o Governador dela a governe na forma praticada nas mais capitanias independentes, comunicando-se diretamente com as Secretarias de Estado competentes, e podendo conceder sesmarias na forma das Minhas Reais Ordens.

Foto e texto reproduzidos do site: osergipano.com
De: Antonio Carvalho, professor e blogueiro, formado pela Universidade Tiradentes (UNIT) apaixonado por história em geral e mais pelas histórias de nosso povo o Sergipano.

Fotos: acervo IHGS

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 16 de fevereiro de 2013.

Resumo da História de Sergipe



Resumo História de Sergipe.
Por Antonio Carvalho

O inicio de nosso Estado foi marcado por muitas lutas, conquistas, invasões e escravidão, mais que marca um momento de grandes mudanças na história do Brasil como um todo. Mais gostaria hoje apenas trazer de forma bem resumida um pouco do inicio do nosso Estado.

Sergipe é o menor Estado da união, localizado entre os rios Real e o rio São Francisco, O nosso território foi visitado por Gaspar lemos e a guarda-costeira portuguesa pela primeira vez em 1501.

Mais sem nenhum avanço na conquista do território Sergipano, pois os Franceses conseguiram contatos pacíficos com os nativos e começaram a realizar as primeiras atividades de escambo, ( especie de troca realizada com os índios) importando do território sergipano pimenta, algodão e principalmente o pau-brasil.

Mais só em 1575 é que os portuguese derem os primeiros passos para a colonização, com a fundação de igrejas e envio dos jesuítas para catequizar os índios, que desde o inicio não se mostrou uma tarefa fácil e eles enfrentaram muitas dificuldades.
Devido a resistência indígenas, soldados foram enviados pelo rei que começaram a violentá-los cruelmente, raptando mulheres e crianças e saqueando as aldeias.
Depois de muitas disputas e perdas de ambos os lados, as tribos conseguiram expulsar de suas terras os invasores portugueses, que queriam o território Sergipano para a expansão do comercio e criação de gado.

Somente em 1590 é que o capitão Cristóvão de Barros e seus soldados conseguiram conquistar a região e após um longo período de conflitos conseguiu conquistar e escravizar boar parte dos índios sergipanos, e fundou o arraial de São Cristóvão. Que depois o nome de Sergipe Del Rey.

O inicio na província de Sergipe foi marcado pela atividade de criação de gado e cana-de-açúcar os principais produtos para as províncias, por esse motivo foi trazida da África muita mão de obra escrava, principalmente para o cultivo e manuseio da cana-de-açúcar.

Mais o Sergipe ainda sofria muito com inúmeros problemas, a resistência de alguns indígenas e os conflitos com os franceses que só seriam expulsos de Sergipe em 1961.

Em 1637 Sergipe quase foi a ruína com a invasão holandesa, que causaram incêndios e destruição das safras e muito roubos, os holandeses queriam se estabelecer no território de Sergipe com o plano de invadir a cidade de Salvador.
Sergipe só conquista a sua independência em 1696, se separando definitivamente da capitania da Bahia, quando começam a ser fundadas as primeiras vilas e cidades. como Santo Amaro das Brotas, Itabaiana, Santa Luzia, entre outras.

Em 1820, Carlos Cezar Burlamárqui foi nomeado o primeiro Governador de Sergipe, quando o rei D. João VI, assina o decreto que separou definitivamente o território sergipano da Bahia, onde foram marcados os primeiros conflitos com os baianos.
A capital sergipana foi transferida em 1855, para o povoado de Santo Antonio de Aracaju, que foi considerada a primeira cidade projetada do Brasil.
A capital Aracaju se tornou palco de muitos movimentos republicano, e em 1892 foi promulgada a primeira constituição sergipana tornando-o um dos Estados da Federação Brasileira.

Conclusão:

Aqui deixo apenas um pequeno resumo de uma história riquíssima de lutas e conquistas do povo sergipano, estarei em breve detalhando um pouco mais de cada momento, e conquistas de cada vila e cidades.
Deixe seu comentário Obrigado até mais!!!

Foto e texto reproduzidos do site: osergipano.com
De: Antonio Carvalho, professor e blogueiro, formado pela Universidade Tiradentes (UNIT) apaixonado por história em geral e mais pelas histórias de nosso povo o Sergipano.

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 16 de fevereiro de 2013.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Ruínas históricas são ignoradas em Sergipe (Riachuelo)



Ruínas históricas são ignoradas em Sergipe

Turistas do mundo inteiro se encantam ao visitar ruínas mas no Estado esse potencial é inexplorado

Sergipe é rico em acervo de bens edificados que estão abandonados ou em ruinas. Turistas do mundo todo se encantam por este tipo de roteiro que em Sergipe não é explorado. Algumas dessas construções são tombadas pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), assim como pelo Estado, mas só são visitadas pelos pesquisadores interessados em desvendar os seus mistérios. Elas são cenários de importantes momentos da história de Sergipe e habitam o imaginário popular dos moradores da região, que contam diversas histórias sobre suas fundações.

A conservação destes monumentos é um capítulo a parte, pois não depende apenas dos órgãos responsáveis pelos tombamentos, mas também da ação dos proprietários. Não estamos falando em reconstrução do patrimônio, mas sim da conservação das ruínas e a viabilização destas na inclusão de um roteiro turístico. O acervo existe e quem pensa em explorar o potencial turístico do Estado deve voltar os olhos para este segmento.

Rumar para o interior de nosso Estado pode se tornar uma atividade, além do comum, uma verdadeira viagem por diferentes períodos de nossa história.Um olhar um pouco mais atento, na região do Vale do Cotinguiba, nos revela um significativo conjunto de edificações que teimam em resistir ao tempo e ao desuso. A grandiosidade das construções abandonadas, sobretudo as de caráter religioso, desperta interesse e curiosidade em grande parte dos sergipanos.Situadas às margens das rodovias federais e estaduais que cortam Sergipe, existem alguns exemplares do tipo.

Igreja de Nossa Senhora de Nazaré no Antigo Engenho Itaperoá/ Foto: Marcel Nauer

No caminho pela estrada que liga Laranjeiras a Riachuelo, à margem direita está a capela do antigo Engenho Jesus Maria José, construída na segunda metade do século XIX(1769). De grandes proporções, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 23 de março de 1943. A capela está em pleno processo de arruinamento.

O seu interior não abriga qualquer acervo e durante algum tempo, serviu de refúgio para animais que escapavam do pasto. Das paredes sequer sobraram os azulejos... ainda assim, suas dimensões, e a beleza de sua composição – situada em um ponto mais alto, circundada por palmeiras tão altas quanto suas torres – integram um relevante cenário característico do barroco nacional.

Construção semelhante, a capela do Engenho Itaperoá, em Itaporanga D’Ajuda também se encontra em estado de abandono. Situada à margem esquerda de quem chega àquela cidade (sentido capital-interior), chama atenção por seu tamanho, que além de ser de proporções consideráveis, foi erigida sobre uma colina, o que contribuiu para aumentar a sua monumentalidade.

Chama atenção a complexidade Barroca da Capela do Engenho Nossa Senhora da Penha, em Riachuelo, construída na transição do século XVII para o XIX, que possui características que evidenciam seu estilo arquitetônico. É uma construção que dialoga com seu entorno, uma bela paisagem natural; que possui uma escadaria externa que possibilita o acesso à igreja. A capela do Penha, que também está em um delicado estado de preservação, foi tombada pelo IPHAN em 23 de março de 1943.

Essas três igrejas fazem parte de um universo maior, que compreende inúmeros monumentos espalhados pela zona rural do Estado, que teimam em existir diante do esquecimento. Solitárias, clamam aos nossos olhares passageiros e velozes, pela sua sobrevivência.

*Colaboração: Danielle Virginie Santos Guimarães- Mestre em Educação e professora substituta do Núcleo de Teatro da UFS.

Igreja de Nossa Senhora de Nazaré no Antigo Engenho Itaperoá/ Foto: Marcel Nauer.

Capela Nossa Senhora do Rosário dos Pretos na estrada que liga Riachuelo a Malhador/ Foto: Web

Texto e fotos reproduzidos do site: jornaldacidade.net

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 12 de fevereiro de 2013.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Caranguejo a Identidade Gastronômica de Aracaju


Caranguejo a Identidade Gastronômica de Aracaju
Por Janaína Lima

O Nordeste, como mencionamos no post anterior, tem muitos alimentos típicos, fruto da sua colonização e ocupação. As diversas cozinhas que existem no Brasil preparam muitas vezes os mesmos ingredientes de formas diferentes, com aplicação de técnicas, inclusão e adaptações de ingredientes locais. São muitos os pratos tradicionais de uma localidade e, na maioria das vezes, estão muito bem definidos.

A construção de uma identidade cultural sólida é um fator bastante importante para a manutenção e a preservação desses elementos junto à comunidade e às futuras gerações. A disseminação da identidade local, seja pela preservação de seu patrimônio histórico, pela exaltação de suas manifestações folclóricas e artísticas, e também pela sua gastronomia, promovem a localidade e criam nos moradores o sentimento de satisfação, amor e identificação pelo “seu”.

Através da gastronomia, hábitos alimentares tradicionais podem ser apreciados e compartilhados entre os moradores locais e aqueles que o visitam, difundindo a memória, a tradição e a identidade que a comida transmite.

Muitas cidades promovem atualmente diversos tipos de turismo como, por exemplo, o religioso, de aventura, cultural e o gastronômico. Muitos apreciadores deslocam-se pelo país no intuito de experimentar a cultura gastronômica local. Esse tipo de turismo reforça a identidade culinária das regiões e a promovem Brasil afora.

Aqui em Sergipe existem alguns pratos consumidos com bastante frequência como o sururu, a feijoada sergipana, a pituzada, o sarapatel, dentre outros, cada qual com sua devida influência de acordo com a atividade local das cidades.

Matéria-prima abundante, encontrada de norte a sul do estado, com algumas iniciativas de proteção da catação e preservação dos manguezais, nossa estrela da vez é o caranguejo, que possui enorme relevância para Sergipe, envolvendo uma série de atores da comunidade como os catadores, os comerciantes e os consumidores finais.

Em Aracaju, capital do estado, a Passarela do Caranguejo, localizada na orla da cidade, que concentra uma série de bares e restaurante especializados no prato, confirma a identidade do povo com essa iguaria. Todos os dias, mas principalmente nos finais de semana, muitos sergipanos encontram-se ao longo da Passarela para degustar, junto com uma infinidade de turistas, esse prato típico acompanhado da famosa “cervejinha” estupidamente gelada.

O consumo não se restringe a essa área da cidade. É possível comê-lo nas praias e em diversos bares. Pode ser feito cozido em água e sal e acompanhado de um vinagrete (aqui se entende por tomate verde, pimentão, cebola, coentro e cebolinha picados), o mais tradicional, ou então como recheio em pastéis, fritadas e alguns petiscos. Há quem venda somente as patinhas, gordinhas, já limpas, que podem ser empanadas e ficam deliciosas!

Antigamente no RJ era comum vermos aquela “jaulinha” na frente dos botecos com os bichos ainda vivos. Aqui não é assim. No caso do Guaiamum, uma espécie azulada de caranguejo, muita gente faz em casa seu próprio criatório, o limpam semanalmente e engordam o danado com cuscuz até o ponto da degustação. Chamam a família, os amigos e deliciam-se à vontade com suas tábuas, martelos, técnicas e muita prosa.

Quem não cria os adquire no Mercado Albano Franco, no centro da cidade. Vendem-se muitas variedades de mariscos, peixes, frutas, temperos, inclusive os dois tipos de caranguejo, que dividem a preferência dos comensais. O Guaiamum, diferente do caranguejo tradicional, é servido com um pirão. Segundo minha amiga e apreciadora Mariana Menezes, “a carne do Guaiamum é mais adocicada, ele geralmente é cevado em cativeiro; portanto; a gordura do casco é mais gostosa”. Outras amigas entrevistadas só comem o caranguejo e nunca provaram seu congênere azulado. Portanto, em sua visita, vale provar dos dois e depois dividir conosco sua preferência.

Colaboradores: Liduína Calasans, Márcio Gonçalves, Mariana Miranda e Shelry Rodrigues.

Foto e texto reproduzidos do site: coletivogourmet.com.br

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em  13 de fevereiro de 2013.

Resenha do Livro Os Corumbas de Amando Fontes


Resenha do Livro Os Corumbas de Amando Fontes

Introdução:

Analisaremos o livro Os Corumbas de Amando Fontes, que contém 172 páginas e foi publicado pela editora Olympio em 1933. A obra é um romance que conta a história de uma família sergipana do início do século XX, a família é composta por Geraldo, Sá Josefa e mais cinco filhos, que resolveram sair da sua terra e partir para Aracaju em busca de melhor qualidade de vida.

Sobre Amando Fontes:

O autor de Os Corumbas nasceu em 15 de maio de 1899, no estado de São Paulo. Filho de Turíbio da Silveira Fontes e D. Rosa do Nascimento, Amando ficou orfão de pai aos cinco meses de idade por isso sua família voltou para Aracaju, de onde era oriunda. Fontes passou a viver ora na Fazenda Aguiar, ora na capital do Estado. Foi em Aracaju que Amando Fontes começou a estudar na escola particular de D. Zizi Cabral.
Aos 15 anos começou a trabalhar como revisor do Diário da Manhã, de Aracaju. Pouco depois, seguia para Belo Horizonte, com o objetivo de servir uma função pública que lhe permitisse custear os estudos. Em 1919 foi para o Rio de Janeiro, onde se matriculou na Escola Nacional de Medicina. Em 1922 prestou concurso para agente fiscal do imposto de consumo, em Salvador. Já em 1923 volta a Sergipe para se casar com D. Corália Leal Teixeira. No ano seguinte matriculou-se na Faculdade de Direito da Bahia, bacharelando-se em 1928.
Em 1930 volta a morar no Rio de Janeiro, em 1933 o livro Os Corumbas é publicado e recebido com aplauso pela crítica. Em 1937 escreveu e publicou o livro Rua do Siriri. Amando Fontes falece em 1º de dezembro de 1967, deixando quase pronto o novo romance, intitulado O Deputado Santos Lima.

Sobre Os Corumbas:

Sá Josefa e seu Geraldo são um casal de pequenos agricultores do interior e que por conta da seca e da exploração dos donos de engenhos, resolvem partir com seus filhos para Aracaju em busca de emprego nas fábricas.
Fontes mostra as condições financeiras da família depois que ela se intalou na capital, e fica claro aos leitores, que não são nada boas, mesmo com quatro pessoas da família trabalhando na Companhia Sergipana de Fiação. Assim o autor mostra como era a vida dos trabalhadores das fábricas de Aracaju (1920-1930) que sofriam uma exploração da força do trabalho, pois está era muito barata. Amando Fontes fala também das origens dos trabalhadores das fábricas aracajuanas: "Eram praieiros de São Cristovão e Itaporanga; camponeses do Vaza-Barris, da Cotinguiba; sertanejos de Itabaiana e das Caatingas-que, num dia ou noutro, tangidos pela mais áspera miséria, haviam desertado de seus lares, na esperança de uma vida melhor pelas cidades..." (Fontes, 1994, pg.19). Fontes mostra ainda com esse romance como eram as madrugadas do bairro Santo Antônio naquele período: "...Tudo escuro ainda. Bandos e bandos de raparigas falando alto, desciam a Estrada Nova. Dos recantos e vielas que ali desembocavam, de momento a momento, surgiam vultos apressados. Todo o bairro de Santo Antônio parecia levantado, a correr pro trabalho." (Fontes,1994, pg.18)
No desenrolar da história vai aparecendo fatos que só fazem separar os membros da família, como é o caso de Rosenda, a filha mais velha, que resolve fugir com o namorado. Pedro outro fiho do casal, mantém amizade com um intelectual que lhe apresenta as obras de Lênin e com isso Pedro se junta a um grupo que pela primeira vez organiza uma greve geral na capital sergipana. Com isso ele é preso. Já a filha Albertina apaixona-se; entrega-se em todos os sentidos a essa paixão e é abandonada.
Com tudo que aconteceu, Sá Josefa e Geraldo percebem os efeitos da vida na cidade pra quem é pobre e como seus sonhos se transformaram em pó. Sem seus filhos Sá Josefa e Gerado voltam para o interior o Engenho Ribeira, no município da Capela.

Referência:
Fontes, Amando, Os Corumbas. In: Amando Fontes, 19º Ed. Rio de Janeiro: Livraria José Olympio Editora, 1994.

Foto e texto reproduzidos do blog: nascimentolais.blogspot
De: Lais Nascimento

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 13 de fevereiro de 2013.

Adeus ao “Homem Peixe” – “Zé Peixe”


Adeus ao “Homem Peixe” – “Zé Peixe”
Por Erik Azevedo

Poucos foram como ele, viveram por completo sua profissão tão intensamente e com tanta dedicação quanto ao Prático “Zé Peixe”.
Falece hoje o mais famoso dos práticos da antiga geração ainda em atividade, José Martins Ribeiro Nunes, o Zé Peixe, como ficou internacionalmente conhecido, como o Fish Pilot do Brasil.
Nascido em Aracaju, no dia 5 de Janeiro de 1927, ele falece aos 85 anos de idade bem vividos na barra do Rio Sergipe.
Nascido em Aracaju, filho de uma professora de matemática e de um funcionário público; foi criado em uma casa em frente ao rio Sergipe, próxima a capitania dos portos e que pertencera aos seus avós, onde vive até hoje. Aprendeu a nadar com seus pais, e desde a infância brincava no rio ou o atravessava a nado para pegar os frutos dos cajueiros da outra margem.
Com 11 anos já era um exímio nadador, enquanto os outros meninos iam de canoa até a praia de Atalaia, ele ia a nado. Um dia o comandante da marinha Aldo Sá Brito de Souza estava desembarcado na Capitania dos Portos pois sua âncora tinha enganchado no fundo do rio, e ao observar a destreza do garoto José Martins, o apelidou de “Zé Peixe”, alcunha que se firmou.
Seus pais também preferiam que Zé Peixe se ativesse aos estudos e lições de casa, mas ele só queria saber de ficar na praia vendo o fluxo dos barcos e desenhando navios, ou no rio orientando os capitães sobre as mudanças dos bancos de areia de seu leito.
Quando Completou 20 anos ingressou no serviço de Prático da Capitania dos Portos. Casou-se na década de 60, mas nunca teve filhos, e é viúvo há 25 anos da sra Maria Augusta de Oliveira Nunes.
Seu jeito vigoroso, corajoso, independente e trabalhador sempre foram vistos como exemplos de caráter e de um envelhecimento digno. Foi tema de vários jornais, revistas, livros, entrevistas e reportagens televisivas ao longo das décadas, tanto nacionais quanto internacionais. Foi uma das atrações que conduziu a tocha pan-americana em Sergipe durante os Jogos Pan-Americanos de 2007 no Rio, fazendo o trajeto de barco.
Antes de falecer se afastou do mar, pois sofria de Mal de Alzheimer, que o deixou limitado e restrito à sua casa onde era assistido pela família.

Praticagem

Em 1947, seu pai o fez ir até o serviço da Marinha, onde mediante concurso foi admitido como Prático do Estado lotado na Capitania dos Portos de Sergipe, profissão que exerceu por mais de meio século (naquela época a remuneração do prático era bem mais modesta).
A barra do Rio Sergipe era uma das piores entradas portuárias do país, Zé Peixe pela sua dedicação e seu conhecimento detalhado da profundidade das águas, das correntezas e da direção do vento sempre se destacou no serviço de praticagem.
Mas era seu modo peculiar de trabalhar que o fez famoso em vários meios de comunicação; quando um navio tinha que sair do porto guiado pelo prático, ele não se utilizava de lancha; subia a bordo e uma vez guiada a embarcação para o mar aberto, amarrava suas roupas e documentos na bermuda e saltava do parapeito da nave em queda livre de 17 metros até a água (prédio de 5 andares), nadava até 10 km para chegar a praia, e ainda percorria a pé outros 10 km até a sede da Capitania dos portos.
Nas chegadas dos navios ao porto, as vezes se utilizava de uma lancha para ir em busca das embarcações mais distantes e as aguardava em cima da boia de espera (a 12 km da praia) durante toda a noite ou mesmo durante todo dia, até a maré ser propícia a aproximação e ao desembarque no porto. Estes feitos eram realizados até em sua idade mais avançada, o que surpreendia tripulação e comandantes desavisados; certa vez um comandante russo ordenou que o segurassem antes do salto, pois pensou que o mesmo estava fora de si.
Várias outras situações demonstravam sua bravura na profissão, o que lhe rendeu muitas homenagens. Já aos 25 anos salvou três velejadores do Rio Grande do Norte. Quando vinha orientando uma embarcação a vela para fora da barra, a mesma virou e lançou todos os tripulantes no mar revolto; Zé Peixe e sua irmã Rita conseguiram trazer a salvo os velejadores até a praia. Outro acontecimento foi com o supply Mercury; que vindo com funcionários de uma das plataformas da Petrobras,incendiou se em mar aberto. O prático chegou ao navio em chamas em um barco de apoio, e apesar do risco de explosão, subiu a bordo e orientou a embarcação até um ponto mais seguro onde todos pudessem saltar e nadar para terra firme.
Foi agraciado com vários prêmios e medalhas: pelo salvamento da iole potiguar (barco a vela) recebeu a medalha ao mérito em ouro do Rio Grande do Norte; por seus dedicados anos de trabalho recebeu a Medalha Almirante Tamandaré ; homenageado com a Medalha de Ordem do Mérito Serigy, mais alta condecoração do município de Aracaju e eleito o Cidadão Sergipano do Século XX. Em 2009, com 82 anos e já enfermo, solicita junto à Marinha seu afastamento definitivo da praticagem (Portaria N 141/DPC, 13/10/2009).

Fotos e texto reproduzidos do blog: blogmercante.com

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 13 de fevereiro de 2013.