segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Dom Távora: Cem Anos do Bispo dos Operários


Dom Távora: 100 Anos do Bispo dos Operários.
Publicado em 29 de Julho de 2010 no Blog de Mércia Oliva.

Nesta segunda-feira, dia 19 de julho/2010, será celebrada uma missa na Catedral Metropolitana de Aracaju, em comemoração aos 100 anos de nascimento do primeiro arcebispo e fundador da Arquidiocese de Aracaju, Dom José Vicente Távora. Dom Távora. Ele era conhecido por um bispo muito popular e humanitário aquém da sua época e impulsionou as comunicações no Estado, sendo o mentor intelectual na criação da Rádio Cultura, que foi criada em 1958 e a revitalização do Jornal Impresso da Arquidiocese, A Cruzada, criado em 1935, pelo primeiro bispo Dom José Thomaz e extinto no ano 1969.

A vida deste servo de Deus começou em Orobó, Pernambuco, em 19 de julho de 1910. Filho de Severino da Silveira Távora e Antônia de Albuquerque Távora, o menino José Vicente, desde os primeiros momentos já despertava vocação para a vida religiosa. E depois de ter cursado o Seminário Menor de Nazaré da Mata, foi para o Seminário Maior de Olinda, quando foi ordenado padre pelo bispo Dom Ricardo Ramos de Castro Vilela, em maio de 1934, com 23 anos de idade. Depois de ordenado passou a evangelizar principalmente a classe operária, junto ao seu grande amigo Dom Helder Câmara, que chegou a ser bispo de Olinda, em Pernambuco, sendo chamado e reconhecido como “o padre dos operários”.

Ainda como padre, em 1950, chefiou a peregrinação da Juventude Operária Católica – JOC, a alguns países da Europa, com o objetivo de celebrar o Ano Santo. Os países visitados foram Portugal, França, Bélgica, Holanda, Suíça e Itália, considerados centros desenvolvidos da Ação Católica. Em 1952, no mês de outubro, com vários cardeais, arcebispos e bispos se reuniram extraordinariamente na Capela do Palácio São Joaquim para instalar a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, onde foi nomeada a Comissão Permanente para dirigir a Conferência, que teve como seu presidente o cardeal Dom Carlos Carmelo Motta e Dom Helder Câmara foi aclamado como primeiro secretário-geral.

Em 26 de julho de 1954, no dia consagrado a Sant’Anna e São Joaquim – pais de Nossa Senhora, o Papa Pio XII, nomeou o monsenhor Távora como Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, que foi ordenado pelo cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Jaime de Barros Câmara, quando depois de atuar passou a ser conhecido como “o Bispo dos operários”. Neste mesmo ano, o Brasil passou por um grande acontecimento trágico, quando em 24 de agosto, o presidente do Brasil, o gaúcho de São Borja, Getúlio Vargas, morreu praticando suicídio, no Palácio do Catete; e foi exatamente Dom Távora quem deu a notícia.

Já com o título de Bispo dos Operários com o padre Antônio Fragoso, que depois foi Bispo de Crateús, no Ceará, em janeiro de 1956, participaram do VI Encontro Regional da Juventude Operária Católica do Nordeste, encontro realizado no Colégio Salesiano, em Aracaju. Na ocasião, Dom Távora aproveitou o ensejo e fez uma visita à Redação do Jornal A Cruzada, jornal da Diocese de Aracaju. Durante o Congresso, foi procurado pelos jornalistas para conceder uma entrevista, cujo tema foi a JOC. Uma das perguntas da entrevista foi qual a posição da JOC no movimento operário. Mais foi em 1957, em 26 de novembro, por determinação do Papa Pio XII, que Dom José Vicente Távora começou o seu trabalho, em Aracaju, quando contava com apenas 46 anos de idade foi nomeado Bispo de Aracaju, sucedendo o então bispo Dom Fernando Gomes, o segundo Bispo de Aracaju, que estava deixando a Diocese porque fora nomeado para ser o primeiro Arcebispo de Goiânia. Este também era envolvido com as questões sociais na Ação Católica.

Aracaju - A chegada do novo Bispo a Aracaju, somente aconteceu em 1958. Mas assim que Dom Fernando Gomes tinha deixado o Bispado de Aracaju, em seu lugar, responsável pela Diocese vacante, ficou o monsenhor Carlos Carmélio Costa, em junho de 1957, que em dezembro deste ano, fez uma circular ao Clero que foi registrada no 2º volume do Livro de Tombo da Arquidiocese de Aracaju, na página 156, comunicando a Nunciatura Apostólica; ou seja, a nomeação de Dom Távora, para a Diocese, em 27 de novembro. A publicação oficial foi feita pelo Jornal do Vaticano, o L’Osservatore Romano.

Em meados de dezembro, depois do comunicado oficial, uma equipe de reportagem do Jornal A Cruzada foi até o Rio de Janeiro, para entrevistar o novo Bispo, no Palácio São Joaquim. Dentre as perguntas estava a seguinte: Quais são seus planos? A sua resposta foi ...Tudo para todos, desejaria dizer, como São Paulo. No meu brasão de Bispo está uma expressão, como lema, que exprime, agora, minha confiança nos sergipanos, que são o grupo humano a quem estas palavras se dirigem: “Em vossas mãos repousa a minha sorte”. Sorte do meu apostolado. Sorte de minhas alegrias de Pastor. Sorte da realização de um programa de progresso espiritual e humano. Fico nas mãos do Clero. Entrego-me à bondade do povo sergipano.

Na sua chegada em Aracaju, em 22 de março de 1958, para assumir o bispado, Dom Távora foi recebido pelo seu amigo Dom Helder Câmara, pelo governador do estado, à época Leandro Maciel, vice-governador José Machado de Souza, o prefeito de Aracaju, Roosevelt Cardoso de Menezes, além de religiosas e religiosos, padres, seminaristas, dirigentes da Ação Católica e o Círculo Operário de Aracaju, as Associações Religiosas e o vigário Capitular Monsenhor Carlos Costa, o bispo de Penedo, Dom José Terceiro e familiares de Dom Távora (seu pai e dois irmãos, um deles frei). Todos os jornais do Nordeste publicavam notícias pertinentes a sua chegada. “Dom José Vicente Távora, Bispo dos Pobres, humilde, corajoso, sincero”, era a estampa do Jornal O Nordeste; “Desde ontem que Sergipe, operário e cristão, está em festa pela chegada do Pastor. Possui um dos grandes Bispos. Dom José Vicente Távora é uma voz nacional que clama pelos humildes”, A Cruzada. O ano também foi marcado por um período eleitoral. A Diocese de Aracaju já convocava e estimulava a população do Estado a assumir seu exercício de cidadania e dizia que os eleitores deveriam votar, e votar bem para o Governador do Estado, senadores, deputados estaduais e federais e vereadores.

Posse - A posse se deu em frente à Catedral Metropolitana de Aracaju, na praça Olímpio Campos, quando o monsenhor Carlos Correia Costa, que estava ocupando o cargo até a chegada do novo Bispo, o empossou e lendo a Bula do Papa Pio XII e, fazendo uso da palavra, disse que todo bispo é portador da Boa-Nova e sucessor legítimo dos apóstolos, com a tríplice função de ensinar, reger e santificar. Disse também que ele dá testemunho da verdade e que é pai, nome que envoca todas as manifestações de amor e de ternura; e a este pai entregava Sergipe, pupilo inteligente, bom, travesso, trabalhador, com seus pequenos defeitos e grandes qualidades.

Em seu primeiro pronunciamento, explicou o significado do seu brasão episcopal. “Em nosso brasão, encimando os dois campos em que se divide, há uma coroa – a coroa de Nossa Senhora, a protetora, rainha, mãe e madrinha de vosso Pastor, caríssimos filhos e cooperadores. E o lema deste brasão é um versículo da Sagrada Escritura – Salmo 31,6 –expresso nestes termos: In manibus tuis sortes meae, isto é “Em vossas mãos ponho o destino de minha vida”.

Grandes realizações - Dentre as realizações de Dom Távora se tornando o primeiro arcebispo da Arquidiocese de Aracaju, que neste ano completou 50 anos de fundação, estão a criação das Dioceses de Estância e Propriá, um sonho começado pelo primeiro bispo Dom José Thomaz e continuado pelo seu sucessor, Dom Fernando Gomes, mas concretizado por Dom Távora, que criou a Província Eclesiástica de Aracaju. Correspondendo a três dioceses, pois naquele tempo a Diocese de Aracaju tinha ligação com todo o estado de Sergipe. Em maio de 1958, visitou primeiro a cidade de Propriá em seguida a cidade de Estância e em 13 de junho de 1958, enviou o relatório à Roma, via Nunciatura Apostólica.

No mês de abril, de 1960, o Papa João XXIII, através da Bula Ecclesiarum Omnium, criou a então Província Eclesiástica de Aracaju, desmembrando-a da Província Eclesiástica de Maceió, Alagoas. Elevou a capital de Sergipe, a cidade de Aracaju, a sede Arquiepiscopal, tendo Dom Távora como o seu primeiro arcebispo e administrador das duas dioceses recém-criadas.

Como um homem além do seu tempo, o bispo recém- empossado, lançou à população sergipana um manifesto em prol da construção da Rádio Cultura de Sergipe, em 29 de novembro de 1958. No manifesto, foi colocado: “O caminho seguro para um povo realizar-se não se encontra sem sacrifícios, sem lutas e sem coragem de decisão. A história contemporânea, o progresso alcançado, mesmo em regiões de nosso país, que um dia foram atrasadas, são o espelho dessa realidade. Uma comunidade humana que encontra em seu interior grupos de homens decididos a descobrir os seus problemas para enquadrá-los, debatê-los e lutar por soluções acertadas, pode considerar-se um território humano destinado a superar suas dificuldades e vencê-las...Vamos lançar uma Empresa de Divulgação e Cultura que tenha, entre outros objetivos, a finalidade imediata de editar um jornal diário e organizar uma emissora que se unam, pelo seu programa e pelas suas campanhas, aos outros órgãos de publicidade da terra, para lutarem juntos, cada vez mais, em plano alto, pelo nosso Bem Comum”...

Movimento de Educação de Base

Para o padre Isaias Nascimento, autor do livro Dom Távora o bispo dos operários, que faz um alto estudo da vida do bispo, diz em suas palavras que as palavras de Dom Távora são tão atuais. “Eu gostaria de deixar tudo isto de lado, o lado pragmático desta hora e, em vez de estar nesta tribuna, me colocar, no meio de vós, falando convosco, dialogando, fazendo sair de dentro de cada um de vós o riso, o brado, a contestação e às vezes, descobrir nas intermitências dos nossos silêncios, os mundos insuspeitados que estavam adormecidos dentro do homem medíocre que a busca do diploma tenha criado em nós. Se estivéssemos sentados numa encosta, na encosta de um recanto que nos houvesse acolhido, eu vos falaria assim:

Já para o jornalista João Oliva, que trabalhou diretamente com Dom Távora, sendo o redator do jornal A Cruzada, e se tornou grande amigo, relatou, sobre o bispo em março de 1958, nomeado pelo Papa Pio XII, na Diocese de Aracaju, desenvolveu uma atuação das mais profícuas que durou 12 anos até a sua morte, ocorrida em 03 de abril de 1970. Começou pelas providências para transformar a Diocese numa nova Província Eclesiástica - criada pelo mesmo Pontífice - que elevou Aracaju a Arquidiocese e criou mais duas Dioceses – as de Estância e Propriá – dinamizando a religião e mesmo todas as atividades sociais, culturais e econômicas em todo o Estado. Na Arquidiocese, reestruturou, logo à sua chegada, o jornal diocesano “A Cruzada” e fundou a Rádio Cultura (1959), tornando esses dois veículos grandes propagadores do pensamento cristão (na Rádio Cultura criou o MEB – Movimento de Educação de Base – destinado a formar os trabalhadores na consciência dos seus direitos e deveres).

Criou mais diversas novas paróquias, novos Centros catequéticos, um Centro de Treinamento Religioso e Social para estudos e treinamentos de sacerdotes, religiosas e leigos e um Centro de Assistência e Organização Social de mães e de empregadas domésticas. Finalmente ampliou as sedes diocesanas do SAME e também fundou a JOC – Juventude Operária Católica, para desenvolver na classe operária, a conscientização sobre a doutrina social cristã. Mas não só no interior da Igreja sua ação se fez presente, em Sergipe, mas também em vários setores da vida social, cultural e mesmo técnica ele com o seu prestígio de Bispo e sua cultura procurava apoiar e dinamizar, sempre pregando sua palavra e seu exemplo de humanismo e bondade cristã. Seu objetivo era a conciliação de todo o povo sergipano e de todas as classes, num clima de justiça e de respeito aos direitos democráticos. Era assim o Dom Távora que Sergipe conheceu e cuja memória merece, no Centenário do seu nascimento ser invocada como exemplo de verdadeiro cristianismo para todos.

Texto: Mércia Oliva
Foto: Acervo do Instituto Histórico de Sergipe
Matéria publicada no Correio de Sergipe, em 18 de julho de 2010.

*Foto e texto reproduzidos do blog: merciaoliva.blogspot.com.br/

Postagem originária da página do Facebook/Minha Terra é SERGIPE, em 10 de fevereiro/2013.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Primeiro Mapa da História de Sergipe

Primeiro Mapa da História de Sergipe.
Cartógrafo Joan Blaeu - Holanda - 1665.
Foto reproduzida do Blog: taicheportfolio.blogspot.com.br
De: Taiche Melo

Postagem originária da página do Facebook/Minha Terra é SERGIPE, em 8 de fevereiro de 2013.
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As Almas de Itabaiana Grande.


As Almas de Itabaiana Grande.

Samarone comenta um movimento literário independente que surge em Itabaiana.

Antonio Samarone de Santana.
Ceboleiro do Beco Novo.

Brota em Itabaiana um vigoroso movimento cultural. Livros são publicados, revistas circulam com regularidade, pesquisas, debates, portais, blogs, quase tudo de elevado nível. O que está acontecendo? Para ajudar a compreensão é necessário registrar a completa ausência do Poder Público e das Universidades.O primeiro, voltado para o patrocínio dos shows das "bandas" e das micaretas, e o saber acadêmico, assoberbado com suas regras e imposições, suas produções protocolares, ignoram solenemente outros predicados da vida cultural.

O forte em Itabaiana nunca foi a cultura, mesmo registrando que no último século tivemos quatro historiadores de peso: Lima Junior, Sebrão Sobrinho, Thetis Nunes e Vlademir Carvalho. Entretanto, a questão não é essa, a produção intelectual sempre existiu: Alberto Carvalho, Antonio Oliveira, José Crispim, etc., a novidade é a atual manifestação coletiva, independente da capital e do capital, ou de qualquer outro centro. Não falo aqui da música, pois esta tem raízes profundas na Vila de Santo Antonio e Almas de Itabaiana, e está organizada a mais tempo.

O que está possibilitando esse renascimento cultural da "aldeia", do nível local, do periférico, do regional? As profundas mudanças nos meios de comunicação, a INTERNET, os satélites, a disponibilização dos arquivos, bibliotecas e bancos de dados, o intercambio on-line, as novas mídias, criaram condições de acesso imprevistas, permitiram ao bom pesquisador as mesmas condições, e que seus estudos chegassem ao mundo sem o filtro do poder. Essa nova realidade nas comunicações pode ser parte da explicação?
Não estou deslumbrado com o populário, com manifestações primárias da cultura, com resistências do folclore, etc. também não estou negando o seu valor; o que estou discutindo é a produção da alta cultura, universal, que começa a nascer na periferia. O que estou chamando a atenção é para o movimento de resistência a cultura de massas, alienante, centralizada, distribuída pela indústria cultural para o consumo; e que só aceita as manifestações locais, como subalternas, exóticas, secundárias. A Aldeia Global não pode ter uma única direção - centro/periferia - queremos colocar nossos temperos, discutir modos de vida, visões de mundo, beber em nossas raízes.

Ninguém desconhece a importância da Semana de Arte Moderna de 1922 para a cultura brasileira, contudo, nesse mesmo período, Gilberto Freire liderou um movimento pela regionalização cultural, com manifesto público e tudo. Estava Gilberto Freire sendo provinciano? Existe alguma contradição insanável entre o universal e o particular? "Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia", diz Pessoa num de seus versos famosos.

É essa volta às raízes, sem abrir mão do universal, o que está ocorrendo em Itabaiana. Uma revalorização do nosso modo de vida, nossas festas, músicas, danças, culinária, crenças, um reavivar da nossa memória, da nossa história, dos nossos vilões e heróis, santos e demônios, de nossas raízes latinas, ibéricas, da influencia africana e tupinambá.

Se essa força estiver se manifestando em outras comunidades, em Lagarto eu já constatei, teremos uma grande reviravolta cultural nos próximos anos. Ainda ouviremos falar muito dessas mudanças em Itabaiana. Mais cedo ou mais tarde. Qual é o papel do Poder Público e de suas políticas culturais? Está franqueada a palavra...

Foto e texto reproduzidos do site: itnet.com.br/materia-15826

Postagem originária da página do Facebook/Minha Terra é SERGIPE, em 7 de fevereiro de 2013.

Academia Itabaianense de Letras


Conheça os 15 membros da Academia Itabaianense de Letras
A Academia Itabaianense de Letras foi criada dia 1º de fevereiro/2013.


A primeira Academia de Letras da Região Agreste de Sergipe é constituída de quinze itabaianenses acadêmicos-fundadores abaixo discriminados

Abrahão Crispim de Souza, jornalista, odontólogo de formação, um dos principais nomes do jornal O SERRANO, - retrato perfeito da Itabaiana da década de setenta e parte de oitenta do século passado -, organizador dos livros Costumes de minha aldeia e outros escritos e Versomania, ambos de seu pai José Crispim de Souza, a ocupar a cadeira cujo patrono é José Crispim de Souza.

Antonia Amorosa Meneses, cantora, fundadora do grupo Asa Branca, jornalista atuante no Correio de Sergipe, semalmente, marcando sua estreia no campo da literatura com o Vôo rasante, pensamentos, tornando-se, depois, a poetisa de Translúcida e Baú de Graças, e autora de Mateus em Cordel a ocupar a cadeira cujo patrono é José Bezerra.

Antonio Carlos dos Santos, professor universitário, ensaísta político, autor, entre outros, de A politica negada - Poder e corrupção em Montesquieu, A via de mão dupla, tolerância e política em Montesquieu, Intermitências filosóficas - reflexões sobre ação política, além de ser o organizador de Filosofia & Natureza - debates, embates & conexões, a ocupar a cadeira cujo patrono é Francisco Antonio de Carvalho Lima Júnior.

Antonio Francisco de Jesus, economista, jornalista atuante no jornal A CRUZADA, autor de Os tabaréus do sítio Saracura, Meninos que não queriam ser padres, e Minha querida Aracaju aflita, a ocupar a cadeira cujo patrono é o frei Boaventura de Oliveira.

Antonio Samarone Santana, professor universitário, médico e pesquisador, autor de As febres do Aracaju - Dos miasmas aos micróbios, co-autor de Dicionário biográfico de médicos de Sergipe, ocupar a cadeira cujo patrono é Alberto Carvalho.

José Augusto Machado - cronista, autor de Causos de Itabaiana Grande, a ocupar a cadeira cujo patrono é Antonio Silva.

José de Almeida Bispo - pesquisador, autor de quatro documentários sobre a história de Itabaiana feitos em DVD, intitulados, respectivamente, de Histórias dos tempos de vaqueiros, tempos de lendas e tesouros, doces vales de sonhos, sina de estradeiro, estando em preparo o quinto, titularizado de Comércio. Autor do livro Itabaiana, nosso lugar: quatro séculos depois, com lançamento para o próximo mês de março vindouro.

Josefa Eliana Souza, pesquisadora, professora universitária do departamento de história, membro do Instituto histórico, autora de Nunes Mendonça - um escolanovista sergipano, cujo patrono é José Antonio Nunes Mendonça.

José Luciano Goes de Oliveira, ensaista político, advogado, professor da UFPE, autor de diversos livros, entre os quais, Sua Excelência o Comissário - análise das práticas judiciárias exercitadas por comissários de polícia no grande Recife; Conflitos coletivos e acesso à Justiça; Le Théme dos Droits de l´Homme et la pensée politique de gauche au Brésil; Do nunca mais ao eterno retorno - uma reflexão sobre a tortura; Imagens da Democracia: os direitos humanos e o pensamento político de esquerda no Brasil; A vergonha do carrasco - uma reflexão sobre a pena de morte; O Bruxo e o Rabugento, ensaios sobre Machado de Assis e Graciliano Ramos; O enigma da democracia - O pensamento de Claude Lefort, e 10 lições sobre Hannah Areudt, a ocupar a cadeira cujo patrono é José Ademar de Carvalho.

José Rivadálvio Lima - pesquisador, advogado, professor, membro do Instituto Histórico de Sergipe, fundador do jornal O Serrano, autor de 25 anos do Colégio Estadual Murilo Braga e Cinquentário do Colégio Estadual Murilo Braga - 1949-1999, a ocupar a cadeira cujo patrono é João Pereira de Oliveira.

Luiz Carlos Andrade - médico, autor de Tópicos em Medicina Interna - apendicite, colecistite, doença diverticular do Cólon, obstrução mecânica do delegado, câncer de pâncreas, insulinoma, VIPoma, glucagonoma, doença de Wilson, síndrome do anticorpo antifosfolipídeo, dermatomiosite juvenil, granulomatose de Wegener, Rabdomiólise, síndrome menopáusica, a ocupar a cadeira cujo patrono é Antonio Oliveira.

Luciano Correia - professor universitário, diretor da Fundação Aperipê, jornalista e ensaísta, autor de Jornalismo e Espetáculo - O mundo da vida nos canais midiáticos, TV Caju e TV Cidade: o conteúdo local no mercado da TV por assinatura em Aracaju, a ocupar a cadeira cujo patrono é Samuel Pereira de Almeida.


Robério Barreto Santos - fotógrafo, professor, romancista, pesquisador, 1o Secretário do Distrito 4390 do Rotary Club Internacional e jornalista, criador da revista OMNIA, autor de O vendedor de sereias, Joãozinho Retratista - O mestre da fotografia e O Livro Branco da Fotografia, a ocupar a cadeira cujo patrono é João Teixeira Lobo.

Vladimir Souza Carvalho - magistrado, pesquisador, contista, cronista, poeta, fundador do jornal O Serrano, e folclorista, autor de Quando as cabras dão leite, Mulungu desfolhado, Água de cabaça, Feijão de cego, contos; Sinal verde, trânsito vermelho, poesia; Santas Almas de Itabaiana Grande, A República Velha em Itabaiana, Vila de Santo Antonio de Itabaiana, história; O caxangá na história de Itabaiana, Apelidos em Itabaiana, Adivinhas sergipanas, no folclore; Da Justiça Federal e sua competência, Competência da Justiça Federal, Manual de judicatura aplicada, Manual de competência da Justiça Federal, direito, a ocupar a cadeira cujo patrono é José Sebrão de Carvalho, sobrinho.

Walter Pinheiro Noronha, odontólogo, autor do livro Bioprogressiva - Vade Mécum - Meu caderno, a ocupar a cadeira cujo patrono é Boanerges Pinheiro de Almeida.
São estes, Senhoras e Senhores, os acadêmicos-fundadores da Academia Itabaianense de Letras.

Da redação Itnet, Leonardo Dias.
Texto reproduzidos do site: itnet.com.br/materia-19973
Foto reproduzida do site: itnet.com.br

Postagem originária da página do Facebook/Minha Terra é SERGIPE, em 7 de fevereiro de 2013.

Academia Gloriense de Letras


Academia Gloriense de Letras é instalada em Nossa Senhora da Glória/SE.
Evento aconteceu em 12 dez 2012.

Com o objetivo de incentivar a leitura e a produção literária no Alto Sertão sergipano, a Academia Gloriense de Letras (AGL) realizou na noite do dia 12/12/12, no auditório do Colégio Padre Leon Gregório, na cidade de Nossa Senhora da Glória, a Solenidade de Instalação da Academia Gloriense de Letras, com a presença de inúmeros intelectuais, artista de todo o estado e convidados.
O evento iniciou-se às 19h com apresentações dos membros da AGL, convidados e entre outros. Logo após, houve discurso cerimonial, e cantaram o hino nacional. Seguido de discurso de cada membro da Academia. Em discurso, a prefeita Luana Oliveira agradece e parabeniza a todos os fundadores da AGL. “Parabéns e sucesso a todos vocês, que sejam inspiração para muitos glorieses que queriam está aqui nesta noite de hoje”, destacou Luana Oliveira.
A academia é composta por 40 cadeiras, atualmente com 8 membros fundadores, ou seja, restando ainda 32 cadeiras vagas. Os oito membros acadêmicos fundadores da AGL foram todos diplomados e receberam medalhas. Além da diplomação, houve a posse da primeira diretoria executiva para o biênio 2012/2014, tendo como presidente o professor e poeta Jorge Henrique Vieira Santos. “A AGL foi uma iniciativa do nosso grupo, desde junho do ano passado que tivemos a ideia de criar uma entidade que promovesse a leitura e a escrita, com a vinda do homem livro a nossa cidade essa ideia floresceu [...] A iniciativa foi muito bem recebida por várias entidades de cultura e pessoas do estado inteiro [...] nosso objetivo é trabalhar e começar a promover eventos que valorize a cultura, leitura e escrita”, ressaltou o poeta Jorge Henrique.
O evento se encerou por volta das 22h30. Em conversa com o prefeito eleito de N. Sra. da Glória, Chico do Correio, ele fala da importância dessa instituição para o município e todo médio e alto sertão. “A Academia Gloriense de Letras chegou no momento muito importante para sociedade do médio e alto sertão, para reforçar e implementar ainda mais à cultura[...] ela vai dinamizar e enfatizar a cultura do povo de glória, médio alto sertão e de todo estado [...] e o poder público já está dando seu apoio através da prefeita Luana e seu irmão Sergio Oliveira e a partir de Janeiro de 2013 Chico do Correio e Aparecido Dias irão dar o apoio que for necessário para que essa instituição se fortaleça ainda mais [...] ela é de extrema importância para evolução cultural do nosso município [...] fazendo com quer os nossos jovens no campo das artes, da escrita, da cultura possam evoluir ainda mais [...] que possam adquirir o desejo e a vontade de expressar o seu momento cultural, todo o seu conhecimento [...] repito essa instituição será de extrema importância para Nossa Senhora da Glória e Região”, enfatizou Chico do Correio.

Pedro Poderoso/ Redação Sou de Sergipe
Jornalista DRT/SE 1872
Foto e texto reproduzidos do site: soudesergipe.com.br

Postagem originária da página do Facebook/Minha Terra é SERGIPE, 7 de fevereiro de 2013.

Academia Gloriense de Letras


Município de Nossa Senhora da Glória/SE.
Recebe a 1ª. Academia de Letras do interior. (Set.2012).

A cidade vem incentivando e promovendo literatura no Alto Sertão.
Uma nova academia de letras, acaba de ser registrada, e dessa vez a grande contemplada foi a cidade de Glória, que no dia 12 de setembro, ganhou a mais nova Academia Gloriense de Letras, a primeira academia de letras do interior.

O município recebeu esse grande empreendimento, devido a sua participação no cenário literário, onde apresenta um grupo de literatos naturais do município que há muito tempo, vem incentivando e promovendo literalidade no Alto Sertão.

Devidamente, será agendada a instalação festiva da AGL que, no biênio 2012/2014, será conduzida pela Diretoria Executiva que está logo abaixo:

Presidente - Jorge Henrique Vieira Santos;
Vice-Presidente - Francisco das Chagas Vasconcelos (Prof. Vasko);
Secretário geral - Edson Magalhães Bastos Júnior;
Secretário adjunto - Ramon Diego Câmara Rocha;
Diretor Financeiro - José Ancelmo Aragão;
Diretora Financeira adjunta - Maria Verônica Santana Sales;
Diretor de Comunicação e Intercâmbio - Euvaldo Lima dos Reis e
Diretora de Projetos e Eventos - Gileide Barbosa de Souza Santos.

Da Redação Itnet, Silas Brito.
Texto e foto reproduzidos do site: itnet.com.br/materia-18923-10

Postagem originária da página do Facebook/Minha Terra é SERGIPE, em 7 de fevereiro de 2013.

Academia Sergipana de Letras


Publicado em Janeiro/2010 pelo Blog Vendaval das Letras.

Academia Sergipana de Letras


A Academia Sergipana de Letras é a instituição literária sergipana que tem por finalidade o cultivo e o desenvolvimento das letras em geral e colaborar na elevação das artes e da cultura do Brasil e, de modo particular em Sergipe.
Foi criada segundo o modelo da Academia Brasileira de Letras, por iniciativa do poeta Antônio Garcia Rosa e de outros intelectuais sergipanos, destacando-se, entre eles, José de Magalhães Carneiro, Cleomenes Campos, José Augusto da Rocha Lima, Rubens Figueiredo, Monsenhor Carlos Costa, Clodomir Silva e Manuelito Campos.

A Academia tem uma história toda especial, pois sucedeu à Hora Literária, instituição recreativa, fundada em 1º de abril de 1919, depois transformada em sociedade literária de caráter acadêmico autônoma, por decisão da Assembléia Geral de 17 de julho de 1927.

A Hora Literária tinha como objetivos a promoção do estudo; o envolvimento intelectual do cidadão e a difusão do pensamento.

Cumpria, a Hora Literária, as suas metas, quando o movimento em prol da fundação da Academia consolidou-se, principalmente a partir de 13 de abril de 1929, quando deliberou-se que para a composição do quadro acadêmico, ficariam mantidos os acadêmicos que pertenciam à Hora Literária.

Assim, a 1º de junho de 1929, a Hora Literária convertia-se na Academia Sergipana de Letras, dando grande brilho às letras sergipanas. Seu primitivo estatuto criou 16 cadeiras para os seus sócios acadêmicos, todas patrocinadas por sergipanos ilustres, já, falecidos, na seguinte ordem: Tobias Barreto, Silvio Romero, Fausto Cardoso, Bitencourt Sampaio, Ivo do Prado, Gumercindo Bessa, Curvelo de Mendonça, Felisbelo Freire, Maximino Maciel, Lapa Pinto, Maria Perdigão, Severiano Cardoso, Frei Luiz de Santa Cecilia, Horácio Hora, Armindo Guaraná e Pedro de Calazans.

Segundo o mesmo estatuto, para ocupá-las foram considerados sócios acadêmicos, com posse de todos os direitos inerentes à dignidade do cargo e das funções, os poetas Antônio Garcia Rosa, Cleomenes Campos, Etelvina Siqueira e Hermes Fontes; escritores José de Magalhães Carneiro, Ranulfo Prata, Manuelito Campos, Rubens de Figueiredo, Clodomir Silva e Gilberto Amado; filológo e orador José Augusto da Rocha Lima; oradores D. Antônio Cabral e Monsenhor Carlos Costa; pedagogos Manuel Santos Melo e Helvécio Andrade.

Posteriormente, foram integrados os 24 membros restantes, a exemplo da Academia Brasileira de Letras, constituindo, dessa maneira, o corpo dos 40 imortais. A Academia passou a adotar, como logomarca, uma coroa de louros, formada de dois ramos, presos por um laço de fita, tendo ao centro o mapa de Sergipe, dentro do qual consta a divisa: “Dare lumina terris” (Dar luz a terra), – tudo encimado por uma estrela pentagonal.

Em 1931, o Sodalício estava composto de 40 membros efetivos e de 20 correspondentes. Como patronos das cadeiras criadas, estabeleceu-se a seguinte ordem: Tobias Barreto, Silvio Romero, Fausto Cardoso, Bitencourt Sampaio, Ivo do Prado, Gumercindo Bessa, Curvelo de Mendonça, Felisbelo Freire, Maximino Maciel, Lapa Pinto, Lima Junior, Severiano Cardoso, Frei Santa Cecília, Horácio Hora, Armindo Guaraná, Ascendino Reis, Pedro de Calazans, Vigário Barroso, Pereira Barreto, Coelho e Campos, Caldas Júnior, Martinho Garcez, Ciro Azevedo, Pedro Moreira, Dias de Barros, Monsenhor Fernandes da Silveira, Manuel Luiz, Conselheiro Orlando, Jackson Figueiredo, José Jorge de Siqueira, José Maria Gomes de Souza, Oliveira Ribeiro, Guilherme Rebelo, Joaquim Fontes, Conselheiro Aranha Dantas, Baltazar Gois e Brício Cardoso.

Nos anais do Cenáculo, figuram como primeiros ocupantes das cadeiras, renomados homens de letras, a começar por Antônio Garcia Rosa, Magalhães Carneiro, Cleómenes Campos, José Augusto da Rocha Lima, D. Antônio Cabral, Gilberto Amado, Ranulfo Prata, Manuelito Campos, Rubens Figueiredo, Artur Fortes, Costa Filho, Monsenhor Carlos Costa, Clodomir Silva, Santos Melo, Helvécio de Andrade, Hermes Fontes, Oliveira Teles, D. Mário Vilas Boas, Pìres Wynne, Alfeu Rosas, Maurício Cardoso, João Passos Cabral, Prado Sampaio, Julio Albuquerque, Carvalho Neto, Florentino Menezes, Nobre de Lacerda, Gervâsio Prata, Abelardo Cardoso, Enock Santiago, João Esteves da Silveira, Edson Ribeiro, Humberto Dantas, Olegário e Silva, Josué Silva, Augusto Leite, Hunaldo Santaflor Cardoso, Pedro Machado, Marcos Ferreira de Jesus, Zózimo Lima, Epifânio Dória.

Passaram, também, pelos assentos da Academia, expressões culturais do porte de José da Silva Ribeiro Filho, Freire Ribeiro, Garcia Moreno, Exúpero Monteiro, Abelardo Romero, Jorge Neto, Gonçalo Rolemberg Leite, Sebrão Sobrinho, Clodoaldo de Alencar, Felte Bezerra, Severino Pessoa Uchôa, Renato Mazze Lucas, Urbano Neto, Monsenhor Domingos Fonseca, José Olino de Lima Neto, Orlardo Vieira Dantas, José Augusto Garcêz, Benedito Cardoso, João Fernandes de Britto, José Maria Rodrigues Santos, Antônio Garcia Filho, Núbia Nascimento marques e D. José Brandão de Castro.

As reuniões da Academia, a partir de 1932, aconteceram na Sala da Ordem dos Advogados do Brasìl, Seccional de Sergipe, localizada no antigo Palácio da Justiça, à Praça Olympio Campos, onde atualmente funciona a Procuradoria Geral do Estado; mudou-se, depois para o Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, à rua Itabaianiriha, já que, praticamente todos acadêmicos eram, também, sócios dessa modelar instituição cultural.

No início da década de 70, as reuniões da Academia foram mais uma vez transferidas. Desta feita, graças aos trabalhos desenvolvidos pelos acadêmicos Severino Uchôa, então Presidente, e Emmanuel Franco, as tertúlias acadêmicàs passaram a ter lugar no vasto salão do primeiro andar da antiga iblioteca Pública, hoje Arquivo Público do Estado, à Praça Fausto Cardoso. E aí viveu ela por alguns anos, até que foi desalojada e transferida para o sobrado em que funcionou, antigamente, o Colégio Tobias Barreto, localizado na rua Pacatuba, 288, o qual, aliás, é um dos últimos exemplares da arquitetura civil do início do século, em nossa cidade. Como se vê, não foram fáceis esses longos anos de existência da Academia, já que para começar, não possuía casa. Ultimamente, porém, o tratamento melhorou e o Governo do Estado vem mantendo, com a instituição cultural, um pacto de uso do prédio público, numa total parceria, uma vez que ambos estão comprometidos com as ações de promoção, difusão e intercâmbio das atividades culturais e artísticas de Sergipe.

A Academia no curso dos seus 71 anos de existência tem sido reconhecida pela sociedade sergipana como a entidade cultural responsável pelo estímulo do movimento intelectual do Estado e, como tal, tem merecido do Poder Público e da iniciativa privada, as melhores atenções, sempre voltadas para a consecuçáo dos seus objetivos, na incessante busca do desenvolvimento cultural e social do povo sergipano.

A Academia Sergipana de Letras é reconhecida, também, como a mals democrática das Academias do País, pois, em seu quadro, abriga não só literatos, como homens de artes, humanistas e cientistas, dando, assim, uma ênfase especial à cultura em geral, cumprindo, destarte, as suas finalidades estatutárias.

Com efeito, na atualidade, as cadeiras acadêmicas estão ocupadas de figuras de todos os segmentos culturais do Estado. Entre os poetas, figuram: Santo Souza, Hunald de Alencar, Wagner Ribeiro, José Abud, Eunaldo Costa, Carlos Britto e Carmelita Fontes; cientistas: Emmanuel Franco, Walter Cardoso e Eduardo Garcia; escritores: José Amado Nascimento, Clodoaldo de Alencar Filho, Mário Cabral, D. Luciano Cabral Duarte, José Bonifácio Fortes Neto, Luiz Antonio Barreto, Manoel Cabral Machado, Acrísio Torres de Araújo, Francisco Guimarães Rollemberg, João Alves Filho e Maria Lígia Madureira Pina; historiográfos: Maria Thetis Nunes, Ariosvaldo Figueiredo, José Silvério Leite Fontes e Luiz Fernando Ribeiro Soutelo; juristas: José Anderson Nascimento, Luiz Pereira de Melo, Luiz Garcia, Luiz Rabelo Leite, Artur Oscar de Oliveira Déda, Luiz Carlos Fontes de Alencar e Acelino Pedro Guimarães; filólogos Ofenísia Soares Freire e João Evangelista Cajueiro; orador e escritor: João de Seixas Dória e artista plástico e escritor João Gilvan Rocha.

Numa ação de grande incentivo, o saudoso ex-Presidente Antônio Garcia Filho, criou a 25 de agosto de 1984, o Movimento de Apoio Cultural da Academia Sergipana de Letras, centro de reunião de intelectuais sergipanos que, dia a dia, aprimoram os seus conhecimentos. O MAC tem prestado relevantes serviços à Academia e à vida cultural do Estado, valendo destacar o incessante trabalho desenvolvido pelo seu coordenador, jornalista José Ferreira Lima, secundado por Lauro Rocha de Lima, Cléa Maria Brandão Mendes, Sergival Silva, Malba Maria Eng de Almeida, Araripe Coutinho, Luzia Maria da Costa Nascimento e Maria Luiza Martins Caldas Prado. A importância desse Movimento Cultural, no cenário acadêmico, foi confirmada, de forma unânime, com a eleição e posse de dois dos seus integrantes, para cadeiras acadêmicas: Acelino Pedro Guimarães e Maria Lígia Madureira Pina e a recente eleição de José Lima de Santana.

Entre as atividades da Academia figuram palestras, cursos, concursos literários, seminários, além da publicação da Revista e de livros de autores sergipanos. Promove, ainda, a preservação e a divulgação da Literatura e de outras manifestações culturais, mantendo intercâmbios com entidades culturais brasileiras e estrangeiras, para o desenvolvimento cultural do povo sergipano.

José Anderson Nascimento – Presidente
Fontes:
Site: wagnerlemos.com.br/
Site: asl-se.org.br/

Foto e texto reproduzidos do blog: vendavaldasletras.wordpress.com

Postagem originária da página do Facebook/Minha Terra é SERGIPE, em 7 de fevereiro de 2013.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O Sangue de Agosto na História de Sergipe


O Sangue de Agosto na História de Sergipe.
Por Luiz Antônio Barreto

Aracaju guarda em sua memória, fatos dolorosos ocorridos em agosto de 1942 e 1954, que tingiram de sangue a sua história. Na madrugada de 16 de agosto de 1942, aos 12 minutos, o submarino alemão, comandado

Aracaju guarda em sua memória, fatos dolorosos ocorridos em agosto de 1942 e 1954, que tingiram de sangue a sua história. Na madrugada de 16 de agosto de 1942, aos 12 minutos, o submarino alemão, comandado pelo Capitão de Corveta Harro Schacht, torpedeou o navio “Baependy”, que navegava pela costa sergipana com suas luzes acesas, indicando a neutralidade brasileira, no conflito mundial. Na mesma madrugada foi torpedeado o navio “Araraquara”, e ainda no dia 16 foi a pique, pelo submarino alemão, o navio “Aníbal Benévolo”. Os torpedeamentos não ficaram por aí, marcando o dia 16 de agosto, Outros navios, como o “Itagiba”, o “Arará”, e os cargueiros “S.S.Clymer” e “Jacira”, à vela, completaram o ato beligerante do submarino alemão U-507. Foram dias de horror, de medo, de choro e de morte, mobilizando os sergipanos para o socorro possível, ao longo da costa sul.

Aracaju acolheu os náufragos, tratou feridos, enterrou os mortos e reuniu familiares das vítimas, vindas de várias partes do País, acompanhar a tragédia. O Aero Clube de Aracaju, com seus dirigentes e associados e seu pequeno avião superou-se em solidariedade, sendo um exemplo que foi seguido por vários grupos sociais da capital sergipana, no sentido de dar atendimento a todos. O trauma do ataque traiçoeiro e premeditado levou a população às ruas, politizando-a com os fatos, e demonstrando a coragem de uma reação pronta e imediata. Súditos alemães e italianos que viviam em Aracaju e no interior do Estado foram responsabilizados por uma colaboração, que ainda hoje não está devidamente esclarecida.

Nicola Mandarino, italiano, em Sergipe há muito tempo, comerciante destacado, teve sua casa na praça Olímpio Campos, onde atualmente está sediada a Cúria Metropolitana, invadida, móveis quebrados, livros queimados, acontecendo o mesmo com a sede de sua Fazenda Iolanda, antigo Colégio dos Jesuítas, no município de Itaporanga. A suposição era a de que Nicola Mandarino teria um rádio, pelo qual informava ao Capitão do submarino, a rota e a posição dos navios.

Nada ficou provado, mas sabe-se, hoje, que o submarino alemão recebia colaboração de italianos, na costa brasileira. E isto porque os a missão dos torpedeamentos tinha sido dos submarinos italianos, cumprida anteriormente, sem resultados. Nicola Mandarino continuou vivendo em Aracaju e em 1958 passou por outro trauma, quando seu genro, o médico Carlos Firpo, com quem morava, foi assassinado, na casa da rua de Campos, tendo a filha Milena sido apontada como cúmplice, de um crime passional, que envolvia um amigo da família, o Coronel Afonso Ferreira, da Aeronáutica. Mudando de Sergipe para o Rio de Janeiro, Nicola Mandarino morreu em 1973.

Em 1954, no dia 24 de agosto, Sergipe, como o resto do Brasil, amanheceu surpreso com o suicídio do presidente Getúlio Vargas, no seu quarto do Palácio do Catete, pondo fim a uma crise moral, que abatia o Governo. A reação foi imediata, e logo as ruas de Aracaju foram tomadas por políticos, trabalhadores, lideranças sindicais, eleitores do Partido Trabalhista Brasileiro - PTB, todos buscando identificar na população e nos blocos políticos de adversários, os responsáveis pelo fim trágico do “Pai dos Pobres”.

As passeatas pelas ruas de Aracaju tinham destinos certos, antes de fazer concentração na praça Fausto Cardoso, centro de manifestações políticas. A Rádio Liberdade, na rua de Itabaianinha, de propriedade de Albino Silva da Fonseca e porta voz da União Democrática Nacional – UDN, e o sítio da avenida Desembargador Maynard, residência do deputado federal Leandro Maciel, foram alvos da ira do povo. Por pouco, muito pouco, não houve uma tragédia, liquidando figuras destacadas da política e da vida sergipana.

Um homem comum, trabalhador, pai de família, foi a vítima da concentração da praça Fausto Cardoso. Embora getulista, Lídio Paixão tentou fazer a defesa de Leandro Maciel, com quem tinha relações pessoais. Alguém, no palanque, atiçou a multidão, apontando Lídio Paixão como inimigo. O povo enfurecido fez o “justiçamento”, salpicando de sangue os canteiros da velha praça e enlutado uma família que carrega, há 53 anos, a dor e a saudade de um homem de bem, trucidado pelos ânimos exaltados da multidão.

Os dois fatos – o torpedeamento dos navios e o assassinato de Lídio Paixão – sugerem uma leitura da história de Sergipe, que permita enquadrá-los e compreendê-los, em todos os seus contornos e desdobramentos".

Texto: reproduzido do site socurticao.net
Foto do Navio Baependy (Divulgação).

Postagem originária da página do Facebook/Minha Terra é SERGIPE, em 14 de agosto de 2012.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

João Firmino Cabral (1940 - 2013)

Foto reproduzida do site: et7ra.com.br

João Firmino, cinco décadas de versos.
Por Lu Almeida · Aracaju, SE - 18/9/2006.

Por detrás das lentes, os olhos azuis fitando cada olhar mais curioso sobre as palavras. Nos pés sandálias de couro. As pernas inconstantes pra toda gente que passa e acaba ganhando um verso tirado. De ponta a cabeça se conversa sobre todo tipo de coisa: desde o problema de saúde mal-resolvido ao amigo entregue à cachaça. E até mesmo de poesia. Assim é a banca de João Firmino Cabral, 66 anos e 50 de versos. Da história miúda a nota no jornal, Seu João aproveita de tudo um pouco como mote para criar. Cordel é sua dedicação maior, instrumento de lida diária e parte de sua própria história.

Na Passarela das Flores passa de moça virgem a dona de casa, de bêbado a turista distraído. De verso de cordel, a margarida e criança largada. Cheiro de rosa vermelha, voz de repente, acorde de viola e passo de alpercata. É logo na entrada do Mercado Antônio Franco, nas palavras de Seu João “a boca do inferno”, onde fica o seu balcão de livrinhos. Nada mal chegar pelas bandas do capeta, lendo de aprumo.

“Meu ofício foi ser cordelista toda vida”, fala de início esse itabaianense nascido em Belo Jardim. Sua infância era ir de São Cristóvão para Aracaju no trem suburbano na linha Aracaju/Salgado ou Aracaju/Capela. Logo pela manhã vinha pegar carrego e depois começou a vender noz-moscada, pixilim e BHC. Já pelos 14 anos, sempre dava uma paradinha para observar o versado dos cordelistas Pedro Armando dos Santos, Genésio Gonçalves de Jesus, Zé Aristides e o famoso Manuel d’Almeida Filho. “Eu ficava vendo o dia todinho, achava aquilo bonito. Um dia eu fiquei olhando até que perdi o trem. Daí um deles me chamou pra pernoitar na sua casa”, conta ele, todo menino.

Pois foi aí que a coisa mudou. Seu João trocou as vendas e o trabalho com carrinho de mão pelos cordéis. Chegando na morada de Manuel d´Almeida, um dedo de prosa e a vontade de entrar no ramo do cordel. “O Mestre me cedeu uns 300 a 400 folhetos pra revender. Fui então pra feira vender e cantar os livretos. Da sexta pra terça-feira eu tinha vendido uns 400 e poucos livrinhos. Nem Seu Almeida acreditou no meu feito”, fala orgulhoso o homem que naquele momento deixava o agreste. Depois, morando na capital, lança seu primeiro cordel “As Bravuras de Miguel, Valente Sem Igual” nos idos de 1956.

Na sua mais recente produção, “Os corruptos do Brasil, o mensalão”, feito em parceria com Juraci Medeiros, João Firmino versa sobre o retrato político brasileiro “políticos sem escrúpulos/ dizem ser os defensores/ mas são como sanguessuga, corruptos/ sonegadores do direito e liberdade/ dos nossos trabalhadores”. Com essa mesma inteligência, o filho do cantador de feira e embolador Pedro Firmino Cabral e da roceira Dona Cecília Conceição aprendeu a ser letrado através desses pequenos livros. Alfabetizou-se pelas “cartilhas” que o ensinaram mais que o bê-a-bá.

Meio século dedicado ao cordel, mais de cinco dezenas de títulos publicados, esse João Firmino bateu do Rio Grande do Norte, a Pernambuco, Maranhão, Alagoas e Bahia de feira em feira. Deu de sustento aos sete filhos nos quarenta anos de casamento com Dona Carmelita Cabral. Catedrático sobre essa literatura, foi revisor de 1970 a 2005 da Editora Luzeiro e já foi laureado pelos quatro cantos do Brasil. Mas quando fala de prêmios, Seu João atenta mesmo é para o ganho com a leitura. Saca então um trechinho “A cultura adulatória/ falsifica a popular/ com palavrões e conchavos/ de narrativa vulgar / agredindo ao cordel/ que tem muito mais a dar”. ( Na história da literatura do cordel ... cuidado cantor para não dizer palavra errada. Abdias de Campos - 2005).

Onde ler & comprar

Barraca de Seu João Firmino, no Mercado Albano Franco, centro de Aracaju, logo depois da Passarela das Flores. Aberta de segunda a sábado das 9h às 17h. É um ponto de encontro da turma da poesia. Um bom dia é o sábado, vai de aboiador até repentista. Depois faça uma refeição, logo ao lado, no restaurante de Seu Zé Américo. Uma sanfoninha sempre chora-chora enquanto os pratos são servidos.

Biblioteca Clodomir Silva, onde fica localizada a Cordelteca “João Firmino Cabral”. Rua Santa Catarina, número 314, Bairro Siqueira Campos.

Reza uma lenda que na Biblioteca Epifânio Dória há uma sala para cordéis, chamada “Poeta Manuel d´Almeida”. Arrisque e depois me conte. Rua Vereador João Calazans, número 609, Bairro 13 de Julho.

Vale fazer uma visita ao poeta Gilmar Santana Ferreira, mais conhecido como o caçador de poetas. Na sua casa há um arquivo extenso sobre cordelistas, principalmente, daqueles que residem no interior de Sergipe. Rua Nelson Maynard (antiga Rua F-2), número 98, Conjunto Bugio.

Fotos e texto reproduzidos do site: overmundo.com.br

Postagem originária da página do Facebook/Minha Terra é SERGIPE, em 3 de fevereiro de 2013.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Homenagem a Ismar Barreto


Texto-Homenagem atualizado para o passado
Por: MTéSERGIPE.
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Ismar Barreto é homenageado em 'A Saudade Bateu no Coco’
Por Aline Galvão (Publicação de 30/11/2007).

O cantor e compositor sergipano Ismar Barreto consagrado por canções como ‘Viver Aracaju’ e ‘Porteiro de Cabaré’, (foi) ...lembrado num grande show intitulado ‘A Saudade Bateu no Coco’, que acontece(u) (em uma) ...sexta-feira, 30, no Boteco dos Poetas, às 22h. Na oportunidade (foram) ...lançados dois CDs do artista, o ‘Ismar Barreto Ao Vivo’ e ‘Tremendamente Sacana’, que reúnem algumas das mais de 300 canções do músico, falecido em dois de junho de 2006.

A produtora do show, a cantora Amorosa, avisa “este não será um momento de tristeza. Nós vamos cantar Ismar”. Mais de 20 artistas que compõem a nata da música sergipana interpreta(m) ...as composições dele num show com uma grande produção.

Os CDs

Os dois trabalhos que (foram) ...lançados resumem um pouco da extensa obra musical de Ismar, que compôs mais de 300 músicas e quase 3.000 jingles, enquanto publicitário. “Os CDs são uma obra e uma prova da genialidade da criação de Ismar. Ele era um gênio, musicalmente falando. Ele conseguia fazer uma música romântica de fazer chorar, ou uma música de fazer você se mijar de rir. Ele conseguia sair de um extremo para o outro”, explica Amorosa.

O CD ‘Ismar Barreto Ao Vivo’ foi gravado durante um show acústico, dirigido por Pascoal Maynard, que foi realizado no palco do Teatro Atheneu, em agosto de 1997. O trabalho traz 24 faixas, sendo doze músicas e 12 textos, a maioria causos contados por Ismar entre uma música e outra. Além disso, traz cinco textos publicados após sua morte, de autoria de pessoas próximas, entre eles a própria Amorosa, Pascoal Maynard e Luiz Eduardo Oliva. Traz também um trecho de uma carta enviada por ele a Amorasa, em que conta:

Capa de Tremendamente Sacana como Deus lhe concebeu, texto simples e bem humorado que é um verdadeiro poema auto-descritivo.

“Esses textos contam de forma clara quem era Ismar, enquanto compositor, pessoa, amigo, enquanto sergipano...”, resume Amorosa. “Quem aprecia música sergipana tem que ter esse CD”, ressalta.

Já o ‘Tremendamente Sacana’ traz grandes sucessos de Ismar como ‘Porteiro de Cabaré’ e ‘Melô da Rapariga’, que mostra o lado gozador e um tanto ‘brega’ do artista. Este trabalho foi a única compilação de suas obras lançada em vida, que teve uma excelente repercussão principalmente nas rádios sergipanas, por conta disso está sendo lançada esta 2ª edição.

Homenagens

Marcas de Ismar: o chapéu panamá e o violão

Ismar Barreto faleceu em junho do ano passado vítima de câncer. Ele era uma pessoa extremamente querida pela classe artística sergipana e de lá para cá já foram diversas as homenagens prestadas a ele, como a criação, um dia após a sua morte, do Instituto Viver Aracaju. Dentre as ações do instituto está o lançamento dos dois CDs.

O Viver Aracaju nasceu como grande objetivo de manter viva a memória das obras de Ismar, que nas palavras de Amorosa, “está sem sombra de dúvida no hall dos autênticos compositores brasileiros” (...).

Texto e foto reproduzidos do site: orladeatalaia.com.br/

Capa do CD Ismar Barreto Ao Vivo
Ismar em foto de Aloízio Aciolly

Postagem originária da página do Facebook/Minha Terra é SERGIPE, em 30 de Janeiro de 2013.

Mário de Araújo Cabral


Mário Cabral.
Por Luiz Antônio Barreto

Advogado e professor, poeta e crítico, ficcionista e cronista de Aracaju, Mário de Araújo Cabral, nasceu em Aracaju e a esta cidade dedicou parte de sua vida e de sua obra. Aqui iniciou-se no jornalismo, publicando em 1934 artigo de desagravo à memória de Tobias Barreto, maltratado pela virulência de Agripino Grieco. Começava ali uma vocação que duraria para sempre e responderia por uma vasta obra que representa uma enorme contribuição à cultura brasileira, com especialidade a Sergipe e a sua capital. Sócio de Paulo Costa no Sergipe Jornal, velha folha política que serviu a Graccho Cardoso e a Pereira Lobo, contando com as penas geniais de Clodomir Silva e Artur Fortes, colaborou com A República, dirigido por Gonçalo Rollemberg Leite, e com outros jornais sergipanos, deixando um rastro de luminosidade em suas páginas.

Advogado, Procurador do Município e nesta condição Prefeito de Aracaju, deixou seu nome gravado, de forma indelével, na edição primacial da Revista de Aracaju, seleta de textos antológicos, de autores que formaram, entre a primeira e a segunda década do século XX, na escola dos grandes que dobraram o século XIX e fixaram seus nomes nas páginas da história cultural brasileira. Mário Cabral é um sobrevivente da geração de Fernando Porto, José Calasans, Lauro Fontes, Passos Cabral, Omer Monte Alegre, Raimundo Souza Dantas, Paulo de Carvalho-Neto, José Sampaio, que ilustraram os jornais sergipanos com seus ensaios, poemas, suas opiniões e posições políticas. E com a morte dessa constelação ele permaneceu só, recluso em sua casa na Barra, na capital baiana, mas atento aos amigos novos, aos intelectuais que surgiram, estimulando com suas palavras sinceras, ajustadas ao espírito, a tantos quantos batiam à sua porta ou se valiam da comunicação epistolar, a mais recorrente, ou telefônica. A dois de abril de 2009, morreu, portanto, o último dos grandes.

Em 1995, na casa de José Calasans, estiveram reunidos Fernando Porto, Mário Cabral e Lauro Fontes, ases de um jogo lúdico e lúcido, cujas cartas revelavam Sergipe em todos os naipes, e Aracaju como o coringa. Foi um encontro, que promovi e presenciei com Aglaé d'Ávila Fontes e Jackson da Silva Lima, que fez de Aracaju o tema central de evocações e lembranças, visões e sentimentos marcantes na biografia de cada um. Dos quatro, apenas Fernando Porto ficou aqui, para expressar seu talento de pesquisador e de intérprete, dentro e fora das salas de aula. Os demais tomaram a Bahia, onde estudaram e adquiriram formação superior, para acenderem o facho luminoso de suas inteligências, aumentando a riqueza da cultura brasileira na Bahia.

O capítulo biográfico de Mário Cabral na Bahia, porquanto seja igualmente rico de vastidão crítica, sua obra, no geral, é uma obra sergipana, mesmo quando universaliza suas leituras e exerce a crítica literária. É que tudo em Mário Cabral lembra Sergipe, Aracaju, suas recordações, suas amizades, conservadas carinhosamente por décadas seguidas. Acadêmico da Academia Sergipana de Letras desde 1941, era o decano do sodalício, ocupando a Cadeira que tem como Patrono o médico Ascendino Ângelo dos Reis e como primeiro ocupante o magistrado e intelectual Manoel dos Passos de Oliveira Teles, que foi responsável pelo primeiro ordenamento das Obras Completas de Tobias Barreto.

Sua atuação cultural, desde os anos de 1930, foi coroada com a entrada acadêmica e, posteriormente, com a cátedra das Faculdades de Direito e Católica de Filosofia, novidades que abriram a década de 1950, pela visão de homem público de José Rollemberg Leite. Parte de sua obra literária, como Caderno de Crítica, Roteiro de Aracaju, e Crítica e Folclore, editados entre os anos de 1944 e 1952, irretocável, serviu de peão de ordenamento para muitos livros que expõem, para sempre, seu valor como intelectual. Um deles, confeccionado na oficina da alma - Aracaju bye, bye, embora publicado somente em 1995, é uma declaração de amor a sua cidade, um suspiro saudoso de suas lembranças. O último deles, já resenhado neste espaço, foi Seleções, uma antologia de versos, de 2008, o que significa que a velhice não retirou do poeta seu poder criador.

A pesquisa sobre o folclore das crianças de Aracaju, apresentada inicialmente em conferência, e depois incluída em livro, é um registro do maior interesse, que salva a lúdica infantil do descaso e do esquecimento, e merece, de há muito, nova edição, para servir, didaticamente, às escolas aracajuanas e sergipanas. A Prefeitura de Aracaju, que expediu Nota e decretou Luto pela morte de Mário Cabral, tem todas as condições de organizar e editar uma seleta ou editar o livro de folclore infantil, como forma de prestar a mais digna das homenagens, divulgando a obra do intelectual e ex-prefeito.

Fonte: iaracaju.infonet.com.br/serigysite
Foto e texto reproduzidos do site: palacioolimpiocampos.se.gov.br

Postagem originária da página do Facebook/Minha Terra é SERGIPE, em 2 de janeiro de 2013.

Livro 'Loucos de Todo Gênero', de Luiz Antônio Barreto


Publicado pela aquiacontece.com.br em 08/01/2013.

Editora Diário Oficial lança livro 'Loucos de todo gênero'
por Agência Sergipe

O Governo de Sergipe, através da Editora Diário Oficial, lançou no dia 9 de janeiro, o livro "Loucos de Todo Gênero", escrito pelo jornalista e historiador Luiz Antônio Barreto, falecido em abril do ano passado.

O lançamento foi no auditório do Campus da Universidade Federal de Sergipe, em Laranjeiras/SE, durante a realização do XXXVIII Encontro Cultural de Laranjeiras, que na edição deste ano levou o tema: Lúdica: poder comunicante, tributo a Luiz Antônio Barreto.

Neste livro, Luiz Antônio Barreto revela, através do próprio título da obra, a pluralidade semântica contida na expressão loucura. Movido, então, por esta diversidade de significados deste termo, ele explora variados contextos em que a loucura se faz presente, que vão desde eventos folclóricos, como o carnaval – festa de extravasamento e liberação de impulsos severamente combatidos pela Igreja –, a estudos científicos sobre patologias mentais.

Foto e texto original reproduzidos do site: aquiacontece.com.br
Texto atualizado para o passado por MTéSERGIPE

Postagem originária da página do Facebook/Minha Terra é SERGIPE, em 2 de janeiro de 2013.

Carnaval da Confraria do Carro Quebrado, em Aracaju


Carnaval do Carro Quebrado
Bairro São José, em Aracaju/SE.

Sem sombras de dúvidas o Carro Quebrado representa uma das grandes forças do Carnaval de Aracaju, a luta pela ocupação do seu espaço, representa a Fé, a garra, a coragem e a humildade de uma comunidade que tem São José como padroeiro.

O Largo Carro Quebrado é a simplicidade da beleza de um lugar que recebeu o Frevo de braços abertos para construir um carnaval que quem conhece jamais, esquece!

O Carro Quebrado foi uma proposta que surgiu no ano de 2005 com o advento da Confraria do Carro Quebrado uma associação sem fins lucrativos, reconhecida como de utilidade pública em 2010, que tem por objetivo desenvolver projetos de cunho Cultural e Social junto à comunidade e suas adjacências.
A realização do Carnaval do Carro Quebrado é uma iniciativa da Confraria do Carro Quebrado e da comunidade com o propósito de manter a tradição dos antigos carnavais.

Berço de tradição carnavalesca o Carro Quebrado (antigo nome do Bairro São José), sempre foi palco de carnavais inesquecíveis a exemplo dos carnavais da Associação Atlética Banco do Brasil - AABB, situada na esquina das ruas Zaqueu Brandão com Riachuelo, local onde hoje funciona a Agência São José do Banco do Brasil.

E foi justamente na Associação Atlética Banco do Brasil - AABB que a Orquestra Los Guaranys sagrou-se Tri Campeão dos Carnavais de Clubes de Aracaju, isso aconteceu nos idos dos anos 60, precisamente nos anos 64 / 65 / 66.

Aproveitando a existência do largo Carro Quebrado o projeto dos sonhos seria transformar toda a extensão da Avenida Edézio Vieira de Melo - trecho compreendido entre a Avenida Gonçalo Rollemberg e a Rua Zaqueu Brandão num verdadeiro salão de baile ao ar livre, esse sonho foi concretizado no ano de 2006 com a realização do Primeiro Carnaval Cultural do Carro Quebrado - Quem conhece jamais, esquece!
Com um perfil traçado para resgatar as origens musicais dos velhos carnavais o Carnaval do Carro Quebrado tem a marca do Frevo Pernambucano e do Frevo Baiano Eletrizado (Dodô & Osmar), Moraes Moreira, das tradicionais marchinhas de salão e dos sambas que marcaram época o que faz proporcionar a participação familiar nos dias de realização dos seus bailes.

Quando idealizado o Carnaval do Carro Quebrado foi programado para sempre acontecer uma semana que antecede o carnaval, apesar de ter existido na época, opiniões favoráveis a sua realização nos dias oficiais dos Festejos de Momo.

O Projeto de realização do Carnaval do Carro Quebrado é desenvolvido mediante a participação da iniciativa privada, da Prefeitura Municipal de Aracaju, do Governo do Estado e de simpatizantes.

Nos dias 01 e 02 de fevereiro de 2013 o Carro Quebrado vai realizar no Largo Carro Quebrado a edição de número oito do Carnaval Cultural do Carro Quebrado - Quem conhece jamais, esquece!

Foto e texto reproduzidos do site: jornaldodiase.com


Postagem originária da página do Facebook/Minha Terra é SERGIPE, em 2 de Janeiro de 2013.