quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Mais uma de Dudu Cabral, na I Feira dos Municípios


Mais uma de Dudu Cabral, na I Feira dos Municípios.
Por Luduvice José.

Foto rara que fiz do amigo Dudu Cabral, na abertura da I FEIRA DOS MUNICÍPIOS SERGIPANOS, em 1968, acontecida no Parque Teófilo Dantas, em Aracaju. foi o próprio Dudu quem me repassou a foto, depois de longo tempo, chamando-me a atenção para o significado histórico, pois além do saque fotográfico - ele me lembrou -, fiz um filmete em 8 mm, numa câmera pertencente à época ao querido amigo e mestre Hunald Alencar (nosso Hunaldinho). Este filmete, lembro-me, doei ao amigo Luiz Antonio Barreto, um depositário da memória sergipana, como forma de ´preservar como documento.

É bom destacar como Dudu me enviou a foto, contando detalhes sobre o evento, que teve uma importância singular, pois a participação dos municípios foi maciça e atraiu o povo que se dirigia à Praça Olimpio Campos, ou Parque Teófilo Dantas, para conferir algo que ali acontecia pela vez primeira.

Hoje, triste, repasso a história que Dudu havia me passado quando enviou a foto que eu havia sacado e nem lembrava mais. E agora estou postando no Face, como preito de gratidão ao grande amigo intelectual que nos deixou ontem e foi para o andar de cima colecionar foto e fazer história. Meu abraço, querido amigo.

Postagem originária do Facebook/Grupo Minha Terra é SERGIPE, de 21 de dezembro de 2016.

sábado, 24 de dezembro de 2016

Nota do filho de Eduardo, Memeu Cabral



Nota do filho de Eduardo, Memeu Cabral:

"É com muita tristeza que anuncio a partida de meu pai, Eduardo Cabral. O velório será na Câmara Municipal de Japaratuba, a partir das 10h e o enterro será às 16h30 no cemitério de Japaratuba. Agradeço todas as orações e bons pensamentos". (Memeu Cabral).


‎Foto reproduzida do Facebook/Caboclo Gilney Da Cangaceiros‎.

Postagem originária do Facebook/Grupo Minha Terra é SERGIPE, de 20 de dezembro de 2016.

Eduardo Cabral (1948 - 2016)

Eduardo Cabral e Eduardo Cabral.
Foto: Robério Santos.
Reproduzida do Facebook/MTéSERGIPE.

Postagem originária do Facebook/Grupo Minha Terra é SERGIPE, de 20 de dezembro de 2016.

Eduardo Cabral (1948 - 2016)


Na foto, Eduardo, em uma de suas visitas a minha casa.

Lembro de uma vez, conversando sobre sua querida Japaratuba, me disse: "Se você quiser ir para a Festa das Cabacinhas, eu mando o motorista vir lhe buscar"...

Postagem originária do Facebook/Grupo Minha Terra é SERGIPE, de 20 de dezembro de 2016.

Eduardo Cabral (1948 - 2016)

O festejado Eduardo Cabral com Tânia Góis (Set/2013).
Mosaico fotográfico reproduzido do:
Facebook/Linha do Tempo/Tânia Gois Barros.

Postagem originária do Facebook/Grupo Minha Terra é SERGIPE, de 20 de dezembro de 2016.

Rita Maria Maynard Mendonça (1931 - 2016)

Missa de 7° Dia de minha Tia Rita, hoje, dia 19.12,
às 17 horas, na Igreja do São José, em Aracaju/SE.
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Postagem originária do Facebook/Grupo Minha Terra é SERGIPE, de 19 de dezembro de 2016.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Morre Antonio Lopes Santos (Macêpa)

Postado no Perfil do Facebook/Ludgero SantosNeto.
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"Informo aos amigos de Aracaju e Brasília o passamento do meu pai Antonio Lopes Santos (Macêpa) acontecido ontem às 22h". (Ludgero Santos Neto).
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Postagem originária do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 01 de dezembro de 2016.

Macepa, Gazeta de Sergipe, Bar do Pinto, causos e música


Macepa, Gazeta de Sergipe, Bar do Pinto, causos e música.
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"(...) A redação da Gazeta era também um ponto referencial de convergência para intelectuais e agregados, envolvidos com a vida cotidiana da cidade. É o caso do inesquecível violonista MACEPA, cantor dos melhores repertórios e personagem de alguns dos mais memoráveis “causos” na história boêmia de Aracaju. Era MACEPA uma figura festejada no saudoso Bar do Pinto, instalado às margens do rio Sergipe na avenida Ivo do Prado, bem em frente à Gazeta, para onde se transferiam, informalmente, os repórteres e redatores do jornal, em busca do frutuoso “papo em mesa de bar”, depois da batalha cotidiana pela notícia. No Bar do Pinto concentrava-se, desde a tardinha, o melhor contingente intelectual de então, em liberal parceria com as damas da noite, com operários, artistas e poetas desabonados como eu, em busca de audiência e afagos (...)" [Amaral Cavalcante].

Trecho do discurso de Amaral Cavalcante, em sua Posse na Academia Sergipana de Letras.
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Macepa, ao lado de seu filho Ludgero.
Foto reproduzida do Facebook/Ludgero SantosNeto.

Publicado originalmente no Facebook/GrupoMTéSERGIPE, em 01 de dezembro de 2016.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Balanço Geral - TV Atalaia - Notícia da morte de Melcíades

Balanço Geral - TV Atalaia - 15 de novembro de 2016.
Morre o arquiteto e artista plástico Melcíades de Souza, aos 59 anos.


Postagem originária do Grupo do Facebook/MTéSERGIPE, de 15 de novembro de 2016.

Itabaiana perde um filho ilustre, Morre Melciades...


Publicado originalmente no site itnet, em 15/11/2016

Itabaiana perde um filho ilustre, Morre Melciades Arquiteto.
Músico, pintor, arquiteto, um verdadeiro artista.

Por Redação do Portal Itnet.

Itabaiana hoje amanheceu triste, um feriado diferente e inesquecível para nossa cidade. Faleceu nesta madrugada (15) um grande amigo e um grande cidadão, um filho ilustríssimo, um homem que criou uma marca, uma identidade, um gênio, músico, pintor idealista, o nosso amigo Melciades Souza, Melciades Arquiteto.

Mel, como era conhecido pelos amigos, é uma das figuras mais marcantes de uma geração. Talentoso, está indo, mas deixando na história de nossa cidade, uma marca em suas obras e uma genial revolução arquitetônica por onde passou.

Conhecido pelos seus projetos futuristas, o nosso {niemaia} participou da modernização da nossa cidade, mudou o cenário urbano, e reformulou um conceito antes pouco arrojado. Mel também foi um músico esplendoroso, junto com o saudoso Ivan Andrade, Welington Mendes e o Professor Aroldo, criaram a antológica banda Excalibur, uma banda de Jazz em uma cidade como Itabaiana.

Durante anos pintou quadros belíssimos, que mostrava seu olhar do mundo, participou de diversas exposições, deixando outra bela marca da sua genialidade.

É o arquiteto de várias obras públicas, várias delas como contribuição social, um grande cidadão para sua sociedade.

Hoje, o destino findou precocemente uma vida genial, Melciades se sentiu mal no dia de ontem, e procurou socorro médico, mesmo dentro de um centro de cuidados cardíacos, sofreu um infarto fulminante e veio a óbito.

Aos 59 anos, a vida perde um amigo, e a cidade de Itabaiana um parceiro. Os amigos perdem uma grande influência, e a história ganha um novo capítulo, enquanto Mel entra para eternidade, porque artista não morre, eterniza.

Seu corpo está sendo velado na cidade de Itabaiana, e será sepultado no cemitério Santo Antonio e Almas de Itabaiana, às 17 horas.

Texto reproduzido do site: itnet.com.br

Postagem originária do Grupo do Facebook/MTéSERGIPE, de 15 de novembro de 2016.

Melcíades de Souza (1957 - 2016)


Nasceu em Itabaiana em 14 de fevereiro de 1957. Filho de Antonio Bispo de Souza e Maria Vieira de Souza. É pintor, desenhista, ilustrador, projetista, decorador, músico, arquiteto e relações públicas. Melcíades é um pintor que na sua expressão artística, o homem do agreste. O Vaqueiro é um tipo que ele conseguiu estilizar com a feição do seu habitar. O que não é de estranhar, pois Itabaiana sempre teve na sua vida econômica, desde os primeiros momentos de nossa colonização, a criação de gado, as pastagens e as pequenas propriedades agrícolas.

Fonte: fontesdahistoriadesergipe.blogspot.com.br

Postagem originária do Grupo do Facebook/MTéSERGIPE, de 15 de novembro de 2016.

Melcíades de Souza (1957 - 2016)



Morre o artista plástico Melcíades Souza, pintor sergipano que atuava também como arquiteto.

Nascido na cidade de Itabaiana, Melcíades realizou mostras no Distrito Federal, Alagoas, Bahia, São Paulo e Estados Unidos. Além de pinturas sobre telas, produziu também paineis que decoram locais como o altar da Igreja do Centro Social Pastoral Esperança de Deus, em Estância, o hall da Emater; a sede do Comase e o Tribunal de Contas do Estado...

Postagem originária do Grupo do Facebook/MTéSERGIPE, de 15 de novembro de 2016.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Morre o artista plástico Leonardo Alencar (1940 - 2016)

O corpo está sendo velado na OSAF e o sepultamento
será às 16h00 no Cemitério Colina da Saudade.

Postagem originária do Grupo do Facebook/Minha Terra é SERGIPE, de 01/10/2016.

Morre o artista plástico Leonardo Alencar

Foto reproduzida do site: leonardoalencar.com.br

Publicado originalmente no site do G1/SE., em 01/10/2016.

Leonardo Alencar faleceu na madrugada deste sábado.
Artista plástico estava internado há mais de um mês na UTI.
Ele tinha 76 anos, teve quatro casamentos e três filhos.

Anderson Barbosa.
Do G1 SE

O artista plástico Leonardo Fontes faleceu por volta das 2h da madrugada deste sábado (1) em um hospital da Zona Sul de Aracaju. Segundo familiares, ele estava internado há um mês e sete dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), por causa de uma infecção causada por complicações em uma cirurgia de câncer de pele.

“Cuidei dele com amor, carinho e dedicação exclusiva. Vou guardar do Leonardo Alencar a paz que ele transmitia pra gente”, declarou a esposa Racilda Aragão de Alencar, que morava com ele há 34 anos.

Amigos e admiradores do artista plástico prestam as últimas homenagens em um velatório localizado na Rua Itaporanga, 436, no Centro de Aracaju. O sepultamento ocorre às 16h no Cemitério Colina da Saudade, no Bairro Jabutiana.

Amor a arte.

Era tanto amor pela arte, que Leonardo fazia da casa onde morava com a esposa um ateliê. Por todos as paredes havia obras do artistas, fragmentos da história que será sempre lembrados pelos sergipanos.

Biografia.

Leonardo Fontes de Alencar nasceu no dia 7 de abril de 1940, na cidade sergipana de Estância. Era filho do jornalista, advogado e poeta Clodoaldo de Alencar, começou a se interessar pelas artes ainda na infância.

Aos 20 anos fez a primeira exposição, em Salvador (BA). Em 1963 entrou para a Escola de Belas Artes, na Bahia, onde foi professor no ano seguinte.

Viveu na Europa por três anos, onde expôs obras e desenhou para revistas locais. Nos anos 1980 retornou para Aracaju com a ideia de fortalecer o cenário cultural do estado. Em 2011 foi destaque no documentário 'Terra a Dentro, Mar a Fora', do diretor Fábio Pamplona.

Leonardo Alencar é membro de Metropolitan Museum of New York, MARGS – Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Museu da Gravura Brasileira – Bagé, RS, Confraria dos Bibliófilos do Brasil, Sindicato dos Artistas Plásticos do Estado de São Paulo, AIAP – Associação Internacional dos Artistas Plásticos (Unesco), Associação Sergipana de Imprensa, Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe e do Partners of America: Rhode Island.

Leonardo de Alencar teve três casamentos e quatro filhos.

Texto reproduzido do site: g1.globo.com/se

Postagem originária do Grupo do Facebook/Minha Terra é SERGIPE, de 01/10/2016.

Homenagem a Leonardo Alencar

Exibido pela TV Sergipe, em 02/02/2013.
Terra Serigy destaca vida e obra do artista plástico Leonardo Alencar.
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Clique no link abaixo para assistir o vídeo:
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Postagem originária do Grupo do Facebook/Minha Terra é SERGIPE, de 01/10/2016.

Leonardo Alencar (1940 - 2016)

TV Sergipe - Programa: "Bom Dia Sergipe".
Quadro destaca história sobre a vida e a obra de Leonardo Alencar.
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Clique no link abaixo para assistir vídeo:
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Postagem originária do Grupo do Facebook/Minha Terra é SERGIPE, de 91/10/2016.

Os 70 Anos de Leonardo Alencar (2010)


Publicado no SEC Blog, em 12 de janeiro de 2010.

Os 70 Anos de Leonardo Alencar
Por Gil Francisco*

Leonardo Alencar é um artista que produz arte da melhor qualidade técnica. Além de ter realizado várias exposições individuais, possui trabalhos em diversas instituições do Estado e telas espalhadas pelo mundo. Esse ano, completará 70 de existência e em abril estará expondo suas obras na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, além de folhinha, agenda e calendário publicados pela Segrase,- Serviços Gráficos de Sergipe, uma amostra significativa do artista nesses 50 anos de trabalho que passaram a enriquecer cada vez mais a memória nacional.

Nascido em Estância a 7 de abril de 1940, filho de Eurydice Fontes de Alencar e Clodoaldo de Alencar (1903-1977), poeta e membro da Academia Sergipana de Letras. Seu interesse pela pintura nasceu da admiração pela obra de Jordão de Oliveira (1900-1980), que em 1959 promoveria sua primeira exposição no Rio de Janeiro. Para incentivá-lo, Jordão levou várias figuras das artes plásticas brasileira para visitá-la, entre elas Oswaldo Goeldi, que elogiou principalmente seus desenhos. Muito ele deve a J. Inácio e aos irmãos Álvaro e Florival Santos, que na década de 40/50 chamavam a atenção com telas impressionistas (em arte, tendência geral a transmitir as impressões fugazes e a mobilidade dos fenômenos, mais do que o aspectos estável e conceitual das coisas) e abstracionistas (tendência natural do homem a dar às abstrações um valor real, igual ao das realidades concretas).

Envolvido com o movimento cultural sergipano desde cedo, foi membro da Arcádia Literária do Colégio Atheneu Sergipense. Na década de 60, foi convidado por Jenner Augusto (1924-2003), para ajudá-lo na pintura do painel que retrata a "Chegada da Família Real no Brasil", no restaurante do Hotel Pálace de Aracaju, removido para o Teatro Atheneu. Orientado na pintura pelo mestre Florival Santos, antes de viajar para Salvador, Leonardo Alencar foi discotecário da Rádio Cultura de Sergipe, onde produziu e preparou textos para o rádioteatro: O Diário de Anne Frank e A Guerra dos Mundos, do norte americano Orson Welles. Em Salvador, para complementar as despesas do estudo, trabalhava como vitrinista de várias lojas da Baixa do Sapateiro. Mais tarde como caricaturista do jornal A Tarde e ilustrador do Jornal da Bahia, além de colaborar como desenhista no jornal comunista, Novos Rumos.

Chegando a Salvador em 1961, participa de vários cursos na Escola de Belas Artes, entre eles o de gravura e na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia, cursa cenografia, logo depois foi levado pelo conterrâneo Nélson de Araújo e passou a ser professor de artes visuais na Escola de Teatro da UFBA e um dos organizadores da 1ª. Bienal Nacional de Artes Plástica na Bahia, em 1966. Pertencente ao séquito do romancista Jorge Amado, Leonardo Alencar passou a conviver com os sergipanos, Jenner Augusto e Zé De Dome e os baianos, Calasans Neto, Sante Scaldaferri, Mário Cravo, Carlos Bastos, Kennedy, Raimundo Oliveira, Lênio Braga, Genaro de Carvalho, Ângelo Roberto, Emanuel Araújo, Mirabeau Sampaio e os radicados baianos, Floriano Teixeira, Caribé e Hansen Bahia.

Na década de 60 participa ativamente da vida intelectual baiana, realizando várias exposições e novos trabalhos, como a decoração do Thom Bar, em 1966, que ficava na Rua Chile no coração da velha metrópole colonial. O espaço, misto de bar-restaurante, de casa noturna, de salão de exposição visual e palco de espetáculo artístico. Entrevistado na época, Leonardo diz: "Independentemente da pintura, às vezes, atendo solicitações de amigos, faço uma espécie de decoração integrada, como fiz recentemente para o Thom Bar, baseada em elementos góticos, ou seja, uma tentativa de aliar elementos a uma decoração de vanguarda". Leonardo é "pintor de todas as coisas deste mundo, extraordinário fixador de imagens, da natureza e da realidade do mundo corpóreo, como um verdadeiro humanista", afirma o crítico de arte Carlos Eduardo da Rocha.

Ainda nos anos 60/70, Leonardo esteve presente nos fins de tardes no Bar Cacique, assistindo o por do sol adormecer na Baía de Todos os Santos, ou nas grandes noitadas entre os pintores da confraria da boate "Anjo Azul", situada no início da estreita Rua do Cabeça a caminho do Largo 2 de Julho, a poucos passos do casarão de Carlos Bastos. O Anjo Azul era um paraíso todo decorado por Carlos Bastos, um lugar apertado, onde se reuniam os gays mais snobs, intelectuais e artistas, para tomar "xixi de anjo" que era servido em piniquinhos de barro.

Sua primeira fase pode afirmar que é o expressionismo, período em que transpôs para a tela as dunas das praias sergipanas e baianas. Somente mais tarde privilegia o traço, as cores puras, a paisagem e a libertação emocional, passando a retratar os símbolos cristãos como o peixe, as aves, os felinos e os motivos da vida diária. Suas obras (aquarelas, desenhos em bico de pena e acrílica sobre tela), famosas e estilizadas por arlequins (indivíduo irresponsável, provocador, valentão, fanfarrão, brigão); colombinas (figura participante de um triângulo amoroso) e pierrôs (personagem da comédia italiana, cuja feição é ingênua e sentimental): o arlequim não existe sem o pierrô: o pierrô não existe sem o arlequim, e ambos não existem sem a colombina. Por isso todos estão sempre presentes em suas telas, é algo transcendental.

Quando, ingressei, no segundo semestre de 1971 no curso de desenho da Escola de Belas Artes, da Universidade Federal da Bahia, tive como professores Riolan Coutinho (irmão do cientista Elsimar Coutinho), Manoel Bonfim (Ogan do Candomblé de Mãe Menininha), Luiz Gonzaga (vencedor dos concursos carnavalescos), Juarez Paraíso, renomado artista plástico (na época casado com Edsoleda Santos), Mário Mendonça (arquiteto) e Ivo Velame (diretor da Escola, casado com Malba, filha do poeta Mário Cabral). Na Escola, reencontrei velhos colegas do tempo do Instituto Central de Educação Isaias Alves - ICEIA, como o renomado estilista Ney Galvão (1952-1991), morto prematuramente aos 39 anos no auge da carreira, e meu professor de desenho industrial, no Centro Integrado Luiz Tarquínio, o peruano Ruan Bautista Antonioli Levano, atualmente residindo nesta cidade.

Via sempre Leonardo almoçando nas cantinas do casal Olegário/dona Cotinha na Escola de Teatro e em Belas Artes na cantina de dona Hildete Cantalino ou entrando e saindo apressadamente dos barracões de aula, mas nunca cumprimentei, muito embora já tivesse conversado a seu respeito com Nélson de Araújo. Nossa amizade começaria anos depois, por simples coincidência, num dos encontros domingueiros em Itapoã, na casa do poetinha Vinícius de Moraes e sua companheira a atriz baiana Gessy Gesse.

Foi uma tarde memorável, regada a música, conversas sem pauta, muitas doses de whisk, variadas batidas de Deolino e algumas tragadas de mariruana, sem falar na moqueca de vermelha, com azeite dendê, molho de pimenta e a moqueca retada de siri, feita com a receita de Floripedes aquela mulher de Vadinho, personagem de Dona Flor e seus dois maridos, romance de Jorge Amado. Presentes Sante Scaldaferri, Caribé, Calá, Solon Barreto, o percussionista de alguns terreiros de candomblé e músico de Caetano Veloso, Djalma Correa, que dirigia um velho buggy para o poetinha, alguns convidados do Rio e o poeta criador do ijêxá, Ildásio Tavares, que insistia para continuarmos a farra em sua residência, uma quadra depois de onde estávamos. Foi neste ambiente etílico que o mago Leonardo Alencar surgiu para mim, falando pouco e bebendo muito, revés de Ildásio Tavares que não bebia por tomar medicamentos controlados, falava excessivamente, esbravejava, agredia, ridicularizava todos, com epigramas fesceninos, era seu jeito incômodo. Mas Vinícius adorava-o, passava a mão pela cabeça, pois havia gravado com Toquinho e Maria Creusa um dos seus maiores sucesso, "Catendê", no Lp Eu sei que sou te amar, 1972.

Em 1971 Leonardo Alencar recebeu uma bolsa para atuar na Europa como artista, e fixa residência em Londres, desenha para a revista Time Out. Em 1974 retornou ao Brasil, passando a residir em Salvador até a década de 80, quando voltou à Aracaju. Este estanciano que chega aos setenta anos, astronauta de vidro que vive no espaço, cuja luminosidade se expande em cores, qual pássaros docemente pousados, pinta como se não existisse o tempo, um tempo que se organiza em torno do presente. Residindo em Aracaju desde 1998 fui guiado pelo jornalista Paulo Afonso Cardoso da Silva, para reencontrá-lo e chorar todas as minhas mágoas, por ele ter abandonado a Bahia. Houve um tempo em que passávamos os fins de tardes no Boi Gordo, com Alfredo Mallet, Chico Queiroga, Antonio Rogério, Cida, Fátima, em prosa e riso. Recentemente reaproximamos para realizarmos o projeto editoria “Lampião no Noticiário Oficial”, que lhe coube a empreitada da capa e ilustrações do livro. Ultimamente são esporádicos nossos encontros, mas já foram assíduos. Hoje é possível encontrá-lo na Aruana, no Atelier 22, do amigo aquarelista, Alfredo Mallet, um cantinho para saborear bons petiscos.

Pintor de copiosa produção e imaginação prodigiosa, tudo isso resultou um estilo de viver, melhor, uma específica forma de aproximação com o mundo. Sua arte é de berço, o que lhe confere, sem favor, a dignidade plena de mestre da pintura, dono de um talento e uma técnica invulgar. Leonardo, falar do que se ama é falar sobre si mesmo. Suas magníficas pinturas são de um refinamento, de uma lenta elaboração, de um requinte assegurado através de uma simplicidade. Há em sua pintura um mundo de silêncio, onde o sofrimento é uma sombra que é preciso exorcizar. É uma pintura luminosa e iluminadora da visão contemporânea, capta a grandeza do mundo cotidiano e dela extrai a beleza límpida e despojada com suas aquarelas, cuja estrutura íntima e, ao mesmo tempo, mais vibrante de vida, de intensidade e movimento, demonstra o seu maior segmento, sua visão do mundo que é de alegria e esperança. A simbologia é um desdobramento de uma temática recorrente em sua pintura, que incorporam as soluções plásticas do expressionismo e do impressionismo, somadas à temática social muito participante.

Nacionalmente conhecido e proclamado, Leonardo está vivendo um dos momentos mais felizes da sua carreira, desde que saiu da Bahia, onde plantou raízes profundas, para passar a diante, subir mais um degrau e confirmar seu fabuloso poder de comunicação e a sua humanidade da alma de cada paisagem. Leonardo Alencar é, hoje, incontestavelmente, um mestre da pintura, o maior entre os vivos sergipanos, pelo que sua obra representa para as artes plásticas brasileira. Assim é que Leonardo convoca seu espectador, para que entre em seu mundo e ajude a recriá-lo, recobrindo figura e paisagem, num ritmo de paz que joga com sua prancha frágil, desprotegida, com seus instrumentos de trabalho.

Nos anos 90 participou de exposições no Museu de Arte de Brasília, em Rhode-Island, Estados Unidos, e na Assembléia Legislativa, em Aracaju. Pertencente a Confraria dos Bibliófilos do Brasil desde 2003, associação cujo objetivo é congregar pessoas que gostassem de livros, passou a publicar edições especiais, e Leonardo Alencar está presente em duas destas. Ilustrou (bico de pena) o livro do escritor mineiro Galinha Cega, Mansinho e Outros Bichos, de João Alphonsus e Três Novelas da Masmorra, de Otávio de Farias, ilustrando com duas dezenas de fantásticas xilogravuras.

Em 2006 o acadêmico e professor da Universidade Federal de Sergipe-UFS, José Anderson do Nascimento, publica o livro-catálogo Metáfora dos Arlequins, as cores na arte de Leonardo Alencar, patrocinado pela Unimed. Segundo o autor, o livro foi concebido para atender todos os seguimentos e com interesse na cultura em geral, o trabalho é centrado exatamente na visão metafórica da pintura de Leonardo Alencar. O destaque é na fase mais atual do artista plástico onde ele trabalha com a temática da comédia na arte italiana, os nacionalmente carnavalescos Pierrôs, que guarda um amor platônico por Colombina, que por sua vez inebria com carnal de Arlequim. Em outubro de 2009, realizou mais uma exposição de sucesso durante o Congresso Nacional de Estudos Jurídicos – Direito Civil e Processo Civil, quando ocorreu o lançamento da Revista Técnico-Jurídica da PGE,( Procuradoria-Geral do Estado) Vol. VII, tendo como capa a reprodução de uma de suas telas.

GILFRANCISCO: Jornalista, professor da Faculdade São Luís de França
e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe.
gilfrancisco.santos@gmail.com

Texto e foto reproduzidos do blog: sergipeeducacaoecultura.blogspot.com.br

Postagem originária do Grupo de Facebook/Minha Terra é SERGIPE, de 01/10/2016.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Morre José Carlos de Sousa


É com pesar que comunicamos o falecimento do Conselheiro aposentado do Tribunal de Contas do Estado Sr. José Carlos de Sousa, ocorrido hoje 1h30 no Hospital São Lucas. O corpo está sendo velado na Colina da Saudade. Missa de Corpo Presente às 15.00 horas e o sepultamento às 16.00 horas. Vamos rezar ! Deus o receba em sua infinita Glória e conforte toda a família ! É pai do engenheiro e corretor de imóveis Paulo Roberto Sobral Sousa, dos médicos cirurgião José Eduardo Sobral Sousa e Cardiologista José Carlos Sousa Filho, da Cirurgiã-Dentista Elizabeth Sousa, do Promotor de Justiça Ricardo Sobral Sousa e do Economista Luiz Sobral Sousa. (Aída Campos).

Postagem originária do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 11 de setembro de 2016.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Morre Maria Luiza Vieira Macedo (1946 - 2016)



Perdas nunca são aceitas e nem bem vindas! E perdas de entes queridos representam pedaços do nosso coração que vão sumindo. Acabamos de perder, materialmente falando, a nossa querida, amada, Luiza Macedo, irmã de Armando Maynard, acolhida neste momento nos braços do Pai, pela sua bondade, abnegação, doação, solidariedade, enfim, qualidades inesquecíveis. Mais do que uma cunhada, uma irmã. Descanse em paz. Já estamos com saudades, mas jamais a esqueceremos. (Lygia Prudente).

Postagem originária do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 5 de setembro de 2016.