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domingo, 31 de agosto de 2014

Homenagem a Marcos Prado na posse da SOBRAMES/SE.




HOMENAGEM A MARCOS PRADO NA POSSE DA SOBRAMES.

Escolhido como Presidente de Honra da Sobrames Sergipe, o médico Marcos Prado Dias, falecido em 2012 e fundador da entidade no ano 2000, será homenageado na sessão de posse da diretoria da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - Regional Sergipe, que acontece nesta sexta-feira, (29 de agosto/20140, às 20 horas, no auditório da Somese. Além da projeção de imagens em vídeo do saudoso médico, será apresentada ao vivo composição musical de sua autoria.

Comandará a Sobrames nos próximos dois anos, o médico Lúcio Antônio Prado Dias, que promete dar sequência às atividades desenvolvidas pelo irmão, com a realização de saraus mensais e o desenvolvimento de ações que visam humanizar a Medicina, em consonância com as diversas manifestações artísticas.

Para a solenidade de posse, que contará com muitas surpresas, estão confirmadas as presenças dos presidentes da Sobrames do Paraná, Bahia, Ceará e Pernambuco.

A Sobrames Sergipe recomeça forte suas atividades, com 60 médicos associados.

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, de 29 de agosto de 2014.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Antônio Garcia Filho (1916 - 1999)


ANTONIO GARCIA FILHO (1916 - 1999).

Se vivo fosse, Antônio Garcia Filho estaria completando 98 anos de idade. Médico humanista, fundador da Faculdade de Medicina e do Centro de Reabilitação Ninota Garcia, Garcia foi um visionário e um homem à frente do seu tempo.

Destacou-se, além da Medicina, nas áreas da cultura e da arte. Compositor, poeta, escritor. Fundou também o Museu Histórico de Sergipe em São Cristóvão. Presidiu a Sociedade Médica de Sergipe. Professor Emérito da UFS, da qual foi Pró-Reitor de Extensão.

Presidiu o Conselho Estadual de Cultura e criou, com Luiz Antônio Barreto, o Encontro Cultural de Laranjeiras. Membro fundador da Academia Sergipana de Medicina. Foi presidente da Academia Sergipana de Letras, criando o Movimento de Apoio Cultural - MAC, que hoje leva o seu nome. Vereador em Aracaju pelo PSB. Foi diretor da Fundação Joaquim Nabuco em Sergipe.

A foto registra "óleo sobre tela" de Florival Santos, de 1961, e que faz parte do acervo do Museu Histórico de Sergipe, em São Cristóvão.

A UFS denominou recentemente o Campus da Saúde de Lagarto com o seu nome e a Academia Sergipana de Medicina o homenageou com uma herma em bronze que está colocada na Campus da Saúde Dr. João Cardoso do Nascimento Junior, em Aracaju (Hospital Universitário).

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, de 30 de maio de 2014.

sábado, 22 de março de 2014

Os Oitenta anos do Padre Humbert Leeb.


Os Oitenta anos do Padre Humbert Leeb.
Por Lúcio Prado Dias *

A Sociedade sergipana comemorou nesta quinta-feira, 20 de março. os 80 anos do padre Humbert Leeb, missionário austríaco que em Sergipe fundou o Centro Esperança de Deus, na região do Porto do Mato, litoral sul de Sergipe. Uma obra transformadora que tirou a região da miséria extrema, em obra social gigantesca. Fui convidado para saudá-lo, em nome da Academia Sergipana de Medicina. Abaixo transcrevo o meu discurso:

Excelências,
Padre Leeb, excelência maior da noite.
“A verdade está no mundo à nossa volta” ( Aristóteles)
Mais do que mera formalidade, assim considero cada data de aniversário. Mais ainda quando se comemora 80 anos de vida.
Pelos princípios aristotélicos, dizemos que, se hoje existimos, é por que existimos em ato. Mas antes disso existem as potencialidades. Passamos então da potência ao ato. Mas quantas pessoas existem apenas em potência e nunca chegarão a existir em ato? Dizendo de outra maneira, quantas pessoas poderiam existir, mas não existem, e nunca existirão!
Assim, todo "feliz aniversário" que se ouve deve ser, no fundo, um reconhecimento de que a existência do aniversariante neste mundo é querida e, principalmente, reconhecida. E toda omissão desse tipo de felicitação é afirmação tácita de que sua existência é indiferente. De que se ele nunca tivesse passado da potência ao ato, o mundo seria pouco diferente do que é.
Transpondo para a nossa pequena comunidade do sul de Sergipe, o que seria dela se a potência não se transformasse em ato, em ação? A ação transformadora pela ação do missionário austríaco, a quem hoje nos curvamos em reverência.
A Sociedade Médica de Sergipe e a Academia Sergipana de Medicina, irmanadas, comparecem a esta solenidade para reverenciar a ação do grande homem que dedicou a sua vida para a recuperação e valorização social de outras vidas. Disse-me ele certa vez que, ao olhar para cada ser humano que ajudava, via nele a imagem do Cristo.
Se comungamos hoje a mesma tristeza de constatar o descaso com a sua obra, fruto de uma vida inteira, só Deus sabe como, para construir, rejubilamo-nos por encontrá-lo altivo e destemido, no instante mágico dos seus 80 anos e constatar o fruto do seu grandioso trabalho transformador para aquela população, sempre esquecida pelo poder público.
Passei a acompanhar a obra do Pe. Leeb a partir de 1988, onze anos após sua chegada de barco a Porto do Mato, na região denominada Porto da Nangola, trazido do Rio de Janeiro por uma filha da terra sergipana, Joana Batista Costa. Quando eles chegaram à região, a miséria era extrema. Não existia acesso terrestre, os nativos viviam do pescado, as doenças grassavam, a mortalidade infantil beirava a níveis absurdos: de cada quatro crianças que nascia três morriam antes de completar um ano de vida.
Com a força inabalável da fé e a vontade de cuidar do sofrido povo do local, ele edificou uma obra portentosa. Com a “cruz da reconciliação”, um símbolo esculpido em madeira afirmando a presença do cristianismo, deu início a uma nova era na raquítica paisagem do sul sergipano. Fundou o Centro Esperança de Deus, um complexo que passou a acolher o povo da região, abrigando-o em múltiplas tarefas profissionalizantes, culturais e cristãs, com respeito absoluto às tradições locais. Oficinas, escolas, posto de saúde, pousada, foram edificadas e prosperaram ao longo dos anos, transformando o local numa pequena cidade, com quadra de esportes, restaurante, campo de futebol, entre outras.
Após 30 anos de dedicação plena e exclusiva à obra que edificou, mudando radicalmente as condições de vida da população, na semeadura do bem comum, no resgate da dignidade e da autoestima, Padre Leeb despediu-se de seu povo para o merecido descanso, feliz pelo cumprimento de sua missão. No entanto, quem tinha a obrigação de preservar esse patrimônio do povo de Sergipe, infelizmente não o fez e a comunidade passou a amargar o fel do abandono, do descaso e do descompromisso. Mas o obra está aí, clamando por ajuda para a retomada de sua missão.
Dedico-lhe um trecho de “Poema de Aniversário” do poeta e compositor Vinicius de Moraes.
“Passam-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.
Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida”.

A vida segue, Padre Leeb, e nós estaremos sempre a aplaudir o seu trabalho, lembrando e cobrando das autoridades a responsabilidade pela preservação do seu legado, que tantos benefícios trouxe para o sofrido povo de Porto do Mato.

Prost! Que tenha uma vida longa pela frente!

*Texto reproduzido do Facebook/Linha do Tempo/Lucio Prado Dias.

Foto: Marcelle Cristinne/Secult.

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, de 22 de março de 2014.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Noite de Gala na Homenagem aos Pediatras


Foi uma noite radiante para a Medicina de Sergipe a homenagem prestada a pediatras que, ao longo de suas carreiras, contribuíram para o desenvolvimento da especialidade em nosso Estado. O evento, promovido pela Academia Sergipana de Medicina com o apoio da Sociedade Sergipana de Pediatria, ocorreu em 20 de novembro último. A sessão especial recebeu o nome de “Noite dos Pediatras”.

Receberam o Troféu Dr. José Machado de Souza os pediatras Amândio Almeida, Hyder Bezerra Gurgel, Iracema Barbosa Carneiro Leão, Jóira Resende Cruz, Maridélia Gentil Guedes da Silva, Simone de Moura Matos, Margarida Maria Diniz Franco, Bráulio Joaquim de Abreu Filho e Byron Emanoel de Oliveira Ramos.

Eles foram saudados pelo acadêmico Anselmo Mariano Fontes e em nome dos agraciados, fez uso da palavra Maridélia Gentil Guedes da Silva, que emocionou a todos os presentes com um discurso de exaltação à especialidade, tecendo consideração sobre o momento atual da Medicina brasileira. Foi aplaudida de pé e recebeu o cumprimento de todos os acadêmicos presentes. Sem dúvidas, uma noite para ficar na história.

Lúcio Prado Dias.

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, de 21 de novembro de 2013.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Academia Celebra Centenário de Costa Pinto





Acontece nesta quarta-feira, 25 de setembro(2013), a partir das 20 horas, no auditório da Somese, com entrada franca, sessão solene em celebração ao Centenário de nascimento do médico Lucilo da Costa Pinto, nascido em 23 de setembro de 2013. Fará a saudação oficial o acadêmico Lúcio Antonio Prado Dias.

Lucilo da Costa Pinto é patrono da cadeira 26 da Academia, que tem como fundador o Ac. Cleovansóstenes Aguiar. Para Fedro Portugal, que presidirá a sessão, Costa Pinto foi um grande médico, professor, político e, sobretudo, extraordinário humanista. Ele viveu a verdadeira simplicidade...Sua longa e bela trajetória, fundamentada nos valores da dignidade, ética e honestidade, são grandes exemplos indispensáveis em todas as profissões e em particular na profissão tão especial que lida com a vida.

Costa Pinto foi o primeiro urologista do Estado e professor pioneiro da disciplina na Faculdade de Medicina. Ensinou também nas faculdades de Filosofia e de Serviço Social. Líder católico, participou dos movimentos da Ação Católica, da equipe de redação do jornal A Cruzada, e foi editor do Boletim do Centro de Estudos do Hospital de Cirurgia.

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 24 de setembro de 2013.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Centenário de Costa Pinto.

Na foto: Costa Pinto (à direita) com o padre Luciano José Cabral Duarte
 e o médico Antonio Garcia Filho, no início da década de 50

Centenário de Costa Pinto. 

A Academia Sergipana de Medicina celebrará em 25 de setembro o Centenário de Nascimento do médico Lucilo da Costa Pinto, em sessão solene que ocorrerá no auditório da Somese às 20 horas.
Costa Pinto, como era mais conhecido, foi o primeiro médico sergipano a exercer a urologia como especialidade única, sendo professor pioneiro da Faculdade de Medicina de Sergipe. Ele é patrono da cadeira 26 da Academia Sergipana de Medicina que é ocupada, desde a sua fundação, pelo acadêmico Cleovansóstenes Pereira de Aguiar.

Quem foi Costa Pinto: 

Costa Pinto nasceu em 23 de setembro de 1913, em Olinda/PE, filho de Ricardo José da Costa Pinto e Alice Barreto da Costa Pinto.

Formou-se pela Faculdade de Medicina do Recife em 10 de dezembro de 1938. Em 1939, transferiu-se para Aracaju, cidade que residiu por toda a vida. Fez pós-graduação em cirurgia urológica em Buenos Aires (1946), foi professor de ciências naturais no Atheneu Sergipense, no Colégio Tobias Barreto e no Seminário Arquidiocesano.

Portador de uma didática excelente destacou-se como professor da Faculdade de Filosofia e da disciplina de urologia na Faculdade de Medicina de Sergipe. Atuou nos hospitais Cirurgia, do qual foi diretor do Pronto Socorro e no Hospital Santa Isabel. Foi médico do Instituto do Açúcar e do Álcool e manteve consultório particular.

Costa Pinto participou da vida pública sergipana como Secretário municipal de saúde, deputado estadual, Presidente da Câmara Municipal de Aracaju, chegando a disputar o cargo de prefeito de Aracaju, não obtendo êxito.

Pensador cristão e militante da Ação Católica. Foi um dos fundadores do Iate Clube de Aracaju em 1953 e presidente da Associação Atlética de Sergipe. Publicou diversos trabalhos em revistas científicas notadamente na Revista do Centro de Estudos do Hospital de Cirurgia, entre eles “Calculose e Carcinoma Vesical”, “Próstata Gigante”, “Carcinoma Prostático” e “Um Caso de Retenção Urinária”.

Um dos seus mais destacados trabalhos publicados, pelo ineditismo, foi o que detectou ovos de Schistosoma mansoni em canais seminíferos, caso nunca relatado na literatura médica. Publicou também diversos artigos na imprensa leiga, especialmente no jornal “A Cruzada”, da Diocese de Aracaju.

Faleceu em 1º de fevereiro de 1995, em Aracaju/SE, com 81 anos, sendo sepultado no Cemitério Santa Isabel, em Aracaju.

Foto: Costa Pinto (à direita) com o padre Luciano José Cabral Duarte e o médico Antonio Garcia Filho, no início da década de 50.

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em  8 de setembro de 2013.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Luiz Antônio Barreto - "Cultura Como Opção de Vida"


LUIZ ANTONIO BARRETO – "CULTURA COMO OPÇÃO DE VIDA"

No dia 17 de abril último, Sergipe perdeu um de seus filhos mais ilustres: Luiz Antonio Barreto. Poucas foram as áreas do conhecimento das humanidades que não receberam a sua contribuição: a educação, a cultura, a história, a imprensa, a literatura, o folclore, entre outras.
Para Jorge Carvalho do Nascimento, diretor da Segrase e do Diário Oficial e coordenador geral do caderno “Memórias de Sergipe – Personalidades Sergipanas”, que retratou a vida de Luiz Antonio Barreto nas páginas do jornal Correio de Sergipe deste domingo (29.04), ele produziu uma obra que serve de importante fonte de referência e análise aos que desejam compreender a cultura brasileira, um homem que colocou a cultura como opção de vida. “A história de Luiz Antonio Barreto é múltipla e vária...Olhar para o seu legado é ficar diante de um amplo panorama no qual produção intelectual e ação cultural nunca se dissociam, posto que uma é movido pela outra, ao mesmo tempo que também a impulsiona, demonstrando o quanto ele foi capaz de correlacionar a reflexão com a realidade que viveu, pesquisando práticas da vida dos indivíduos e das instituições públicas e privadas, adequando sempre teoria e prática”, sentenciou.
Talvez o desejo de ter estudado a arte de Hipócrates, no início da sua juventude, venha explicar a admiração que possuía também pelos vultos da nossa Medicina. Em algumas de suas publicações, como historiador atento, levantou a biografia de diversos médicos, entre eles a de Augusto Leite, Lauro Porto, Benjamin Carvalho. Com Antonio Garcia, por exemplo, Luiz teve uma convivência fraterna e muito próxima, por anos a fio, quer seja na Academia de Letras, no Conselho de Cultura ou na Fundação Joaquim Nabuco. Juntos criaram o Encontro Cultural de Laranjeiras e organizaram diversos fóruns e simpósios.
Mais recentemente, ele idealizou e coordenou o Projeto “Memoráveis Sergipanos, de Ontem, Hoje e Sempre”, que contou com o patrocínio da Unicred Aracaju e que, na sua primeira fase, homenageou dez personalidades sergipanas, das quais seis eram médicos. Na elaboração do nosso Dicionário Biográfico de Médicos de Sergipe – séculos XIX e XX, lançado em 2010, Luiz Antonio forneceu informações valiosas. Não era incomum ele ligar a qualquer hora para transmitir uma informação que faltava, uma data, um local, uma realização...Pela sua notável contribuição, foi escolhido para prefaciar a referida publicação.
Luiz Antonio Barreto não só detinha o conhecimento do fato e das suas circunstâncias sociológicas e políticas, mas fazia questão de compartilhá-lo com todas as pessoas que desejassem a informação. Para mim, forma de agir era uma de suas maiores virtudes. Por ter colocado a cultura como opção de vida e produzido um acervo cultural imprescindível, Luiz Antonio Barreto deverá ter o seu nome incluído com destaque no panteão dos heróis sergipanos de todos os tempos.
Na minha opinião, portanto, foi de uma grande sensibilidade e sentimento de justiça a decisão tomada pelos seus amigos do antigo grupo Corecon, do qual ele era um dos mais assíduos participantes, e que nos dias de hoje se reúne todas as segundas-feiras à noite na Sociedade Médica de Sergipe. Na última reunião, ocorrida no dia 23 de abril, justamente na segunda-feira em que se celebrava na Catedral Metropolitana de Aracaju a sua Missa de Sétimo Dia, ficou decidido por unanimidade denominar o grupo, a partir de agora, de Fórum de Debates “Luiz Antonio Barreto”.
A Sociedade Médica de Sergipe também não poderia ficar omissa frente a uma perda tão sentida. Assim, fará publicar, na sua próxima revista, uma matéria especial sobre a vida de Luiz Antonio Barreto, com depoimentos de colegas e amigos que conviveram mais de perto com o inolvidável intelectual sergipano.

Por Lucio Antonio Prado Dias, da Academia Sergipana de Medicina


Postado original na página do Facebook em 29 de Abril de 2012.