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terça-feira, 15 de julho de 2014

Morre o desportista "Tidê" (13 de julho de 2014)

"Vá em paz, velho Tidas de tantos sambas... vamos sentir saudades das suas teimosias e das velhas histórias de nossa cidade". (Gabriel de Andrade Gomes).

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, de 13 de julho de 2014.

sábado, 7 de junho de 2014

A Grande Dama


A Grande Dama. 
Por Petrônio Gomes.

Quando o saudoso Padre Pedro ainda estava entre nós, frequentávamos a capela do Hospital Santa Izabel para a missa aos domingos, e quase sempre tínhamos o prazer de levá-lo de volta para casa, mas era preciso esperar até que ele visitasse os doentes. Ele não gostava que nos levantássemos repetidas vezes durante a missa, e o trecho do Evangelho era quase sempre o mesmo que ele tinha decorado. Entretanto, emanava de seus gestos e de suas palavras aquela pureza que a todos cativava.

Depois, soubemos que também no Hospital de Cirurgia poderíamos continuar cumprindo nosso dever de batizados e para lá transferimos nossa visita, dessa vez nas tardes de sábado. Há qualquer coisa diferente entre as pequeninas capelas dos hospitais e os templos da cidade que habitualmente frequentamos.Talvez seja pelo fato de estarem elas no próprio recinto dos nosocômios, onde reina a dor e mais se fala em esperança.
Dos fiéis, entretanto, o maior número consiste de visitantes ou dos moradores próximos, geralmente pertencentes à faixa etária que prefere cada vez mais a quietude, como nós, naturalmente.

Logo, nos habituamos com o celebrante oficial, que na ocasião era o simpático Padre César, dos Salesianos. Depois da Missa, nós nos cumprimentávamos silenciosamente e nos dispersávamos. Mas desejo aqui tornar público o meu respeitoso cumprimento a uma senhora que também frequentava essa mesma capela e nunca deixou de desejar-me um bom dia com um simples olhar. Era uma dessas pessoas que suscitavam de nós uma reverência, logo à primeira vista. Refiro-me à dona Maria Virgínia Leite Franco, digníssima viúva do ex-governador do estado, Dr. Augusto do Prado Franco, e creio não haver necessidade de mais nada acrescentar.

Por ocasião de nossas bodas de ouro, recebemos dela um presente, um livro de meditações que já li e reli várias vezes e que se encontra junto aos que não tenho vontade de me desfazer jamais.

Vi pela televisão a dolorosa cena em que dona Maria Virgínia contemplava a face do seu filho Antônio Carlos, durante a longa vigília. Depois, o sepultamento e, por último, a missa em sufrágio da sua alma. O mesmo drama em três atos, como se um capítulo de nossa vida fosse para sempre arrancado do livro e escrito em um compêndio separado.

Mas dona Maria Virgínia não tinha o seu pensamento apenas naquele momento. César também estaria presente na sala, diante dos seus olhos lacrimados, o outro filho que se fora no ano anterior. E preso ao leito, o esposo, dr. Augusto, com quem já não tinha condições de dividir a dor imensa...

Certa vez, conversando com minha mãe a respeito desses dramas que parecem preferir mais as mulheres para vergastar e maltratar, ela me disse que muitas mulheres lhes pareciam aquelas “fortes do Evangelho”, mas nem por um instante lembrou que ela própria era um desses exemplos de fortaleza cristã, pois também sobreviveu à perda de dois filhos. Por sinal, o nome de minha mãe era Judite.

Foi com pesar que ouvimos a notícia do falecimento desta grande dama, a quem tive a honra de conhecer, assim como também ao Dr. Augusto, de quem tenho uma fotografia de grande importância para mim, por ocasião de um dos dias marcantes da minha vida.

A todos os familiares, nossas sinceras condolências, e a ela, que a todos abençoava com o olhar, o adeus de quem também muitas vezes lhe pediu em silêncio a sua bênção de mãe...

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, de 6 de Junho de 2014.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Interatividade


Interatividade.
Por Petrônio Gomes.

Ele é bem mais moço do que eu, muito mais alto e perigosamente mais forte. Começou por debochar de tudo quando eu dizia, depois partiu para a agressão verbal irreproduzível. Chegou ao ponto em que eu já não conseguia fazer de conta que não estava ouvindo, como vovó me ensinou. Respondi-lhe à altura com o pior adjetivo que me apareceu na cabeça e que apliquei à sua querida mamãe. Ele ficou vermelho de repente e começou a embaralhar as palavras. As veias do seu pescoço aumentaram de volume e ele se levantou, cravando em mim olhos que já saíam das órbitas.

Pensei rápido: "Se eu cravar as unhas no seu pescoço por mais de um minuto , faltará oxigênio em seu cérebro e ganharei a partida." Saltei da cadeira e ataquei!

Caí, então da cama. Bati com a última costela esquerda na ponta da mesinha de cabeceira, derrubei a lâmpada com o cotovelo e amassei a caixa dos óculos, ao mesmo tempo em que ouvi o grito angustiado de minha mulher chamando por Nossa Senhora.

Pior do que a briga do sonho foi o trabalho de voltar para a cama. Depois do primeiro exame que fiz na partes atingidas, descobri que não havia fraturas, a não ser no amor próprio. Eu ainda segurava a caixa dos óculos destroçada. No sonho, ela fizera o papel do pescoço do meu contendor.

Com o passar do tempo, fui confessando aos filhos e aos mais íntimos o motivo da mancha roxa na barriga. Seguiram-se as necessárias aplicações de respiração profunda. O esforço que fiz para encontrar uma posição digna ainda no chão foi juntar-se às dores mais antigas, provenientes das diversas afecções do arcabouço e que constituem o ornamento natural da soma dos invernos acumulados.

Pois é. De algum tempo para esta data, como se diz nos ofícios de requerimento, venho tomando parte integrante nos sonhos, notadamente nos pesadelos em que minha vida costuma ser ameaçada, muitas vezes sem qualquer motivo. Em outros casos, quebro o silêncio da noite com uma gargalhada sinistra e acordo molhado de suor. Certa vez, agarrei um travesseiro e quase o esganei, pois ele era simplesmente o gato que tentava comer o passarinho.

Temo pela segurança da minha querida consorte, naturalmente. Ela sabe que tudo que faço pelo seu bem, mas existe o perigo de que ela se encontre no meio do combate. Tive um amigo que também era vítima desses sonhos interativos. Todas as noites ele e a esposa cumpriam um verdadeiro ritual de preparativos de auto-defesa antes dos agradáveis votos conjugais de boas-noites.

Outro modo que dizem surtir efeito favorável é o hábito de pegar no sono com um bom pensamento, mas o trabalho de se procurar um deles é extenuante. Os programas de televisão também devem ser evitados sumariamente, com especialidade aqueles que nos fazem desejar uma troca de nacionalidade.

De qualquer modo, minha mesinha de cabeceira fica desde então longe da cama, há travesseiros pelo chão e todos os objetos que podem ferir a integridade física são trancados em outro ambiente. Da mesma maneira como os remédios são guardados fora do alcance das crianças.

Postagem originária da página do Facebook/Minha Terra é SERGIPE, de 6 de maio de 2013.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Roteiro Antigo

 Foto: Facebook /José Clementino.

Foto: Carllos.costa/panoramio.com/photo

Roteiro antigo. 
Por Petrônio Gomes.

Quando se fala do desenho quadriculado das ruas de Aracaju, muitos ainda pensam que somos a única cidade assim traçada em sua parte antiga. Na realidade, o desenho em xadrez foi usado em outras cidades mais velhas do que o próprio Brasil, além do fato de não estarmos sós quanto a este aspecto. Entretanto, podemos afirmar que o desenho em xadrez, aliado à topografia de nossa capital, faz desta cidade a mais simpática assim esboçada, em que pese nosso olhar suspeito de coruja...

Existirão vantagens práticas no traçado em linhas uniformes? Sim e não. O Dr. Fernando Figueiredo Porto, figura ilustre e estimada, foi um engenheiro civil e professor universitário que já prestou excelentes serviços na Prefeitura de Aracaju. Em suas aulas de Geografia Física, costumava comentar os problemas de nossa capital, sendo um grande estudioso do assunto.

“Uma ambulância que partisse do centro da cidade poderia chegar mais rapidamente ao Hospital de Cirurgia, se houvesse que percorrer uma rua em diagonal.” E não é verdade? Se o caminho mais curto entre dois pontos é uma linha reta, como podemos economizar tempo fazendo volta em torno de quarteirões? E ainda comentando sobre nossas ruas, o dr. Fernando Porto confessou: “Além do mais, a série de quadrados torna a cidade monótona, pelo menos para mim. A rua mais simpática de Aracaju é a rua da frente, que por ser tão desprezada, ficou sendo a rua de trás”.

De perfeito acordo, Dr. Fernando. A Avenida Rio Branco, seguida da Avenida Ivo do Prado, uma divisão que nunca chegou a ser decorada pelo povo, compõe de fato a rua mais poética e mais bonita de Aracaju: a Rua da Frente, que assim deveria ser batizada nos registros da Prefeitura. Tanto isto é verdade, que todas as fotografias que exportamos para mostrar a beleza da cidade são aquelas que trazem a Rua da Frente em primeiro plano.

Desde criança, tem sido ela o meu roteiro, muito antes que houvesse chegado para nós essa torrente de automóveis. Para cumprir minhas ordens domésticas, eu seguia pela calçada vizinha ao rio e gostava de ver as canoas que iam e vinham. Por qualquer razão difícil de se explicar, havia um tráfego mais movimentado do que hoje, várias dezenas de anos depois. Quando chegavam as horas da maré baixa, era uma aventura gostosa continuar a caminhada pela areia, observando a corrida medrosa dos siris que se afastavam dos nossos pés.

Eram também fascinantes as marés de março para os olhos infantis, pois as crianças preferem admirar, sem procurar entender. Talvez por isso mesmo fosse mais risonho o mundo, mais alegre a vida.
E ainda prefiro seguir meu roteiro antigo de criança quando tenho que cumprir os deveres externos de sempre, agora enfadonhos e sem graça. Mas continuo falando a sós com o rio, meu silencioso amigo que me viu de calças curtas.

Quando passam por mim os automóveis ruidosos e zangados, esbaforidos e mal educados, olho as águas mansas do rio e respiro a tranquilidade do seu caminhar perene. Quando o mormaço começa a abafar a cidade com o seu hálito quente e indesejado, procuro o abraço fresco do rio, como um segredo de velho companheiro.

E sinto-me, outra vez, com vontade de chutar as pedrinhas da calçada...

Postagem originária da página do Facebook/Minha Terra é SERGIPE, de 22 de abril de 2014.

terça-feira, 15 de abril de 2014

"Escute Aqui, Tobias"



"Escute aqui, Tobias"
Por Petrônio Gomes.

“Você não está percebendo nada? Quando a gente gosta de uma coisa, Tobias, ela não é guardada hoje aqui e amanhã, em lugar diferente. Tem lugar certo, destacado, para que as visitas compartilhem de nossa alegria em possuí-la. Somente quando deixamos de prezar um objeto, é que não encontramos lugar na casa para ele, largando-o em qualquer canto obscuro, atrás de uma cama, em cima do guarda-roupa. Você tinha pousada certa, Tobias, lembra-se?”

A Praça Pinheiro Machado (hoje Tobias Barreto) ficava engalonada e alegre para receber seu carrossel; aquelas árvores recebiam luzes da noite para o dia. Você ainda era jovem e seu riso mais simpático. Nunca lhe colocaram onde não houvesse uma Igreja por perto, pois o melhor da festa era esperar pela Missa do Galo. E a garotada, lá na Igreja, muito contra a vontade, ficava escutando o seu apito estridente, doida para voltar. Nunca deixou de haver filas em torno de seus cavalinhos, tão disputados pelos pais cansados e impacientes. Se para outra parte se levavam os meninos, era por não ter sido possível encontrar vazio um dos seus pequenos corcéis. Ninguém achava graça na roda gigante como no seu carrossel, Tobias, mas os tempos foram passando. Você hoje está encanecido e usa óculos.

Os velhos foram se desgostando dos ruídos de que tanto gostam as crianças. E resolveram tirar Tobias. Onde colocá-lo? Todos fazem a mesma pergunta e uma meia dúzia de adultos fornece a resposta, que deveria pertencer aos meninos. Procura-se uma praça distante, onde a algazarra dos que estão contentes com esta vida não perturbe a muitos desiludidos. Essa Praça não existe. Os meninos começam a reclamar, cada vez que avistam os cavalinhos deitados, as barcas desarmadas e os aviões pelo chão.

Na Praça Pinheiro Machado? Não serve. Existe ali um Colégio de Freiras e não se sabe se a praça pertence ao colégio ou a cidade. No Parque? Também não. A festa é dos meninos, mas a gente grande é que estraga tudo o que está bem cuidado. Na Praça da Bandeira? Existe um Hospital nas vizinhanças.

Terminaram arranjando um lugar que não é praça nem tem Igreja, mas tem um nome pomposo: Esplanada do Bomfim. Fui vê-lo, Tobias, lá em cima do guarda-roupa, esquecido e de cabelos brancos. Os velhos já estão cansados e fartos do burburinho e jogaram Tobias atrás de um circo. Não deixaram um espaço para a garotada estirar as pernas, pois existe a construção da Estação Rodoviária.

Mas eu fui. E aqui estou para prestar-lhe minha solidariedade, velho Tobias. Agradeço-lhe pela expressão de felicidade que vi no semblante das crianças. Elas são alegres durante todo o ano, mas na época do Natal é que podemos ouvir em coro toda a pureza dos risos infantis. Percorri todos os brinquedos, comprei pipocas, carreguei nos braços minha caçula adormecida.

No próximo ano, Tobias, qual será o lugar da sua cidade de sonhos? Talvez concordem em deixar mais uma vez seu carrossel na Esplanada. Ficarei torcendo para não lhe mandarem para a Estrada da Cerâmica, para trás da Caixa d'água, para o inferno...

(Crônica originalmente publicada na 'Gazeta de Sergipe', em 27 de dezembro de 1959)

Notas do autor:
"Tobias" - nome dado ao boneco principal do carrossel.
"Praça Pinheiro Machado" - hoje chamada 'Tobias Barreto'
Colégio de Freiras - Colégio Patrocínio São José

"Esplanada do Bomfim" - como era conhecida a região onde hoje se localiza a rodoviária velha. No lugar onde hoje fica o supermercado Bompreço, havia um morro de areia, conhecido como 'Morro do Bomfim'.


Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE.

sábado, 5 de outubro de 2013

O Violão Emudeceu


O Violão Emudeceu

Eu sempre pensei que fosse de outro planeta. Enquanto todas as crianças e adolescentes da minha época escutavam “Legião Urbana”, “Paralamas do Sucesso”, “Kid Abelha” e as bandas que iniciaram o pagode nos anos 90, eu nos meus 13/14 anos já conhecia, pelo menos, 400 músicas de Chico Buarque. Posteriormente veio Caetano Veloso, Vinícius de Moraes, Gilberto Gil, Toquinho, Novos Baianos, MPB-4, Quarteto em Cy, Tom Jobim e outros.

Fui envelhecendo e aí comecei a querer escutar o que meu pai gostava, foi aí que o samba entrou literalmente na minha vida. Escutava repetida e exaustivamente Paulinho da Viola. Aprofundei-me bastante e foi aí que percebi que eu realmente era de outro planeta. Por volta dos meus 17 anos já ouvia viciadamente Noel Rosa, Ismael Silva, João Nogueira, Sambas da Bahia, Cartola, Nelson Cavaquinho, Geraldo Pereira, Donga, Pixinguinha, João da Baiana, Silas de Oliveira...

Passei a não gostar mais de ir a lugares onde tinha voz e violão por que nunca ninguém sabia ou conhecia aquilo de que eu gostava. Sempre procurava o “novo”. Não o “novo” na idade, muito pelo contrário, eu pesquisava aquele sambistazinho lá de longe o qual ninguém sabia que existia e queria passar a conhecer e aí veio: Beto sem Braço, Waldir 59, Mano Décio da Viola, Jorge Veiga, Roberto Paiva, Roberto Silva, Almirante, Zé Keti...

Nesse tempo eu já achava tudo que não era samba, um saco. Já quase não ouvia os cantores que iniciei. Bares que tinha música ao vivo então, perdi completamente a vontade de ir. Foi quando há exatos 3 anos e 8 meses, na esquina de Santa Luzia com Campos tomando uma cervejinha e escutando samba que vinha de dentro do meu carro, uma voz rouca que vinha da outra mesa me chamou e disse: “Ei menino, aumente esse som aí...Você gosta de samba é?” Era Emmanuel!

Conheci Emmanuel Dantas e seu tão amado grupo “Na Ponta da Língua”, o que me fez mudar completamente meu estilo de vida. Eu agora tinha com quem conversar sobre música, sobre samba, sobre a história de cada sambista e o motivo de cada música composta. Não andava mais com frequência com meus antigos amigos, pois só queria tá perto do cara que me entendia perfeitamente e que podia falar de música sem ser motivo de piada.

Emmanuel ligava pra mim todo santo dia, tinha muitos sonhos com o grupo, queria lançar um disco, queria tocar para um grande público, queria que sua música fosse ouvida, sem contar os casos de sua grande paixão que era o carnaval do "Carro Quebrado" o qual ajudou a criar.... Eu compartilhava dessa mesma empolgação, acho que por isso ficamos tão ligados em tão pouco tempo de convivência.

Sempre quis que Lucas (meu irmão) e meu pai tivessem o conhecido e tivesse me visto tocar junto com ele, mas a vida proporcionou esse encontro à maneira dela. Vá em paz meu amigo Emmanuel Dantas, você no violão, meu pai no pandeiro e Lucas cantando farão grandes sambas aí no céu dos sambistas e sempre serás lembrado em cada roda de samba que estivermos.

Vou Partir
(Nelson Cavaquinho).

Vou partir nãoo sei se voltarei...
Tu nao me queiras mal
Hoje é carnaval
Partirei para bem longe
Nao prescisas te preocupar
So voltarei pra casa
Quando o carnaval acabar, acabar
Vou partir não sei se voltarei...
Tu nao me queiras mal
Hoje é carnaval.

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, de 5 de outubro de 2013.