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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Dep. Antônio Torres, presidindo da Assembléia Legislativa de SE.

Acervo da família Torres. Túnel do tempo 1960. Deputado Antonio Torres Júnior, Presidente da Assembléia Legislativa de Sergipe no Governo Luiz Garcia. Presidente: Torres Jr. 
Vamos identificar os parlamentares... Isto é Sergipe. É Brasil.
Postagem originária do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 19 de abril de 2016.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Ontem e Hoje - Antiga residência da família Torres




O ONTEM E O HOJE. “Residência dos TORRES”>Av: beira mar nº 916, praia 13 de julho nossa praia formosa. Aracaju – SE. Chegamos provenientes da rua de maruim nº699 em 24.10.1965 presente de Natal do nosso avô materno Benilde Vieira de Araújo. Vivemos momentos felizes e outros de infortúnios. Tinha 50mts de frente e 160mts de fundo onde saia para rua Benedito Teófilo Otoni. No andar de cima 01 biblioteca com 1000 livros de tudo que se possa imaginar, 04 quartos, 02 suites,03 banheiros, 02 escadas uma pela entrada da sala para ouvir música, e outra pela sala de jantar. Na parte de baixo 02 quartos, 01 banheiro, 01 bar, 03 salas de estar/ visita, 02 cozinhas, na parte dos fundos uma garagem para 10 carros, 01 quarto com banheiro para as colaboradoras da cozinha, 01 dispensa, 01 quarto para costura, 01 área de serviço, 01 galinheiro, 15mts quadrados de jardins onde o velho meu pai Antônio Torres Junior cultivava suas rosas vindo de Holambra-SP e eu (Angelo) minha horta, o1 tanque ( onde minha mana Anicélia caiu e eu cheguei em tempo e a salvei) com 05mts quadrados e 2 de profundidade onde armazenava água da Deso e de chuva onde ao acionar uma bomba levava água para os andares de cima, 01 salão com espelho e barras nas paredes para minha irmã Ângela exercitar dança / Bale. Em 08.04.1982 mudamos para av: Gonçalo Rolembergue Leite, 1960 por motivo de segurança. Em 1987 juntamente com a casa da esquerda de propriedade de João Lima (dono das lojas diamante), casado com Vera Sattler Lima entramos em negociação com Construtora Celi. Hoje encontra-se edificado a “Mansão Pacific Hills.” Isto é Sergipe é Brasil...

Postagem originária do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 15 de outubro de 2015.

Palavras de Saudade


TÚNEL DO TEMPO: "PALAVRAS DE SAUDADE" PROFERIDAS PELO GOVERNADOR LOURIVAL BAPTISTA ÀS 10 HORAS DO DIA 22 DE DEZEMBRO DE 1967, NO CEMITÉRIO SANTA IZABEL, EM ARACAJU, NO SEPULTAMENTO DO DEPUTADO ANTONIO TORRES JÚNIOR.ISTO É SERGIPE É BRASIL.FONTE: DIÁRIO OFICIAL DO ESTADO DE SERGIPE, ANO XLVIII, SEXTA-FEIRA, 22 DE DEZEMBRO DE 1967 - N,15.610.

Postagem originária do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 23 de outubro de 2015.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Homenagem a Antônio Torres Júnior








Hoje, 02/10/2015 “ ELE “ o esposo de Gicélia, pai de Angela Margarida , Angelo Torres e Anicélia Torres estaria completando 89 anos de vida. Saudades, Saudades. Solicito que verifiquem estas 09 fotos (acervo da família TORRES) e leiam este texto escrito por sua primogênita, professora Angela Margarida Torres de Araujo>>>>> ODE AO TRIBUNO ANTONIO TORRES JÚNIOR
A retórica é uma das mais belas artes. Floresceu nas terras da antiga Hélade, berço dos destemidos helenos. Nasceu com o homem que, valendo-se dessa faculdade a ele inerente e espontânea, utilizou-a a fim de cumprir um propósito. Atravessou tempos, mares, períodos históricos, continentes, e com o homem, chegou à contemporaneidade.

Um homem do século XX, nordestino do Estado de Sergipe, nascia no pequeno município de Canhoba que, na linguagem dos índios significa “folhas escondidas”, no dia 02 de outubro de 1926. Trouxe na sua alma, essa herança grega, que conhecemos como oratória. Menino ainda, mostrou pendor poético nos bancos escolares. Jovem, do peito derramavam-se as palavras numa caudal que impressionava. Adulto, nos tribunais, nas lidas advocatícias, exibia uma fluência convincente, impressionante. Enquanto parlamentar, igualmente expandia os seus sentimentos na oralidade, gestados no seu coração inflamado e entusiasta. O público apressava-se para ouvi-lo no plenário legislativo estadual ou através da transmissão radiofônica. Era dono de um coração franco, sincero, leal. Agora, esse homem público, “livre filho das várzeas” de Canhoba, jaz na câmara silente do seu jazigo, após finar-se no dia 21 de dezembro de 1967. No entanto, acreditamos, ainda discursa na memória coletiva da geração que o conheceu.>>>>Isto é SERGIPE.Gil Ramalho).

Postagem originária da página do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 2 de outubro de 2015.

sábado, 4 de julho de 2015

Benilde Vieira de Araújo e Emérita Mendonça de Araújo



Meus avós maternos: BENILDE VIEIRA DE ARAUJO e EMÉRITA MENDONÇA DE ARAUJO. Meu avô Benilde o BVA, como era carinhosamente chamado pelos seus amigos, familiares e empregados (nos dias atuais, colaboradores). Nasceu na cidade de Itabi – Se, em 23/11/1902, filho de família humilde de lavradores. Seu pai era português e a sua mãe, uma cabrocha sergipana, conhecida como Mãe Senhorinha. Estudou somente as primeiras letras, numa escola de sua cidade. Emigrou para o Rio de Janeiro aos 18 anos em busca de uma vida melhor. Dez anos se passaram. Retornou para Aracaju em 1928, casou-se em primeiras núpcias com Elisa Sobral, com quem teve uma filha - Arinda Araújo. Viúvo casou-se com Emérita Mendonça, (22/09/1929) de raízes Itabaianenses, que passou usar seu sobrenome EMÉRITA MENDONÇA DE ARAUJO, mulher destemida, de carácter forte, sua conselheira, admiradora. Não tomava nenhuma decisão sem falhar com D.Emérita.Viveram juntos 42 anos. Ela filha do Coronel Honório Francisco de Mendonça e Ana Rosa de Lima Mendonça ( dona Benzinha). Teve com Emérita uma filha: Gicélia Mendonça de Araújo, mais tarde Gicélia de Araújo Torres, pelo casamento com Antônio Torres Júnior. Estabelecido na rua de Santa Rosa nº 149, onde instalou a Refinaria JASPE, ao lado de grandes nomes do comércio sergipano, como: Leovegildo Correa, Cantídio Lino Dias, Antônio Pádua Melo. os irmãos Antônio e José Ferreira Lima e os igualmente irmãos Antônio e Américo proprietários do Moinho Garça. Proprietário de salinas e viveiros. Dedicava-se não só à atividade de industrializar o sal que produzia, mas de comprar de outros produtores para, após o processo de moagem e refinação, distribuir no comércio local e exportar. Aglutinador, bonachão, popular, sem preconceitos, amigo. A escola da vida foi a sua grande mestra. Proseador amava a literatura de cordel, que muito incentivou. Chamava seus empregados por apelidos pitorescos: Salomão, Senador, Lord, dentre outros. Às sextas-feiras, reunia todos para fazer o pagamento semanal aos seus operários e para lavar o armazém. Todos juntos, chamava cada um, fazia o pagamento e perguntava para os casados – “Seu filho está estudando?” E aos solteiros – “como estão seus pais?” Presenciei todos esses momentos. Meu velho e amigo, o qual nos deu suporte, nas situações mais graves da nossa vida. Tinha o sonho de ver sua filha Gicélia diplomada. Realmente ela se tornou Bacharel em Direito. Militou no Direito, tornando-se mais tarde Juíza, tornando realidade o sonho do seu pai. BVA batia no peito e exclamava: “A MAIOR FORMATURA DO MUNDO É A DE BACHAREL EM DIREITO".

Postagem originária da página do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 18 de junho de 2015.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Saudades da Casa Amarela







Caríssimos, disponibilizem um tempinho e leiam o texto a seguir, até o seu final.

Saudades da Casa Amarela.
Por ângelo Maurício Torres.


Residência do clã dos “TORRES”, Praça Deputado Antônio Torres Júniornº 84, em Canhoba –Se. Canhoba, que significa “folhas escondidas”. Era uma casa comum de tijolo batido. Sua primeira reforma aconteceu em 1935, como se lê no seu frontispício.Para “Curral de Barro”, nome original da povoação, chegou Manoel José da Rocha Torres e sua esposa, Maria Perpétua, trazendo os seus dez filhos. Um dos seus netos, Marcelino da Rocha Torres, tornou-se o pai de Antônio Torres Neto, o futuro patriarca dessa família já citada. Antonio Torres Neto casou-se com uma jovem propriaense chamada Leonida Souza que, pelo matrimônio, denominou-se Leonida de Souza Torres, carinhosamente conhecida como Beata. Juntos escolheram a CASA AMARELA para seu lar. Ali nasceram os seus doze filhos. Criaram-se nove: Delorizano, Aldemira, Mirabel, Antônio, Maria Auxiliadora, Ida, Jacob, Jobe Arquibaldo, todos já falecidos, à exceção de Ida,hoje octogenária. Em 1976, aconteceu a segunda e última reforma do casarão. Foi trocado todo piso, feita uma cozinha mais moderna, sem contudo, alterar as estruturas interna e externa. Permanece o mesmo mobiliário. SAUDADES. SAUDADES da nossa infância quando para lá íamos em férias, no carro do nosso pai um DKV – Vemag vermelho de placa 072. Quando da nossa chegada à cidade, o amigo da família José de Jessé anunciava no auto-falante da prefeitura: ”o deputado Torres Júnior e sua família chegaram ao Canhoba”. Então colocava música e era uma verdadeira festa. Um tio de meu pai de nome Florisvaldo da Rocha Torres, cognomidade Caretinha, gritava: “Zé, põe para tocar “Fim de Festa” de Luis Gonzaga, que Toinho gosta”. Na calçada da casa já estavam sentados, a nos esperar,nosso primo Anacleto,companheiro de brincadeiras e aventuras. SAUDADES.Era um entra e sai de amigos, primos, compadres,a exemplo de José Rozendo e Maria Amélia, Lau e Laudiceia, Nozinho e Conceição, Cândido e Terezinha, Leôncio e Eleonora, Ailton e Eutêmia, Miguel de Carlota, Amândio e Raimunda, e tantos outros. Casa cheia, mesa farta.SAUDADES.Saudades das nossas cavalgadas para as fazendas Rancho de Canoa, Gravatá, Chanchão,Valadão, Lagoa da Mata, Lagoa Salgada. SAUDADES da voz forte de nosso avô chamando o compadre Manoel Macola, Zé do Boi, Messias de Ozório, João Pequeno, Antônio Carreiro. “João Pequeno, traga amanhã cedo quatro cavalos para meus netos Angela, Angelo, Anacleto e o amigo deles Zé Preto”– ordenava nosso avô. SAUDADES de Antônio Carreiro, que preparava o carro de bois para nossos passeios em grupo.Carro de bois puxado por três parelhas de animais de primeiríssima, sob o comando do velho e habilidoso Antônio Carreiro no ofício de conduzir os seus animais. No carnaval de 1966, desfilamos nas ruas nesse mesmo carro de bois, todo ornado para a ocasião. SAUDADES das festas do Santo Cruzeiro, das procissões, das barraquinhas de comidas típicas, das cabacinhas (feitas de cera de vela e cheias de água que, quando arremessadas em alguém explodiam molhando o atingido). SAUDADES das festas juninas e seus folguedos, das fogueiras, do milho cosido quentinho. SAUDADES das festas natalinas, com seus ritos e tradições. Ano Novo. SAUDADES dos banhos nas lagoas formadas pelas enchentes periódicas do rio São Francisco, de chupar Jaboticaba na serra, de caçar rolinhas, dos passeios a cavalo na garupa de tio Job em seu cavalo “Pão de Açúcar”, - vale informar que foi Cícero Gomes de Melo , o Cícero Buraqueiro, que me ensinou a cavalgar. SAUDADES de passear no JEEP Azul do tio Job, das comidas que tia Ana Maria (esposa de Job) fazia, e de assistir tio Arquibaldo tocar zabumba em frente à Igreja Matriz. Das conversas e histórias contadas pelo nosso avô na calçada da igreja a respeito de suas sua façanhas no Amazonas; e compadre Manoel Macola confirmando tudo. O velho contava a historia e depois falava: “é verdade, compadre?” O compadre só tinha a responder: “verdade, compadre”. Oh! Que saudades da mãe preta, à noitinha, sentada ao pé do Santo Cruzeiro, aguardando a meninada para ouvir as suas estórias de trancoso, fantasmagóricas e sobrenaturais. Mostrava-nos lá nas colinas o “fogo corredor”, que dizia ser as almas de dois compadres lutando.SAUDADES das broncas de nossa avó Beata quando entrávamos na cozinha enquanto ela fazia doce de leite de bolotas. “- Saiam daqui meninos, se não o doce desanda”.Chamava suas serviçais Beta, Vanda e Leuzina,e dizia: “ - não deixem esses meninos entrarem na cozinha. Quando o doce estiver pronto, sirvo a eles com queijo”. Uma saudade, no entanto, de nunca tê-la visto tocar o seu violino, que ficou esquecido por conta dos seus muitos afazeres domésticos. SAUDADES da mesa farta no café da manhã, no almoço e na janta. Quem chegasse comia a qualquer hora.Chegava uma visita e falava: “ - Seu Antônio, quero falar com o senhor”. O velho respondia: “ - primeiro, senta aí e come. Amigo meu não sai daqui com o bucho vazio. Depois tratamos de negócio”. SAUDADES de presenciar todas as manhãs,ao chegar o leite das fazendas, a nossa avó sentada no seu banquinho, no depósito ao lado do casarão, vendendo, dentro da sua cota, doando leite. Dinheiro em uma caixinha e leite fresquinho nos vasos ou panelas das pessoas que lá chegavam. Presenciei uma cena muito forte e humana por parte de nossa avó. Entrou uma criança, e falou bem perto dela:“- meu pai falou que hoje não tem dinheiro.A senhora me dá um copo de leite?” De imediato ela exclamou: “ - João Pequeno, me traga uma vasilha de quatro litros”. Imediatamente foi atendida. Ali ela colocou o leite, e solicitou ao João Pequeno que levasse o leite e a criança em casa. “ - Diga ao pai dela que quando não tiver dinheiro pode vir buscar o leite de seus filhos.” SAUDADES do galinheiro de vó Beata. Num grande terreiro, cágados, galinhas, guinés, perus.Os porcos, ficavam num espaço especial – todo cimentado, mostrando o seu zelo pela limpeza. O jardim florido, com girassóis, roseiras, jasmins, tipo um jardim de inverno, que contemplávamos da sala de jantar. Num outro espaço mais adiante, goiabeira, limoeiro, pimenteira, mangueira.E nas janelas, as moringas de argila cheias d’água a fim de receberem o sereno da noite e pela manhã, dela bebermos geladinha. Tudo isso, à luz dos fifós e lamparinas.Depois, SAUDADES do apagar das luzes a motor. Janeiro de 1968, fifós e lamparinas deram lugar à luz elétrica. Concretizava-se o sonho do nosso pai, Antônio Torres Júnior, de eletrificar a sua querida Canhoba. Muita gente, a população canhobense, o governador de Sergipe, Lourival Baptista e a sua comitiva, o prefeito da cidade, nosso tio Arquibaldo de Souza Torres, nossos familiares e tantos outros. Somente uma ausência física – a daquele homem público, que tanto beneficiou o seu povo e a sua cidade, e numa pugna incansável conseguiu trazer, pelos fios, a força da água de Paulo Afonso transformada em energia elétrica. Nossos avós, Antônio e Beata, tinham lágrimas nos olhos enquanto o povo ovacionava. SAUDADES do relógio de parede, quase um metro de altura, comprado na Joalheria Safira, em Aracaju, que ficava na entrada da casa.Do gramofone, na sala de visitas, esperando as ocasiões festivas para “acordar”. Da geladeira Westinghouse a querosene, do fogão à lenha e sua famosas panelas de barro,e seu fogo crepitando dia e noite, sem apagar. Dos pães fresquinhos de seu Manoel Gago.SAUDADES. Uma vez perguntei a nossa avó Beata porque ela tinha sempre uma lágrima nos olhos e o sorriso longe. Ela respondeu: “ - meu neto, o Canhoba e nossa família não são mais o que eram”. Referia-se ela ao sombrio e fatídico dia 21 de dezembro de 1967, uma quinta feira.“ - Estou sempre pensando em meu filho TOINHO, seu pai. Por que fizeram isso com ele?” E a lágrima vinha novamente, e ela me abraçava. Carinhosamente. SAUDADES das nossas despedidas quando findavam as férias.Quando meu pai estacionava o carro na porta da Casa Amarela para nosso embarque de volta a Aracaju, era uma choradeira danada dos amigos, primos, tios. O nosso avô falava ao meu pai: “ – Toinho, deixe os meninos!” Meu pai respondia: “ - o maior presente que tenho para deixar para eles é a caneta.” O velho enfiava a mão direita em seu bolso, que ia até o joelho, e tirava um tanto de dinheiro. Contava dez notas de 5 cruzeiros(aquelas que tinham a cabeça do índio), e dava para mim e para Angela. Pedíamos a benção e tristes entrávamos no carro. Lá de dentro eu chamava meus dois amigos Anacleto e Zé Preto e a cada um dava uma nota de 5 cruzeiros às escondidas de nossos pais e avós. O nosso pai perguntava para a nossa mãe: “ - podemos ir, .GiIcélia, vamos?” Assim, retornávamos para a capital. E mesmo no período das aulas, mesclávamos estudos e atividades escolares com as saudades das aventuras na roça, já na expectativa das férias seguintes.SAUDADES. Da nossa família, parentes, amigos que já se foram, e que construíram este município. SAUDADES daqueles que cruzaram o seu território e fixaram-se em outros Estados e ainda vivem. SAUDADES do grande homem nascido em Canhoba, a 2 de Outubro de 1926, cujo passamento ocorreu precocemente na manhã de 21 de Dezembro de 1967, uma quinta-feira, aos quarenta e dois anos. Deputado Estadual, Secretário de Estado da Justiça no governo Luiz Garcia, Presidente da Assembleia Legislativa, Líder de Governo na gestão Lourival Baptista. Ícone da política sergipana, grande tribuno, orador nato. Advogado, Professor de História e Geografia pela Universidade Federal de Alagoas, assessor jurídico da Secretaria de Estado da Educação. Pai de família, carinhoso, generoso, humano. A CASA AMARELA viu-o nascer, crescer, foi palco de suas travessuras ingênuas e infantis. E também, anos mais tarde, centro para suas conversações políticas com seus aliados udenistas. A CASA AMARELA alegrou-se com as alegrias, chorou o pranto de todo um clã. Mas, resistindo às intempéries na vida e na história dos TORRES, silenciosa, solitária, testemunha a saga dessa família. Cada parede, cada porta e janela, compartimentos, contam uma história.A fogueira hoje, 29 de junho de 2015, segunda-feira, colocada na sua frente, igualmente solitária,terá extintas as suas chamas. Esta casa, ao contrário, será sempre um marco que manterá viva, cada vez mais viva, não só nos nossos corações mas na vida dos canhobenses, a chama acesa da história dos TORRES e de todos os que amam esta terra. Evocando o poeta Raimundo Correia, concluo dizendo: “ Aqui outrora retumbaram sinos; muito coche real nestas calçadas...................”. >>>>>>ISTO É BRASIL, É SERGIPE É CANHOBA.

Postagem originária da página do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 30 de junho de 2015.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Avós Materno de Angelo Muarício Torres


Meus avós materno: BENILDE VIEIRA DE ARAUJO, o BVA, como era carinhosamente chamado pelos seus amigos, familiares e empregados (nos dias atuais, colaboradores).Nasceu na cidade de Itabi – Se, em 23/11/1902, filho de família humilde de lavradores. Seu pai era português e a sua mãe, uma cabrocha sergipana, conhecida como Mãe Senhorinha. Estudou somente as primeiras letras, numa escola de sua cidade. Emigrou para o Rio de Janeiro aos 18 anos em busca de uma vida melhor. Dez anos se passaram. Retornou para Aracaju em 1930, casou-se em primeiras núpcias com Elisa Sobral, com quem teve uma filha - Arinda Araujo. Viúvo, casou-se com Emérita Mendonça,(22/09/1906) de raízes Itabaianenses, filha do Coronel Honório Francisco de Mendonça e Ana Rosa de Lima Mendonça ( dona Benzinha). Teve com Emérita uma filha: Gicélia Mendonça de Araujo, mais tarde Gicélia de Araujo Torres, pelo casamento com Antônio Torres Júnior. Estabelecido na rua de Santa Rosa nº 149, onde instalou a Refinaria JASPE, ao lado de grandes nomes do comércio sergipano, como: Leovegildo Correa, Cantídio Lino Dias, Antônio Pádua Melo. os irmãos Antônio e José Ferreira Lima e os igualmente irmãos Antônio e Américo proprietários do Moinho Garça. Proprietário de salinas e viveiros. Dedicava-se não só à atividade de industrializar o sal que produzia, mas de comprar de outros produtores para, após o processo de moagem e refinação, distribuir no comércio local e exportar. Aglutinador, bonachão, popular, sem preconceitos, amigo. A escola da vida foi a sua grande mestra. Proseador amava a literatura de cordel, que muito incentivou. Chamava seus empregados por apelidos pitorescos: Salomão, Senador, Lord, dentre outros. Às sextas-feiras, reunia todos para fazer o pagamento semanal aos seus operários e para lavar o armazém. Todos juntos, chamava cada um, fazia o pagamento e perguntava para os casados – “Seu filho está estudando?” E aos solteiros – “como estão seus pais?” Presenciei todos esses momentos. Meu velho e amigo, o qual nos deu suporte, nas situações mais graves da nossa vida. Tinha o sonho de ver sua filha Gicélia diplomada. Realmente ela se tornou Bacharel em Direito. Militou no Direito, tornando-se mais tarde Juíza, tornando realidade o sonho do seu pai. BVA batia no peito e exclamava: “A MAIOR FORMATURA DO MUNDO É A DE BACHAREL EM DIREITO". Foto tirada em 22/09/1943.

Postagem originária da página do Facebook/GrupoMTéSERGIPE, de 22 de maio de 2015.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Homenagem ao artista plástico Olívio Mathias da Rocha




"Gostaria de homenagear um ícone das artes plástica e pintura em Sergipe nos anos 50,60. Amicíssimo da nossa família (in-memoriun) Dept.Antonio Torres Junior. " Olívio Matias da Rocha", nascido em 11/08/1892, falecido em 30/07/1976, natural de Canhoba/SE. a quem tive o prazer de conhecer e conviver. Pintor, escultor e decorador. Destaque para pintura o Batizado de Jesus Cristo por São João Batista pintura encontra-se na Igreja Senhor dos pobres em Canhoba-SE.(acervo de Angelo Mauricio Torres. Ele (Olívio) ao lado da Escultura de São Judas Tadeu,(acervo de seu filho Marco Lessa / Mercedes Lessa. Esta escultura encontra-se no topo da Capela da Igreja São Judas Tadeu em Aracaju - Se. Decoração natalina, de carnaval e São João eram executadas por ele. Como também os famosos Clubes,Associação Atlética de Sergipe, Iate Clube de Aracaju e Cotinguiba Esporte Clube,...Amigos vamos divulgar este mágico das artes e pintura..Isto é SERGIPE é BRASIL!". (Ângelo Maurício Torres).

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, de 29 de dezembro de 2014.

domingo, 11 de agosto de 2013

Benilde Vieira de Araújo


"Hoje quero fazer uma mega homenagem a um HOMEM - nosso avô BENILDE VIEIRA DE ARAUJO, o BVA, como era carinhosamente chamado pelos seus amigos, familiares e empregados (nos dias atuais, colaboradores).

Nasceu na cidade de Itabi – Se, em 23/11/1902, filho de família humilde de lavradores. Seu pai era português e a sua mãe, uma cabrocha sergipana, conhecida como Mãe Senhorinha. Estudou somente as primeiras letras, numa escola de sua cidade. Emigrou para o Rio de Janeiro aos 18 anos em busca de uma vida melhor. Dez anos se passaram. Retornou para Aracaju em 1930, casou-se em primeiras núpcias com Elisa Sobral, com quem teve uma filha - Arinda Araujo. Viuvo, casou-se com Emérita Mendonça, de raízes Itabaianenses, filha do Coronel Honório Mendonça e dona Benzinha. Teve com Emérita uma filha: Gicélia Mendonça de Araujo, mais tarde Gicélia de Araujo Torres, pelo casamento com Antônio Torres Júnior. Estabelecido na rua de Santa Rosa nº 149, onde instalou a Refinaria JASPE, ao lado de grandes nomes do comércio sergipano, como: Leovegildo Correa, Cantídio Lino Dias, Antônio Pádua Melo. os irmãos Antônio e José Ferreira Lima e os igualmente irmãos Antônio e Américo proprietários do Moinho Garça. Proprietário de salinas e viveiros. Dedicava-se não só à atividade de industrializar o sal que produzia, mas de comprar de outros produtores para, após o processo de moagem e refinação, distribuir no comércio local e exportar. Aglutinador, bonachão, popular, sem preconceitos, amigo. A escola da vida foi a sua grande mestra. Proseador amava a literatura de cordel, que muito incentivou. Chamava seus empregados por apelidos pitorescos: Salomão, Senador, Lord, dentre outros. Às sextas-feiras, reunia todos para fazer o pagamento semanal aos seus operários e para lavar o armazém. Todos juntos, chamava cada um, fazia o pagamento e perguntava para os casados – “Seu filho está estudando?” E aos solteiros – “como estão seus pais?” Presenciei todos esses momentos. Meu velho e amigo, o qual nos deu suporte, nas situações mais graves da nossa vida. Tinha o sonho de ver sua filha Gicélia diplomada. Realmente ela se tornou Bacharel em Direito. Militou no Direito, tornando-se mais tarde Juíza, tornando realidade o sonho do seu pai. BVA batia no peito e exclamava: “A MAIOR FORMATURA DO MUNDO É A DE BACHAREL EM DIREITO". Deixou-nos deste mundo físico em 12/12/1978. Restaram seus ensinamentos e seu legado de virtudes a seguir. Meu amigo, meu velho, nosso porto! Onde está? Na memória e no coração dos seus pósteros. Receba, com carinho, meu abraço bem apertado, neste dia dos pais, O seu neto João Redondo, Beto Rockfeler, como o senhor me chamava tão carinhosamente.

Ângelo Maurício de Araujo Torres.

Postagem originária da página do Facebook/MTéSERGIPE, em 11 de agosto de 2013.

terça-feira, 22 de maio de 2012

In-Memória Deputado Antônio Torres Junior 1966...

"Túnel do tempo: 1- In-memória meu pai,Deputado Antonio Torres Junior 1966. 2- Ângelo 07/09/1966. 3 - Ângelo 10/1956. 4 - A mana Ângela Margarida e Ângelo sentados no muro da casa onde morávamos na rua maruim nº 699 hoje se encontra edificada a igreja adventista central de Aracaju. Detalhes das fotos Viana Santana - Aracaju-Se". (Ângelo Maurício Torres).

Postagem original na página do Facebook em 18 de Maio de 2012.